segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ALCANÇANDO O TESTEMUNHO DA FÉ (PARTE 1)

Hebreus 11:1-16

Após discorrer sobre a firmeza da fé o autor passa a delinear como alcançar o testemunho da fé diante de Deus. É interessante que ele não tem uma preocupação apenas de mostrar os grandes milagres, mas mostra também que muitos não conseguiram aquilo que queriam, mas ainda assim alcançaram o testemunho que Deus queria.
Alcançar o testemunho da fé consiste:


1.               Crer na Palavra de Deus e no que ela afirma (v. 3)

A ciência se multiplicou. Daniel já profetizara isto a muitos séculos (Dn 12:4). A profecia apocalíptica de Daniel apontava para o tempo do fim onde os homens estariam prestes a conhecer a maior tribulação já vista (Dn 12:1,2).
Com a multiplicação da ciência muitos que se dizem cristãos começaram a colocar em xeque a veracidade da Palavra de Deus. Hoje muitos membros de igrejas, ministros e autoridades eclesiásticas tentam crer no que diz a ciência e ao mesmo tempo encaixar com a Bíblia. Nem sempre isto será possível. A Bíblia é a Palavra de Deus. Deve ser lida e interpretada à luz de seu contexto. Pode ter coisas que não sejam da forma que aparentemente se apresentam, pois quem a escreveu não tinha a mesma perspectiva nossa, mas ainda assim é Palavra de Deus.
O autor está nos mostrando que para se alcançar o testemunho da fé precisamos crer fielmente na Palavra de Deus. O criacionismo e o evolucionismo são antagônicos. Eles não subsistem entre si.

2.               Buscar agradar a Deus da forma que ele quer (v. 4-6)

Caim e Abel são figuras de dois tipos de adoradores. Um apresenta a Deus o quer e da forma que quer. O outro procura agradar a Deus fazendo a sua vontade.
Hoje vemos igrejas para homossexuais, Ordem de pastores divorciados, igrejas para negros, brancos, entre muitos outros grupos.
Soren Kierkegaard, foi um filosofo dinamarquês. Levou uma vida solitária principalmente após sua conversão em 1850. Após sua conversão passou a combater a influência da Igreja no Estado e vice-versa. Uma de suas frases mais famosas foi: “O dia em que a Igreja se tornar amiga do mundo, ela deixa de existir”. Hoje em muitas igrejas locais vemos esta amizade, esta comunhão perigosa e maléfica.
Muitos creem que Deus não se importa com isso, mas se lembrarmos bem Caim não agradou a Deus.
O culto para os sem igreja, por exemplo, tem sido defendido por muitos pastores, alguns são até meus amigos, mas biblicamente não existe culto para ninguém. O culto sempre será para Deus, e para mais ninguém. Outros defendem que a mensagem precisa ser adaptada para um maior entendimento dos ouvintes. Isto é correto, mas o que tem acontecido é que a Palavra tem sido deixada de lado para que sermões de cunho psicológico ou de autoajuda tomem lugar que deveria ser da Palavra de Deus.

3.               Crer nas promessas de Deus mesmo quando ainda não alcançadas (v. 7-13)

Noé, Abraão, Isaque, Jacó e Sara não tomaram posse de fato da Terra que Deus prometera, mas confiavam que Deus não falha com suas promessas.
Um dos grandes problemas atuais do cristianismo tem sido a Teologia da Prosperidade que de quebra se mistura com a Teologia da Confissão positiva. Em ambas o sofrimento não pode existir no crente. Devemos ordenar a Deus para que nossa vida neste mundo seja melhor e próspera. O grande problema destas linhas é que mostram uma mentira.
Alejandro Bullón, pastor peruano adventista, disse certa vez: “Deus não prometeu nos tirar do vale da sombra e da morte, mas afirmou que mesmo lá estaria conosco”.
Não podemos dizer que temos fé na salvação se não conseguimos nos manter firmes dentro da vontade de Deus aguardando suas promessas. Se vivemos de uma forma egoísta e imediatista diante de Deus. Vale lembrar o alerta de Paulo:
“Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens” (I Co 15:19)
Daqui partimos para o próximo ponto...

4.               Saber que uma pátria melhor nos espera (14-16)

O autor volta a um tema já tratado. Ele mostra que os que morreram sem alcançar a terra prometida tinham uma visão de uma pátria muito melhor.
A eternidade diante de Deus é algo que devemos buscar intensamente. O cristão genuíno espera algo maior, foi o que falamos no último domingo. Esta esperança nos faz vencer o desejo de retroceder. Esta esperança nos faz esquecer os desejos da antiga pátria. Saber que há uma pátria nos faz esquecer os desejos da carne. Se você ainda não conseguiu vencer os desejos da carne. Se voltar ao Egito ainda existe em seu coração. Significa que você não tem certeza da pátria que o espera. 

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