domingo, 29 de maio de 2011

DEMONSTRANDO O AMOR FRATERNAL

Romanos 1:8-15

Paulo escreve aos Romanos com o objetivo de prepara-los para sua ida até àquela cidade. A igreja parece ser uma comunidade sadia espiritualmente. Mas é claro que nenhuma igreja, por mais sadia que seja, está isenta de problemas e dificuldades.
O apóstolo mostra amor fraternal aos cristãos de Roma. Não tem a mesma afinidade que ele tinha com os filipenses, mas isso só mostra que devemos separar bem o que é afinidade, do que realmente é o amor que Deus pede.

Paulo demonstra amor fraternal para com os romanos das seguintes maneiras:


1.               Agradecendo pela vida dos irmãos (v. 8)
Paulo coloca em primeiro lugar agradecer a Deus pela fé dos Romanos. Deste ângulo podemos ver duas questões importantes. Primeiro Paulo mostra admiração pela fé dos Romanos e como ela já influenciava o mundo todo. Em segundo lugar notamos que a Igreja demonstra uma maturidade enorme a ponto de chamar atenção de ninguém menos do que Paulo.
Precisamos aprender a agradecer a Deus pela vida daqueles que têm procurado dar exemplo através de sua fé. Ao mesmo tempo precisamos buscar melhorar ainda mais nosso comportamento para que sejamos um exemplo de fé para homens como Paulo.

2.               Procurando mencionar honrosamente (v. 9)
“Deus ...me é testemunha de como incessantemente faço menção de vós...”

Paulo usa uma expressão que lembra uma citação honrosa. Ele sempre tinha algo bom para falar sobre os romanos. O exemplo de fé deles estava sempre vivo no coração do apóstolo.
Apesar de ser muito duro em suas cartas, o apóstolo dos gentios não deixa de elogiar e falar bem daqueles que se esforçam por se manter nos caminhos do Senhor. Devemos aprender a elogiar a fé daqueles que realmente labutam por ela.

3.               Desejando estar junto a outros irmãos (v. 10)
“Pedindo sempre em minhas orações que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de ir ter convosco.”

O desejo de Paulo era estar com aqueles irmãos. Era comungar com eles e procurar um relacionamento mais próximo dos seus irmãos.
O apóstolo demonstra isto em várias de suas cartas. Isto prova o quanto o coração do apóstolo o impelia ao verdadeiro amor fraternal.
Como é triste saber que hoje muitas reuniões de igrejas não passam de um encontro social. Que ao término dos cultos as pessoas não gostam de conversar, trocar algumas ideias. Que as reuniões são voltadas somente para o entretenimento.
O desejo de Paulo era tão grande que ele orava para que pudesse estar ao lado dos romanos.
O verdadeiro cristão sente desejo de ter comunhão com outros cristãos. Não é somente um momento de bate-papo ou de lazer, é um momento onde cristo está reunido com parte de seu povo (Mt 18:20). 

4.               Participando do crescimento dos irmãos (v. 11)
“Porque desejo ver-vos, para vos comunicar algum dom espiritual, a fim de que sejais confortados.”

A expressão usada traduz a ideia de fazer estável, colocar firmemente, fortalecer. Lembra muito o que o autor aos hebreus em 10:25 diz. Lá ele mostra que estar junto ajuda um a manter o outro firme. O amor fraternal genuíno deve produzir o desejo de estar junto e participar ativamente do crescimento mútuo. 
O mesmo Paulo afirma aos Efésios que os dons espirituais são para edificação da igreja. Muitos vivem como se os dons fossem para seu próprio crescimento. Os dons devem ser usados para o desenvolvimento mútuo (Ef 4:12ss). 
O resultado deste crescimento é o fortalecimento mútuo (v. 12), ou seja, tanto de quem participa com os dons, quanto de quem recebe os benefícios deles.
Paulo era pregador e profeta. E ele deixa claro que o desejo dele era anunciar o evangelho para aquela igreja.  

5.               Agindo com humildade e sem acepção de pessoas (v. 14)
“Eu sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes.”

Apesar de ser bem independente, de já ser a esta altura conhecido como o apóstolo dos gentios. Paulo demonstra muita humildade ao afirmar que era devedor. O verbete utilizado expõe a ideia de alguém que está atado a outro. Paulo se sentia amarrado à igreja de Cristo. Mesmo havendo diferenças muitas vezes enormes entre os grupos.
A palavra bárbaro surgiu logo após a vitória grega sobre a Pérsia. Trazia a ideia da rudeza e brutalidade dos persas. No grego bíblico era utilizado para demonstrar separação entre os romanos e gregos, considerados cultos, dos outros povos. Paulo demonstra que a igreja não faz acepção de pessoas por causa de seu grupo social, cultural ou econômico.

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