segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SOFRIMENTOS: DISCIPLINA E EDUCAÇÃO

 Hebreus 12:4-11

O pecado é algo que está inserido no coração do homem. O autor faz questão de lembrar isto e recordar que Jesus nos limpa de nossos pecados. O sofrimento entra no mundo como consequência do pecado. Não quer dizer que seja consequência do meu ou do seu pecado, mas é uma consequência da própria existência dele. É um preâmbulo do salário que é a morte (Rm 6:23).
Hoje muitos cristãos têm sido ensinados de que após a conversão não podemos mais sofrer. Que após a experiência com Jesus não podemos sofrer nada da consequência do pecado. Ledo engano. As consequências do pecado original continuam sobre nós da mesma forma que a morte. Se fosse verdade que não podemos mais sofrer, também seria que não poderíamos morrer.
A realidade do pecado é tão grande na vida do crente que o autor começa mostrando que seus leitores ainda não tinha sofrido tudo que poderia ocorrer (Hb 12:4). Ele mostra que a morte é o maior sofrimento que alguém pode ter pelo amor a Deus na luta contra o pecado.

Neste trecho que lemos o autor mostra que devemos aprender duas coisas: 1) Aceitar o sofrimento quando vem para disciplina; 2) Suportar o sofrimento que vem para nossa educação. Ele está explanando acerca de Pv 3:1-12. Cita especificamente os versos 11 e 12. Os crentes da igreja primitiva a maioria não sabia lê. Logo, além de ouvirem a mensagem eles eram levados a memorizarem certos trechos das Escrituras. Ao utilizar de forma tão literal o trecho de Provérbios, o autor demonstra muita familiaridade com este pedaço das Escrituras.
Passemos a delinear o que propomos.

1.               A correção mostra que somos filhos (v. 5, 8)

Ao nos preparar para a Campanha de Missões (2011) vimos que os mulçumanos não tem a concepção de Deus como pai. O islamismo tem pelo menos 99 ideias de deus, mas nenhuma delas leva a uma concepção de intimidade e amor paternal. Eles até falam de misericórdia, mas é uma misericórdia desprovida do sentimento paternal de um Deus que ama a seus filhos.
Uma maneira que Deus escolheu para nos fazer crescer é enviando dificuldades e desafios (Simon Kistemaker). Hoje vejo pais que não disciplinam os seus filhos. Há muita transferência de responsabilidade. Muitos querem que a Igreja discipline outros que a escola. O verdadeiro pai disciplina seu filho, dando-lhe muitas vezes correções que lhe traz sofrimento, mas que ensina o verdadeiro caminho. Há pessoas que gostam dizer que são filhos de Deus por serem libertos de certas situações, o autor nos mostra que muitas vezes pode ser exatamente o contrário. São os verdadeiros filhos que passam por provas e tribulações. Vejamos o exemplo de Jó.
O sábio Salomão escreve: “O que retém a vara aborrece a seu filho...”; mas ele completa de forma majestosa: “... mas o que ama, cedo, o disciplina”. Partimos aqui para o segundo ponto.

2.               A correção mostra que Deus nos ama (v. 6)

Vi pessoas que criavam filhos adotivos de forma diferente dos filhos carnais. Pessoas que por amarem de uma forma diferente não disciplinavam estes filhos. O triste resultado é que estes filhos se tornaram rebeldes, pois nunca eram disciplinados. Deus nos adotou em Cristo, mas nos trata como qualquer outro filho. Este é o amor de Deus para conosco.
Deus nos ama e esta realidade deve ser vivida intensamente. O amor de Deus pode ser visto através de seu sacrifício. De enviar Jesus para nos salvar, mas também o amor de Deus pode ser visto.

3.               A correção nos leva a participarmos da santidade de Deus (v. 10)

O autor deixa claro uma coisa; nossos pais terrestres podem cometer erros. Ele afirma que eles nos corrigiam como lhes parecia. Mas Deus nos corrige porque deseja que sejamos santos. Em Levítico 11:44 o Senhor nos diz: “Sereis santos, porque eu sou santo”. Pedro repete esta afirmação em I Pe 1:16.
Santidade normalmente é ligada a perfeição ou a milagres operados. Mas a Bíblia nos mostra que santidade envolve uma separação para Deus. Paulo afirma aos Romanos que ele era separado para o evangelho de Deus (Rm 1:5).
A santidade então compreende uma caminhada para fazermos a vontade de Deus neste mundo. Não significa que deixamos de pecar, mas significa que Deus estará nos ajudando, estará ao nosso lado.
E o mais importante que a santidade nos prepara para o próximo ponto...

4.               A correção produz um fruto pacífico de justiça em nosso coração (v. 11)

Isto só pode ocorrer se aceitarmos a nossa correção. Se não aceitamos a correção para a disciplina isto só tende a nos afastar de Deus. Muitos vivem vidas pobres no cristianismo porque vivem a questionar as ações de Deus. Quantas vezes já pessoas que afirmam não merecer passar por determinada situação. Quem somos nós para sabermos o que realmente merecemos? O homem destituído da glória de Deus merece somente o castigo eterno, mas Deus em sua grandiosa misericórdia nos oferece a vida eterna em Cristo Jesus. E somente depois que Jesus entra em nossos corações é que verdadeiramente entendemos o que significa a correção do Senhor. Aí então passamos a usufruir do fruto pacífico de justiça. Uma justiça que não provem de nós. Paulo afirma: “Sendo, pois, justificados pela fé, tenhamos a paz com Deus, por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”. O fruto pacífico é a retirada da ira de Deus sobre a nossa vida. O libertar do pecado em nossos corações.
A maior de todas as correções. A mais cruel de todas as disciplinas. Foi Jesus quem sofreu para que pudéssemos experimentar o fruto de sua justiça – a vida eterna.

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