segunda-feira, 19 de julho de 2010

O PREÇO DO DESCANSO


Hebreus 4:11-16

Jesus conta uma parábola muito interessante em Lucas 14:25-33. Nesta parábola ele mostra que segui-lo envolve um preço alto e que temos que ter realmente convicção se é isto mesmo que queremos. Nos versos 28 e 31 ele mostra que quando queremos alguma coisa temos que primeiro calcular o custo. Ninguém pode iniciar uma obra sem calcular o custo. Nenhum soberano pode sair à guerra sem calcular seus custos.
De certa forma é isto que o autor aos hebreus procura tratar neste trecho da Palavra de Deus. Para muitos parece que ele entra em contradição, uma vez que no verso 3 ele deixa claro que a experiência do céu é algo que começamos a sentir já. O problema é que ele agora não está mais falando da garantia da entrada, mas do preço que devemos pagar por entrar. A salvação realmente é de graça, pelos méritos da cruz. Mas antes de recebermos a mensagem devemos saber que temos um preço a pagar. Não pela salvação, mas pela caminhada, ela vai designar o nível de santidade que tenho ou se tenho.
Ele passa a descrever algo maravilhoso a cerca do que é realmente ser cristão e como podemos pagar o preço pelo descanso eterno.

1) Tenha diligência em sua vida (v. 11)
A expressão que o autor utiliza que é traduzida como “esforcemo-nos” ficaria melhor traduzida “Sejamos diligentes...”. Ser diligente, segundo o dicionário da língua portuguesa compreende uma pessoa que tem um cuidado ativo ao fazer alguma coisa. Jesus não chama ninguém para ficar sentado no banco. Este fato exige esforço, daí a tradução que foi dada.
Mas a ideia é muito mais profunda. Quero compartilhar com vocês algo que li de Marcos Aurélio Mello.
"Não custa grande coisa ser um cristão de aparência. Só requer que a pessoa assista aos cultos do domingo, duas vezes e durante a semana seja medianamente moralista. Este é o "cristianismo" da grande parte dos evangélicos da nossa época. Trata-se, pois, de uma profissão de fé fácil e barata; não implica em abnegação nem sacrifício. Se este é o cristianismo que salva e o qual nos abrirá as portas da glória ao morrermos, então não temos necessidade de alterar a mundana descrição do caminho da vida eterna e dizer: "Larga é a porta e largo é o caminho que conduz ao céu.
Porém, segundo o ensino bíblico, custa caro ser cristão. Há inimigos a vencer, batalhas a evitar e sacrifícios a realizar; deve-se abandonar o Egito, cruzar o deserto, carregar o peso da cruz e tomar parte na grande caminhada. A conversão não consiste em uma decisão tomada por uma pessoa, em um confortável sofá, para logo em seguida ser levado suavemente ao céu. A conversão marca o início de um grande conflito, e a vitória vem após muitas feridas e contendas. Custa-se obter a vitória. Daí concluirmos a importância de calcularmos este custo."


2) Confie na suficiência da Palavra (v. 12)
Neste ponto o autor entra em algo que era comum entre os judeus, a fé na Torá. Ele afirma que ela é suficiente para:

a)    Dar vida por ser viva;

b)    Transformar por ser eficaz;

c)     Sondar nossos corações por cortar dos dois lados;

d)    Julgar e mostrar nossos valores  através do discernimento.


Deus nos deixou um legado espiritual através da Bíblia Sagrada. Você não pode dizer que crê em Deus se não acreditar na Palavra que ele deixou. Mais do que isto, ninguém pode dizer que crê na revelação de Deus se não confiar plenamente na suficiência desse livro.

3)Tenha certeza de sua confissão (v. 14)
O autor volta a pensar naquele momento de decisão. Naquele dia quando uma decisão foi tomada: seguir a Jesus. Muitos hoje estão na igreja e se dizem cristãos, mas poucos são os que podem dizer que realmente foram transformados.
A certeza de salvação é algo que podemos ter, mas isto só é possível mediante a confissão sincera. A expressão é muito interessante que se tornou gíria de um evangelicalismo barato que surgiu no final do século XX: tomar posse. É interessante que esta expressão usada no contexto atual, era dita por grupos que afirmavam que não é possível se ter segurança. O autor de hebreus está nos chamando para tomar posse de nossa confissão no sentido de ter certeza do que ela significa.

4) Confie na suficiência da obra de Cristo (v. 15, 16)
O autor passa o mostra a superioridade de Jesus. Desta vez ele trabalha com o Sumo sacerdote. O sentido místico religioso desta personagem é muito profundo para o povo de Israel. O autor se preocupa em mostrar que assim como foi superior aos anjos, Moisés e Josué, Jesus é muito superior ao sumo-sacerdote.
O autor apresenta dois motivos irrefutáveis para a superioridade de Cristo diante do sumo-sacerdote:

a)    Ele penetrou aos céus

Jesus não foi a um Tabernáculo ou Santuário, ele foi ao céu, na presença real de Deus.

b)    Porque sua humanidade foi sem pecado.

Jesus foi homem como qualquer um de nós, mas não pecou. Ele pode se compadecer de você porque passou pelas mesmas fraquezas e tentações, mas de todas foi vencedor.

Prezado amigo. Prezado irmão. Hoje é o momento que tem você para se aproximar de Deus. Ele é misericordioso e deseja transformar sua vida.
A salvação é pela graça, mas saiba o preço que você tem que pagar. Jesus quer lhe salvar para que você viva para ele e por ele.

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