segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A EXCELÊNCIA DO SACERDÓCIO DE CRISTO

Hebreus 8

Até aqui o autor vinha demonstrando que a obra sacerdotal de Cristo é eficiente e perfeita por si só. Este fato faz com que a nova aliança se torne muito superior à antiga e ele passa a delinear isto com muita precisão. A antiga aliança era simbólica (v. 5). Eis uma expressão que continuamente o livro de Hebreus demonstra (8:5; 9:24; 10:1). 
Eis os motivos da excelência do sacerdócio de Cristo:

1) Jesus colocou-se frente a frente com Deus (3)
Os sacerdotes do Antigo pacto podiam até simbolizar que estavam na presença de Deus, mas na realidade eles não estavam. Eles não tinham poder de se colocarem frente a frente com Deus. Acima de tudo  por serem pecadores. Ninguém pode tomar nosso lugar diante de Deus. Por isso não cremos em nenhum outro vigário, pois só Jesus foi e é capaz de estar diante de Deus.

2) Cristo seguiu tudo que foi estabelecido por Deus (5)
Deus ordenou a Moisés que fizesse tudo exatamente como ele tinha dito. Moisés é um tipo. Cristo é o antítipo que se cumpre. Jesus foi obediente a todo plano de Deus. Deus enviou Jesus para que ele pudesse salvar o homem perdido, mas para isto ele precisava cumprir tudo que foi planejado até o fim.

3) Cristo é o mediador do Novo pacto (6)
A mediação do novo Pacto vem através de Jesus por toda sua vida. Desde seu nascimento virginal até a sua ressurreição. A obra de Cristo foi e é completa para a salvação do homem. Diante disto o autor deixa claras algumas características do novo pacto:

a)    O novo pacto transforma o homem (10)

Paulo afirma que aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Ele usa uma expressão que conhecemos: metamorfose. Quando estudante ficava impressionado como uma lagarta poderia se transformar em uma borboleta. Como pode um ser rastejante, de aparência quase sempre asquerosa, que se alimenta de forma voraz, se transforma em outro ser de uma beleza sem igual, com liberdade para voar, que é livre – isto corresponde ao resultado de sua metamorfose.
A nossa transformação nos faz a mesma coisa. Somos tirados de nossa condição rastejante do pecado, de vivermos nos alimentando vorazmente de nossos desejos e paixões, para ganharmos a liberdade do Espirito em nossas vidas.
Essa transformação passa pela mudança de nosso coração. Ezequiel afirma que Deus tirará nosso coração de pedra e nos dará um coração de carne (Ez 11:19).
Além disso temos nosso entendimento modificado. Paulo afirma que as coisas espirituais só podem ser discernidas espirituais. Não seria possível entender todo plano de Deus se não tivéssemos nosso entendimento modificado.
E por último nossa transformação se completa através da adoção como filhos de Deus. João diz que todos que aceitam a mensagem da cruz Deus deu-lhes o poder de serem chamados filhos de Deus (Jo 1:12).

b)    O novo pacto nos faz conhecer melhor o Senhor (11)

Um dos pontos cruciais do Antigo Testamento é que o povo de Israel não conseguiu entender e conhecer a Deus de verdade. Deus pedia misericórdias e não sacrifícios pediu seu conhecimento acima de holocaustos (Os 6:6), mas infelizmente o homem não conseguia compreender. Uma das coisas que mais destrói  o homem é quando ele coloco seu conhecimento, sua tradição ou seu desejo acima daquilo que Deus estabeleceu.

c)     O novo pacto mostra o caminho do perdão de Deus (12)

Outro ponto que o povo de Israel não compreendeu, e muitos religiosos hoje não compreendem é a ideia do perdão de Deus. Jesus veio nasceu e morreu para que, de uma vez só, alcançássemos o perdão de nossos pecados.
O perdão de Deus vem mediante nosso arrependimento e aceitação do sacrifício de Jesus. O novo pacto mostra este caminho. Jesus afirmou algumas vezes “não peques mais”, mas esta expressão só pode ganhar força se aceitarmos a Jesus após o reconhecimento de nossa salvação.

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