domingo, 10 de julho de 2011

PRIVILÉGIOS DE SER ESCOLHIDO DE DEUS


Romanos 3:1-8

Paulo continua falando sobre a lei de Deus. Segundo alguns comentaristas que é como se ele fosse interrompido por alguém no meio da argumentação com a seguinte pergunta: Não há valor algum na circuncisão? Não há valor algum em ser judeu?
Vale ressaltar que Paulo usa deste artifício nos capítulos 4:1; 6:1 e 7:7. Segundo um comentário, são quatro objeções aparentemente do mesmo inquiridor.
Segundo F. F. Bruce pela forma como Paulo vinha argumentando o normal seria ele dizer: Realmente não há valor algum. O problema é que Paulo nos surpreende respondendo de forma completamente diferente. Ele afirma haver muito valor em ser judeu.
Este ponto é simples e podemos pensar hoje nos privilégios de sermos chamados de eleitos de Deus.



1.               O valor de portar os oráculos de Deus (v. 2)
Os judeus foram responsáveis pela cópia e a guarda da Palavra de Deus. Foram eles que fizeram com que a Palavra chegasse até nós. É por isso que cremos somente naquilo que eles creem. É por isso que nossa Bíblia tem 66 livros, e não 73. Se eles não aprovavam os outros sete, não compete a nós aprová-los.
Neste ponto aprendemos que temos o privilégio de poder expor a Palavra de Deus. É por isso que cada vez que assumo um púlpito sinto o peso da responsabilidade de transmiti aquilo que Deus nos deixou de mais precioso para que conhecêssemos a sua vontade.
Pedro afirma que os anjos desejavam pregar as boas novas, mas Deus concedeu à sua igreja o privilégio de levar as Boas Novas de salvação. Compete à Igreja de Cristo a pregação da Palavra. A exposição dos oráculos de Deus. 
Os judeus receberam a lei de Deus no Sinai. Foram os portadores das boas novas da esperança do Messias. Hoje pregamos um Cristo crucificado, que foi morto e ressuscitou, subindo aos céus e que aguarda aquele grande dia de sua segunda vinda.

2.                A certeza de ter a fidelidade de Deus (v. 3)
Pensando ainda na linha em que um inquiridor está diante de Paulo, surge uma interrogação: Mesmo diante da infidelidade do povo judeu, Deus se mantem fiel? Deus não olha para nossa fidelidade, mas para a dele mesmo.
Mesmo no meio do povo judeu houve pessoas que foram infiéis. Hoje há muitos que estão na igreja, mas estão sendo infiéis a Deus. Ainda assim Deus se mantem fiel ao seu plano. O Senhor se mantem fiel em formar um povo todo seu. Por mais infiel que venha ser o homem, isto jamais alterará a fidelidade de Deus.
Podemos ter segurança e paz, pois sabemos que temos um Deus que é fiel. Porém devemos saber que a fidelidade de Deus segue alguns aspectos:

a)    Não depende que ele faça o que queremos

Muitos medem a fidelidade de Deus por ele ter atendido suas orações. Por Ele não permitir que passemos por certas situações. A fidelidade de Deus não se mede pelo nosso desejo, mas pela sua palavra sempre verdadeira.

b)    É baseada somente em seu testemunho

O salmista afirma: “o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices”. Deus não toma como base para sua fidelidade nosso testemunho, mas o dele mesmo.

c)     Foi-nos dada através de Cristo

Paulo afirma: “Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.”
Através do sangue de Jesus Deus faz um pacto de fidelidade com seu povo.

d)    Conforta nossos corações

Mas fiel é o Senhor, que vos confortará e guardará do maligno. (II Ts 3:3)
Como é bom para nossa alma sentir o conforto que vem de Deus aos nossos corações através de sua fidelidade. Mas aí nos resta uma questão: Os judeus falharam. Deus deixou de ser fiel com eles? Paulo mostra que não, mas o Senhor age dentro de sua justiça.

3.               Saber que sobre a humanidade repousa a justiça de Deus (v. 4, 5)
Paulo continua respondendo ao inquiridor. Ele mostra que a infidelidade dos judeus não geraria infidelidade da parte de Deus, mas do que isto, mesmo sendo fiel Deus ainda continua sendo justo. Por que isto ocorre? Por alguns simples motivos:

a)    A justiça de Deus é feita na cruz;

Deus mesmo afirmou após o dilúvio que o homem não seria capaz de sair da situação em que ele estava. Não somos capazes por nós mesmo disto, por isso, torna-se necessária a justificação através da cruz.

b)    A justiça de Deus é baseada em seu amor

Deus amou o mundo de tal maneira, diz o evangelista João. Este amor é fantástico; e, através da cruz, ganhamos a vida eterna.

Por isso podemos continuar crendo na justiça de Deus. Sei que quando olhamos para o mundo e sua violência. Quando vemos mendigos na rua. Quando visualizamos tanta injustiça, achamos que Deus não é justo. Mas a grande realidade é que Deus nos julgará com base na cruz e no seu amor.
Por isso, quando alguém reconhece sua situação diante de Deus é perdoado completamente. Ele está agora justificado. Passamos assim para o próximo ponto.

4.               A certeza de um julgamento justo (v. 6)

Com base na cruz e no sangue de Cristo todos seremos julgados. No verso 9 Paulo mostra que não há vantagens do judeu diante do não-judeu no julgamento. Ele já tinha deixado isto claro no capítulo 2. O julgamento será conforme a lei inserida em nossos corações, e toda humanidade tem essa lei.
Então seremos todos condenados? De forma alguma. Através da obra redentora Deus nos justifica, o apóstolo também já tinha deixado isto claro no capítulo 1.
O fato que ninguém irá por céu pelos seus méritos, mas serão justificados mediante a ação da justiça de Deus na cruz. Mas por outro lado, todos que forem para o inferno, realmente o merecem.

5.               O repouso da verdade de Deus sobre seu povo (v. 7)

A verdade de Deus passa ser a absolvição do seu povo. Por isso nosso julgamento será diferente. Veja o que Paulo pergunta: “...por que sou eu ainda julgado também como pecador?”. Esta inquisição do apóstolo mostra a plena certeza que ele tinha de sua justificação. Ele não tinha mais nada a temer, nem mesmo o julgamento de Deus, pois a verdade de Deus estava sobre sua vida. Jesus disse que ele é a verdade (Jo 14:6). A pergunta que lhe faço agora: A verdade de Deus está sobre a sua vida?  Você já experimentou a verdade de Deus em seu coração?
Esse é um privilégio tremendo que tem o povo de Deus. Mas não podemos ser apenas religiosos, como pregamos no último sermão, precisamos realmente crer na obra redentora de Cristo e vivencia-la.

Nenhum comentário:

Postar um comentário