domingo, 17 de julho de 2011

QUANDO A RELIGIÃO CONDENA


Romanos 3:9-20

Paulo continua mostrando que os judeus, com sua justiça, não conseguirão a salvação diante Deus. Ele mostra a falibilidade da religião judaica. Para dar autoridade à sua argumentação Paulo usa uma sequência de textos do Antigo Testamento usando como base a tradução feita para a LXX. Os textos são respectivamente (Sl 14.1-3; Sl 5.9;Sl 10:7; Is 59:7-8; Sl 36.1; Sl 143.2). Todas as passagens representam a lei e como ela condena a injustiça dos judeus e, ao mesmo tempo, mostram a situação de toda humanidade diante de Deus.
A religião judaica se gabava de sua fé, mas na realidade, estava longe de realmente mostrar o caminho para salvação. Hoje cada vez mais cresce o número de igrejas, denominações e grupos que se dizem cristãs e que, de um modo geral, estão levando seus adeptos para a condenação eterna.
Passemos agora delinear quando uma religião (ou denominação) condena quando:


1.               Não mostra a situação do homem diante de Deus (v. 9,10)
Ao mostrar o texto dos Salmos 14 e 53 Paulo está mostrando que o homem diante de Deus não tem justificativa alguma. Nestes salmos o autor declara que Deus procura alguém que seja justo e não encontra. O papel da religião judaica era mostrar que Deus tinha um plano para a humanidade, pois esta havia se perdido, e que os judeus, com povo eleito, deveriam refletir a luz para o resto do mundo. Mas os judeus não compreenderam isto. Hoje não é diferente. Compete a igreja de Cristo proclamar as boas novas de salvação, mas ninguém pode ser salvo se primeiramente não souber que está perdido.
Paulo esclarece que os judeus não conseguiam ver sua situação diante de Deus. Eles não notavam que estavam tão perdidos quanto os gentios que eles tanto condenavam. Hoje não é diferente. Muitos estão condenando a idolatria, mas idolatram pastores, bispos, apóstolos e coisas deste tipo. Muitos condenam os políticos desonestos, mas são desonestos com Deus em seus dízimos, em sua frequência à Igreja, em sua comunhão vazia com o povo de Deus.
Sei que muitos não gostam quando mostro e falo certas verdades, mas isto só demonstra que realmente não conhecem o Deus que dizem servir. Pior do que isto; não sabem sua verdadeira situação diante de Deus. Você sabe qual  é a sua situação diante de Deus?

2.               Não trilha o caminho determinado por Deus (v. 12, 16, 17)
Ainda citando os salmos 14 e 53, Paulo mostra que a humanidade, inclusive os religiosos judaicos, se extraviou. Extraviar aqui é a ideia de sair do caminho que Deus estabeleceu. Uma religião ou denominação leva o homem à condenação quando apresenta um caminho diferente daquele que Deus estabeleceu.
Jesus afirmou que o caminho é estreito (Mt 7:13 e Lc 13:24). No texto de Mateus ele mostra que o caminho para a perdição é largo e a maioria vai caminhar por lá. Em Lucas ele afirma que se deve se esforçar para entrar pelo caminho estreito. Este esforço envolve abrir mão de muita coisa, mas a principal delas é abrir mão de si mesmo para se entregar completamente aos pés de Cristo.
O caminho determinado por Deus é apertado, mas é um caminho sublime. Nos versos 16 e 17 Paulo mostra o caminho que a humanidade pecadora escolheu, quero inverter a lógica para lhe apresenta os resultados de andarmos no caminho de Deus. O caminho apertado de Deus é:

a)    Um caminho de reconstrução (v. 16)

Do verso 15 ao 17 Paulo está citando parte de Isaias 59. Neste capítulo está sendo derramado o juízo sobre o próprio povo de Deus. Um ponto importante de Isaias 59 é o verso 1 que diz que as mãos do Senhor não estão encolhidas. Seguir o caminho de Deus é seguir o caminho da reconstrução pois a mão do Senhor sempre estará ao nosso lado.

b)    Um caminho de abundância de vida (v. 16)

Paulo usa uma expressão para mostrar que afastada de Deus a humanidade caminha para a miséria. Não a miséria física, não a miséria neste mundo, mas a miséria de estar para sempre longe do Senhor. Jesus quer nos dar uma vida em abundância (Jo 10:10).

c)     Um caminho de paz (v. 17)

Mas o mais importante de tudo é que longe de Deus não temos paz. Quando nos aproximamos dele readquirimos a paz. Uma paz que excede todo entendimento e que brota de um coração transformado pelo sangue do cordeiro. Crê você nisto?

