segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ALCANÇANDO O TESTEMUNHO DA FÉ (PARTE 2)

Hebreus 11: 17-40

O autor continua discorrendo sobre o testemunho da fé. Ele vai continuar a narrar um dos trechos mais magníficos de toda Bíblia. É um momento crucial em sua carta pois ele pretende caminhar para fim mostrando para os seus leitores que vale a pena viver pela fé. Que vale a pena perseverar para alcançar o testemunho da fé. E ele continua...


1.               Ter um apego com a eternidade e não com esta vida (v. 17,18)

Abraão ofereceu Isaque confiado na ressurreição futura e não no livramento físico. Já vi pregadores dizendo que faltou fé em Abraão, a Bíblia diz exatamente o contrário. Ele foi considerado o pai da fé e, um dos atos que lhe garantiram este título, foi a determinação com que levou Isaque para o sacrifício.
Paulo demonstra muito isto em muitos dos seus escritos. Ele sabia, como falamos na primeira parte deste sermão, que algo maior e melhor o aguardava, por isso sua visão o impulsionava a eternidade.
Jesus contou a parábola do rico insensato. Nela o próspero fazendeiro se orgulhava do que tinha. Ele achava que aquilo era suficiente para saciar a sua alma. A pergunta que o mestre lhe faz é crucial: “O que tens preparado para quem será?” (Lc 12:10). O sábio Salomão afirma:
Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma 
(Ec 9:10).

2.               Ter a visão de Deus quando ninguém mais tem (v. 20-23)

Isaque, Jacó, José e os pais de Moisés, são exemplos de pessoas que confiavam nas promessas de Deus porque tinham a visão do criador em suas vidas. A visão de Deus vai além da questão evangelizadora, como afirma o hino 546 HCC. Ela é muito importante, mas a visão a que me refiro neste texto em questão é a visão das promessas de Deus para nossas vidas.
Hoje a visão que a igreja tem é de prosperidade, bênçãos materiais. É a visão de que a Igreja será poupada da tribulação e do sofrimento.
A pergunta que faço: Será mesmo esta a visão de Deus?
Hoje também há muitos grupos que se dizem cristãos que não pregam mais a certeza da salvação. Perderam a visão de Deus. Aqueles que confiavam em Deus sabiam que a promessa se cumpriria. Sabiam que a cidade santa estaria reservada para eles naquele dia. Assim como Isaque, o verdadeiro cristão confiam na bênção de Deus em coisas que ainda virão. Paulo nos diz: “Eu sei em quem tenho crido, e estou certo que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia.” (II Tm 1:12). Esta confiança de Paulo era porque ele via além da visão do homem, via com a visão de Deus. 

3.               Saber que vale a pena sofrer por Cristo e esperar uma recompensa melhor (v. 24-27)

Moisés agora passa a ser de novo um exemplo de fé. Mas não exemplo pelas proezas que ele fez, mas um exemplo de alguém que abre mão de privilégios para seguir a Deus. O exemplo de alguém que prefere pagar o preço do sofrimento nesta vida aguardando por algo maior através da visão de Deus que lhe é dada.
Muitos hoje tentam conciliar seu cristianismo com prazeres fúteis, passageiros e carnais. São homens e mulheres cujas mentes estão voltadas para seus próprios desejos. Muitos procuram igrejas que possam permitir continuar valorizando as coisas desta vida ao invés de pagar o preço.
A igreja do final dos tempos irá se dividir. Teremos a igreja apóstata que preferirá seguir os desígnios do anticristo. Que desejará os mananciais de prazeres e luxo à ser perseguido por alguém que só deseja o melhor para a humanidade. De que lado você vai estar naquele dia? Ou melhor: De que lado você está agora?
Paulo fala de Demas. Um homem que o abandonou por amor ao mundo. João nos adverte quanto a isto. O amor ao mundo tem sido a grande marca da igreja moderna. Mas ainda assim, vale a pena sofrer por Cristo. Vale a pena esperar pela grande recompensa.

4.               Ter em Deus o limite de nossas forças (v. 25-38)

Este é o trecho que mais gosto deste capítulo da fé. Creio que os teólogos da prosperidade não gostam muito de ler ou ouvir acerca das verdades contidas neste trecho.
O autor continua mostrando as muitas maneiras como Deus livrara seu povo no passado. Mas o que chama a atenção não são os livramentos, todavia o que ocorre a partir do verso 35. Ele fala de homens que sofreram até a morte. Passaram por escárnios, vergonha pública, dor física e psicológica. Alguns foram mortos das maneiras mais horrendas de suas épocas, mas todos estes tinham algo em comum: O MUNDO NÃO ERA DIGNO DELES. Foram homens que viam em Deus o limite de suas forças.
Talvez você ache que está sofrendo demais. Talvez você se considere o pior dos sofredores por causa de sua vida cheia de sofrimento, ou por causa de alguma doença que lhe aflige. Mas saiba que o maior sofrimento de todos foi o de Jesus que levou o seu, o meu e o nosso pecado sobre os seus ombros. Ele foi humilhado por você. Ele foi rejeitado por mim. Ele foi indigno para o mundo para que nós víssemos o mundo se tornar indigno de nós. Jesus nos diz: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, pois o meu jugo é suave e meu fardo é leve” (Mt 11:19). 

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