domingo, 19 de junho de 2011

UM DEUS QUE ODEIA O PECADO

Romanos 1:18-32
Este texto nos dias atuais pode trazer muitos problemas. Os grupos de direitos dos homossexuais estão tentando de todas as maneiras impedir que os pastores preguem contra o pecado do homossexualismo. O texto em questão é tão claro que considero uma afronta à minha inteligência ainda existirem grupos cristãos que dizem que a Bíblia não condena o homossexualismo.
É muito triste, por exemplo, ver pastores que se dizem ortodoxos afirmarem que nem toda relação homossexual é uma promiscuidade. A palavra promiscuidade tem haver com mistura desordenada, confusão. Eles se apegam a uma das etimologias que foi colocada recentemente “Intercurso sexual indiscriminado sem ligação permanente”. Este novo significado surgiu para tentar estabelecer um padrão politicamente correto no falar, exatamente para não agredir o homossexualismo. Outro problema aqui é afirmar que Paulo se refere a luxúria homossexual ou ao adúltero homossexual (aquele que trai seu parceiro). Paulo nem se quer toca neste assunto. O contexto não permite tal afirmação uma vez que Paulo fala de “deixar o uso natural”.

Outro ponto importante é que Romanos faz parte do Novo Testamento. Muitos defensores do Homossexualismo afirmam que não podemos realmente condenar através de textos clássicos do Antigo Testamento como Lv 18:22,23, caso contrário deveríamos seguir a lei ao pé da letra. Eles estão falando meia verdade. A lei do Antigo Testamento deve ser sempre avaliada através da Nova Aliança, e uma das maneiras que temos de avaliar é quando esta lei se repete no Novo Testamento, este é o caso  de Lv 18 e Rm 1.
Ainda dentro desta questão é extremamente lamentável que pessoas tão cultas manipulem a Bíblia a seu bel prazer para satisfazerem seus pontos de vista. Um exemplo disso é dizer que em I Co 6:9 a palavra “efeminados” está se referindo apenas a trejeitos. O próprio contexto e a estrutura do texto não permitem tal interpretação. Até porque as duas palavras traduzidas respectivamente como: “efeminados” e “sodomitas” são quase sinônimas, a primeira, denota o passivo no ato sexual e a segunda o ativo (que gosta de sexo anal, podendo ser com outro homem). Além disso, o termo anterior, “adúltero”, retrata uma questão puramente sexual, sendo assim o contexto não pode estar falando apenas de trejeitos.
Uma coisa é certa, o texto em questão não se refere somente ao pecado do homossexualismo. Porém este pecado é colocado como sendo a decadência final de todo pecado da humanidade. O verso 27 deixa isto muito claro. Ao lado a idolatria ele é abominado por Deus. E é exatamente isto que Paulo esta tentando mostrar para chegar no ponto que vaia culminar no capítulo 3, a saber,  o ódio de Deus sobre o pecado. O abandono de Deus da humanidade caracteriza um juízo. Isto é interessante porque muitos hoje fala que Deus não derrama mais sua ira. Na realidade, o aumento da depravação apenas comprova ainda mais o derramamento da ira de Deus.
Vejamos porque Deus odeia o pecado.

1.               O pecado nos impede ver a Justiça de Deus (v. 18-20)
O início desta sessão na Bíblia Revista e Corrigida tem como título “A idolatria e depravação dos gentios”, este título é um pouco infeliz, uma vez que Paulo não se refere aos gentios, antes se refere aos homens como um todo, ou seja, a humanidade.
Dito isto passemos a pensar sempre pelo ângulo que Deus fala para mim, para você, ou qualquer pessoa da face da terra. O pecado não nos deixa ver a justiça de Deus. Hoje, como disse na última mensagem, fala-se muito em um Deus de amor, mas esquece-se que este mesmo Deus, que enviou seu filho para nos salvar, através de sua misericórdia, também nos julgará no último dia.
Tanto os que praticam a idolatria, quanto o homossexualismo não conseguem ver isto. Estão cegos em seus desejos. Estão perdidos em suas paixões. Por isto não enxergam a realidade do julgamento de Deus. Estão tão felizes e alegres em seus prazeres ou suas ilusões que não conseguem enxergar os horrores do inferno criado por Deus e reservado para o Diabo e seus anjos, além daqueles que não aceitarem o sacrifício de Cristo na cruz.


2.               O pecado distorce a glória de Deus
“tendo conhecido Deus não o glorificaram” (v. 21)
“e mudaram a glória de Deus ... à imagem de homem, de aves e quadrúpedes...” (v. 23)
“honrara e serviram mais a criatura do que ao Criador” (v. 25)

Na antiguidade era muito comum a existência de deuses representados por animais, homens ou mesmo meio homem e meio animal. Este fato hoje não ocorre do mesmo modo, todavia hoje se distorce a glória de Deus quando se quer humanizar demais um Deus que está acima de todas as coisas. Quando achamos que Deus se agrada daquilo que abomina, como é o caso da homossexualidade e a idolatria. Estão tentando mudar a glória de Deus. Tentando criar um deus a nossa imagem, conforme a nossa semelhança, como diz Soren Kierkegaard.
Distorce-se ainda a glória de Deus quando se substitui a oração a Cristo, único mediador entre Deus e os homens, por orações a Maria, ou qualquer outro meio criado por homens. Quando achamos que um ser mortal, pode realizar milagres através de orações dirigidas a ele.
Distorce-se a glória de Deus quando se crê que o sexo, bênção criada por, primariamente para a reprodução, é apenas fonte de prazer, mesmo que seja entre pessoas do mesmo sexo.