3.               Não proclama a verdade de Deus (v. 13-14)
Nos versos acima Paulo cita os salmos 5:9 e 10:7. Nestes poemas o salmista mostra que Deus dará vitória aos justos diante dos ímpios, porém estes demonstram um comportamento que desagrada a Deus.
A falsa religião não tem como objetivo levar as pessoas a terem um conhecimento de Deus e se aproximarem dele. Muitos estão visando somente seus bolsos, suas contas bancárias ou seu status diante da sociedade. Proclamar a verdade de Deus costuma custar caro pois  não traz resultados aparentes imediatos. Isaías pergunta: “Quem deu crédito à nossa pregação?”. Muitos querem vir à Igreja, mas não para ouvir a Palavra de Deus. Querem ouvir comichões em seus ouvidos. Palavras que não refletem a verdade de Deus.
A verdadeira religião tem como meta expor a Palavra de Deus de forma clara. Mesmo que isto muitas vezes custe caro. Proclamar a verdade de Deus deve ser nosso alvo. Glorificá-lo deve ser o nosso viver.

4.               Não há temor de Deus (v. 18)
Paulo usa uma expressão grega que era muito utilizada para retratar a reverência que as mulheres orientais tinham para com seus maridos. Não dá para afirmar, mas é possível que Paulo tivesse em mente o símbolo da Igreja e Cristo. Sendo que a primeira é representada pela noiva (mulher) e o segundo pelo noivo (Cristo).
Deus deseja que tenhamos um temor reverente baseado em nosso amor por Ele. Em um amor que é incondicional e não levado por qualquer circunstância. Quando falta o temor a Deus podemos dizer que falta também sabedoria, discernimento e unção.
A falta de temor nos grupos que se dizem cristãos hoje é algo latente. Muitos nem sequer se preocupam em esconder o seu lado humanista. Suas mensagens são humanistas. Seu comportamento é humanista. Dos seus púlpitos são propagadas mensagens que agradam, mas que não levam à salvação. O santuário se torna um ambiente muito mais cultural do que espiritual. Os pastores se tornam homens-shows. Muitos púlpitos são divãs para que os problemas interpessoais sejam resolvidos. Outros não passam de ambientes hospitalares onde curas, em sua maioria não confiáveis, se manifestam mais do que a exposição da pura e imaculada Palavra de Deus.
Meu amado, a verdadeira religião é reverente diante de Deus. É o temor por tudo que ele é e tudo que ele fez (e faz) por seu povo.  Não quer dizer que precisamos ser sisudos ou tristes, mas quer dizer que a verdadeira alegria consiste em estar na presença de Deus e de buscar a sua face.

5.               Não conhece a verdadeira justificação (v.19, 20)
A falsa religião mostra que a justificação pode ser alcançada através das obras. Os judeus criam que podiam se justificar diante de Deus porque cumpriam a lei. Mas o fato é que ninguém realmente cumpre a lei.
Hoje muitos grupos afirmam a mesma coisa de forma um pouco diferente. Alguns baseiam-se na frequência à igreja; outros pelas ofertas que são enviadas. Há ainda aqueles que se baseiam na participação em campanhas.
Tudo isto pode até fazer parte da Igreja de Cristo, mas não é essência da Igreja. A verdadeira religião conhece a verdadeira justificação e sabe que foi por ela alcançada através da graça de Jesus. Hoje você tem a chance de alcançar a justificação se tão somente se arrepender se seus pecados e aceitar Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.

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