domingo, 21 de agosto de 2011

RESULTADOS DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ


Romanos 4:16-25

Nos primeiros capítulos da carta aos Romanos, Paulo trabalha com a ideia de rechaçar a segurança judaica sobre o cumprimento da lei. Os judeus se vangloriavam disso. No capítulo 4 Paulo usa um exemplo prático disto através da pessoa de Abraão – o patriarca de seu povo.
Na primeira parte ele mostra alguns aspectos da justificação de Abraão que podemos bem aplicar em nossos dias. Na segunda parte, ainda no exemplo de Abraão, Paulo vai demonstrar os efeitos da justificação pela fé.
São estes os resultados que podemos ver no trecho lido:

1.               A firmeza de Deus no cumprimento da promessa (v. 16)
"... a fim de que a promessa seja firme a toda a posteridade..."
Paulo está dizendo que Deus cumpriu literalmente a promessa que fez a Abraão. Ele vai mais longe. Afirma ainda que esta promessa está estendida a nós. A terra prometida e a geração prometida a Abraão compreende uma figura da nossa eternidade e do povo de Deus perfeito e ideal que será arrebatado naquele grande dia e se reunirá com Jesus para sempre. A promessa de Deus é firme e se cumprirá um dia. Você crê nisso?
Por isso hoje o crente pode ter segurança na salvação. João escrevendo em sua carta diz:
“Filhinhos, eu escrevo estas coisas para que saibais que tendes a vida eterna” (I Jo 5:13)
Veja bem que João está afirmando que a firmeza de Deus está estendida a nós também. A nossa insegurança quanto a salvação ocorre porque não temos fé suficiente.
É interessante que hoje muitos falam que não temos fé porque não recebemos curas mirabolantes, porque não vemos nenhuma manifestação sobrenatural, entre outras coisas. O mais triste que estes mesmos ministros que afirmam isso dizem também que ninguém pode ter certeza da salvação. Ora se você não tem certeza da salvação só pode ser duas coisas: ou você não tem certeza de sua fé, ou não crê que Deus é poderoso o suficiente para lhe guardar. É claro que a maioria afirma que é o primeiro caso. Mas na realidade quando analisamos a vida prática de cada um vemos que o segundo caso ocorre muito.
É importante ressaltar que a firmeza da promessa de Deus se baseia em seu poder, este por sua vez tem como essência o evangelho, que é a salvação para todo aquele que crê (Rm 1:16,17).

2.               A regeneração na vida dos que aceitam a graça (v. 17)
"... o qual vivifica os mortos..."
Muitos acreditam que a salvação é um ato judicial de Deus. Não é. O inferno deveria ser o destino punitivo de todos nós. A salvação é uma ato de poder e da misericórdia. Veja o que Jesus afirma:
"Ora, para que saibais que o Filho do homem tem poder para perdoar pecados (disse ao paralítico): A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para a tua casa" ( Mc 2:10 -11).
Em João 1:12 o escritor afirma que aqueles que receberem a Jesus adquirem o poder de serem chamados filhos de Deus.
Este poder que vem de Deus, é o mesmo que nos transforma em novas criaturas (II Co 5:17).  
Ao afirmar que a justificação pela fé vivifica os mortos, Paulo está afirmando que o homem sem Cristo está morto e o Senhor nos faz nascer de novo. Foi isto que Jesus tentou mostrar para Nicodemos. Precisamos nascer de novo através da obra da graça, por meio da fé em nossas vidas.
A nova vida é a esperança do encontro eterno com Deus. O grupo Logos retrata isto bem em uma das músicas mais belas que conheço: Expressão de Louvor. A última estrofe desta música diz:
Enfrentar a lida até chegar o fim
Que será apenas o começo
De uma vida... outra vida ... e que vida... nova vida.

3.               Cria uma nova perspectiva de vida naquele que crê (v. 18-21)
E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio corpo já amortecido (pois era já de quase cem anos), nem tampouco para o amortecimento do ventre de Sara.
A certeza de salvação entra no coração daquele que passa a crer na justificação pela fé.
No verso 21 vemos esta certeza estampada na vida de Abraão:
“E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus.”

Deus promete nos dar uma vida eterna. Você pode abraçar isto hoje e viver para isto. Abraão viveu em função de uma promessa. Sua vida foi pautada na fé nesta promessa. Ela se cumpriu quando ele não tinha mais idade para participar do seu cumprimento.
A vida eterna ocorrerá quando não podemos mais fazer nada. Ela virá posteriormente, mas você pode viver em função dela hoje.

4.               Recebemos o crédito da justiça de Deus (v. 22-25)
Mais uma vez é usada a expressão “imputada”. Como já dissemos, ela significa basicamente “colocar na conta”, “inserir um crédito”. Vale aqui lembrar que nossa dívida é impagável diante de Deus. É totalmente impossível ao homem se justificar diante de Deus por conta própria. Logo, foi necessário que o próprio Deus nos desse um crédito. Este crédito vem a nós através da graça de Deus, pela fé em Cristo.
Meu prezado, se você ainda não aceitou o sacrifício de Jesus e o recebeu como Senhor e Salvador de sua vida, você ainda está em débito com Deus. A Bíblia diz que o salário do pecado é morte. Se Jesus não entrar em seu coração você ainda está morto diante de Deus. Receba a Jesus e ao mesmo tempo receberá o crédito de Deus que lhe dará a vida eterna. Paulo chama este crédito de dom gratuito de Deus (Rm 6:23). 


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