segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TESTEMUNHANDO O EXEMPLO DE CRISTO

Hebreus 12:1-3


Seguindo dentro do trio fé, esperança e amor, o autor passa agora a falar sobre o segundo. A esperança vai ser muito bem delineada neste capítulo que agora começamos a observar. Quatro aspectos podem ser notados neste capítulo: 1) O exemplo baseado na qualidade do autor e consumador de nossa fé; 2) O propósito e o valor das tribulações dentro da perspectiva do amor de Deus; 3) O perigo e o fracasso dos descuidados; 4) Os privilégios da graça de Deus comparados à Antiga Aliança.
Hoje analisaremos os primeiros versículos sob a ótica do exemplo de Cristo e nosso testemunho.
Após confrontar o exemplo de fé dos antigos e como realmente Deus olhou para cada um deles, o autor passa agora a mostrar que nossa esperança segue de perto nossa fé. Ele chama atenção para o fato que todos estes heróis estão como testemunha diante do que fazemos ou deixamos de fazer.
Vejamos os aspectos gerais deste testemunho:


1.               Remova a carga do pecado sobre sua vida (v. 1)

Na linha argumentativa do autor o peso e o pecado parecem ser duas coisas diferentes, mas na realidade não são. A ideia dele parece estar mais centrada no fato que o peso representa o viver preso ao passado. Não recebendo de fato o perdão de Deus. Muitos, mesmo após converterem-se, ainda vivem as amarras do passado. O cristão genuíno deve saber que foi de fato perdoado, que não deve mais nada e que Cristo o limpou completamente deste fardo. O perdão outorgado deve nos fazer viver de forma alegre e solta diante das testemunhas que nos cercam.
O segundo aspecto é a ideia de não mais vivermos no pecado. A expressão “desembaraçar-nos” literalmente pode ser traduzida como deixando de lado. O cristão deve ter em mente que não pode mais viver uma vida presa ao pecado. Ele precisa compreender que o pecado deve ser deixado de lado para que possamos viver uma vida dentro da vontade de Deus. A caminhada através da santificação passa ser o alvo da vida do crente.
Desta forma o autor está de fato nos afirmando é que devemos tomar posse do perdão de Deus e não mais cairmos, uma vez que está ao nosso redor uma grande nuvem de testemunha.

2.               Corra com perseverança (v. 1)

Nota-se neste ponto a influência paulina sobre o autor. Paulo usou muito a ideia da carreira (At 20:24; II Tm 4:7), e também descreve o prosseguir para o alvo (Fp 3:14). Seguindo a linha paulina vemos que esta carreira, proposta por Deus, deve nos fazer abrir mão das coisas desta vida.
Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. (At 20:24)

Ainda dentro da linha de Paulo vemos que a carreira proposta deve nos fazer mirar sempre a salvação.
prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. (Fp 3:14)

Por último, a carreira envolve um combate constante.
Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. (II Tm 4:7)
Ninguém que realmente seja um cristão pode abrir mão desta perseverança. A vida eterna sempre deve ser o alvo principal do cristão genuíno.

3.               Fixe o olhar em Cristo (v. 2)

Quando converso com pessoas afastadas do evangelho ouço muitas vezes a argumentação: “Afastei-me do evangelho quando vi que os crentes eram...”. Uma das coisas que mais nos impedem de caminhar a jornada é olharmos para o alvo errado. O alvo de nossa jornada deve ser Jesus, não seus supostos seguidores.
Olhar para Jesus envolve em primeiro lugar olhar para seu sacrifício. Muitos estão na igreja, mas não conseguem tirar os olhos de suas necessidades. Olham sempre para si mesmos com olhar de auto piedade. Quero desafiar você agora a olhar para o homem pendurado no madeiro da cruz. Para o homem que sendo Deus não teve por usurpação ser como Deus, mas esvaziou-se completamente para que você e eu pudéssemos encontrar a verdadeira felicidade,  o verdadeiro amor. Olhe para este homem neste momento e deixe que ele preencha o vazio que há em você.
Em segundo lugar olhar para Jesus envolve olhar para sua glória. Ele está assentado a direita do Pai. Esta expressão significa que ele é Deus e vive para sempre. E somente ele é capaz de nos dar a vida eterna.  Simon Kistemaker afirma: “Nós carregamos a nossa cruz, mas não carregamos a cruz de Cristo. Ele carregou sozinho. Nós carregamos a nossa cruz quando olhamos para ele sem impedimentos. De sua posição exaltada no céu à direita de Deus, Jesus nos capacita a persistir, a permanecer e a ser fiel a Deus e à sua Palavra”. Neste momento passamos para o próximo ponto...

4.               Considere a obra de Jesus (v. 3)

Agora o autor passa a mostrar que o cristianismo envolve intelecto, ou seja, pensamento. A expressão que ele usa basicamente significa pensar sobre alguma coisa. No nosso caso seria pensar sobre as humilhações que Jesus sofreu. Refletir sobre elas para que possamos saber que vale a pena perseverar na fé e na confiança de Cristo.
Jesus suportou tudo isto para que nós pudéssemos ser fortalecidos. Se olhamos para a humilhação que Jesus passou por nós não teremos vergonhas de sermos cristãos. Não teremos vergonha de acabarmos com o jeitinho. Não teremos vergonha de abandonarmos as orgias, bebedices ou glutonarias. Muitos hoje não tomam uma decisão ao lado de Cristo porque têm vergonha do que sua família vai dizer ou o que seus amigos vão dizer. Jesus não teve vergonha de nada para que nós pudéssemos livres de tudo. 

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