segunda-feira, 20 de setembro de 2010

EFICÁCIA DO RITO DA CRUZ

Hebreus 10:1-18

A antiga lei judaica é mostrada aqui sem poder e força alguma. A repetição constante dos ritos que eram “sombra” de algo que viria, servia apenas para mostrar a sua ineficácia.

A obra de Jesus nos traz um resultado eterno. Por isso não há mais necessidade de repetição de ritos que apontem para o sacrifício.


1.               Os objetos e as coisas dos ritos não têm poder (v. 4)

Ao falar do sangue e de seus respectivos animais, o autor destaca que as coisas não carregam poder em si mesmo.
A Bíblia é apenas papel. Ela não tem poder no papel. O poder da Bíblia está em suas palavras quando estudadas e entendidas dentro da vontade de Deus.
A ceia e o batismo não carregam em si mesmos poder algum. Alguns acreditam na consubstanciação outros na transubstanciação. A Bíblia nos apresenta tão somente um memorial. Não há poder nas coisas ou nos objetos. Não há poder em imagens ou amuletos.

2.               As ações ritualísticas não carregam poder em si mesmo (v. 6,8)

É interessante notar que o verso 8 afirma “os quais se oferecem segundo a lei”. Deus não estabelece rituais para que tenham poder, mas que carreguem apenas um simbolismo.
Muitas pessoas nas viradas de ano buscam rituais para que possam ter sorte no novo ano que se inicia. Há também muitos que se benzem diante de uma igreja ou coisa parecida. São ações ritualísticas.
A poucos dias um bandido foi flagrado antes de executar um crime se bezendo.
A Bíblia não nos autoriza a usar ritos como meios de adquirirmos poder ou bênção. Os ritos na Bíblia carregam o peso do simbolismo.
Paulo é claro em afirmar que os ritos do AT eram sombras das coisas futuras (Cl 2:17).

3.               Jesus participou como oferta e ofertante do único rito aceito por Deus para a salvação (v. 9, 10, 14)

O autor apresenta Jesus como sendo o sumo sacerdote (ofertante), mas ele apresenta o sangue de Cristo como sendo o motivo de nossa redenção (oferta). Sendo assim, podemos nos lembrar das palavras de João Batista: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
Tudo que pregamos sobre os últimos três capítulos se resume neste ponto. Jesus é o perfeito sumo sacerdote, que se apresenta como oferta diante o eterno tabernáculo de Deus para a redenção de todo aquele que crê.

4.               Os pecados remidos livram-nos de qualquer oferta pelos pecados (v.18)

Isto inclui qualquer sacrifício para quebra de maldições. As consequências do pecado ao homem começam pela morte, mas tudo se resume na grande maldição de gênesis:
Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida.  Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás. (Gn 3:17-19)
Jesus se fez maldição na cruz para que esta maldição fosse quebrada definitivamente. E junto com ela é quebrada qualquer outra maldição. 

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