3.               O pecado distorce a verdade de Deus (v. 25)
Outro problema que tenho visto nos dias de hoje são pessoas formadas em teologia simplesmente pelo prazer de tentar mostrar algo que não existe nas Escrituras. A Bíblia de fato é um livro. Que deve ser lido e interpretado conforme a orientação do Espírito Santo.
Pedro afirma que não existe profecia de particular interpretação  (II Pe 1:20). Não pode existir na Bíblia duas interpretações diferentes e corretas. Só pode haver uma. Diante de tantos pensamentos só podemos dizer duas coisas: Ou só tem um correto ou todos estão errados, jamais em um texto pode haver mais de uma interpretação correta.
Pedro ainda afirma que, já em sua época, alguns distorciam os escritos de Paulo. Isso eles faziam para sua própria perdição (II Pe 3:15-16).
Amados, dizer que Deus aceita a idolatria ou o homossexualismo é dizer que a Bíblia é mentirosa. É afirmar que Deus não é um ser de Palavra. Tudo isto ocorre como fruto do pecado que habita dentro de cada um.
Não deixe que seus desejos, suas vontades que lhe levam a pecar distorçam o seu entendimento que você deve ter da Palavra. A Bíblia afirma que o príncipe deste mundo cegou o entendimento de muitos; não seja um deles. Não seja alguém cego pela obra do Diabo neste mundo. Deixe Jesus abrir seu coração e transformar sua vida com a verdade de sua Palavra. Não mude o que Deus estabeleceu para atender os seus caprichos. Lembre-se Deus odeia o pecado.  

4.               O pecado nos afasta a presença de Deus (v. 26)
“Pelo que Deus os abandonou”

Isaías 59:2 afirma que nossas iniquidades fazem separação entre nós e Deus. Deus ainda afirma que se cansa de nosso pecado (Is 43:24). Ainda no profeta evangelista encontramos uma realidade tremenda:
“Pela iniquidade da sua avareza, me indignei e os feri; escondi-me e indignei-me; mas, rebeldes, seguiram o caminho do seu coração.”(Is 57:17)
Meus amados, Deus não tem prazer no pecado e isto nos coloca distantes dele. Em Rm 3:23 vemos que somos destituídos da glória de Deus. Isto significa que somos destituídos de sua presença.
Hoje, se Deus não entrar em seu coração e limpar o pecado, você está longe de sua presença.  É preciso que Jesus transforme seu coração e sua mente. É fundamental que o pecado seja retirado de seu coração. E o meio que Deus escolheu para isto é através da pessoa de Cristo, morto e sacrificado na Cruz para a nossa salvação.
A Bíblia diz que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (II Co 5:19). Isto quer dizer que Deus através de Cristo nos aproxima dele de novo.

5.                O pecado nos leva ainda mais a pecar (v. 27, 28)
Quando nos afastamos da presença de Deus a tendência é pecarmos ainda mais. O salmo 42:7 afirma algo que pode exemplificar o que queremos falar agora:
“Um abismo chama ou outro abismo”

Como é interessante que um pecado leva a outro pecado. Observe, por exemplo, alguém que mergulha nas drogas. Ele primeiro inventa mentiras para poder sustentar o seu vício. Nega aquilo que todo mundo já notou. Depois ele passa a efetuar pequenos furtos para que possa sustentar o seu vício. A seguir ele começa a vender a droga para tentar continuar a sustentar o vício.
A verdade, meu prezado, é que o pecado cada vez mais nos afunda no pecado. Somente através da obra redentora de Cristo somos capazes de sair desta situação. Aliás, nunca seremos capazes, mas Deus com sua graça nos resgata e nos salva para que possamos nos livrar da maldição do pecado.

6.               O pecado nos tira o temor de Deus (v. 32)
O verso 32 mostra que Deus um dia vai derramar sua ira sobre todo o pecado. Mas o mesmo verso mostra que as pessoas que mergulharam no pecado não se portam mais com isto. Estão longe de fazer a vontade de Deus porque não temem mais a Deus.
Ouvi uma vez alguém dizer que Deus não pode ser Deus se ele exige temor de nós. A realidade Deus nunca exigiu, nem exige isto, mas isto é algo natural de alguém que sabe que está diante de um ser que não há nada semelhante a ele em todo universo. A única coisa que Deus exige é que manifestemos a sua glória.
Vejamos o que a Bíblia diz sobre o temor do Senhor:

a)    É limpo (Sl 19:9);

b)    É o princípio da sabedoria (Sl 111:10; Pv 9:10);

c)     É o princípio da ciência (Pv 1:7);

d)    É o refúgio dos filhos de Deus (Pv 14:26);

e)     Encaminha para a vida (Pv 19:23);


A ausência do temor a Deus nos faz ficar mais e mais longe de sua vontade. Em todas expressões acima descritas são usados termos que denotam respeito e reverência diante de Deus. Não temos um temor que não nos deixa viver, antes temos um temor que nos dá liberdade, pois no Espírito de Deus há liberdade.
Pense bem meu prezado. Deus enviou Jesus para que você pudesse alcançar a misericórdia de Deus e, através de sua graça, conhecer a salvação eterna. Você deseja isto?

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