segunda-feira, 14 de junho de 2010

A EXCELÊNCIA DO NOME DE CRISTO

Hebreus 1:5-14
A superioridade de Cristo será mostrada em comparação a uma série de coisas. Isto vai até o capítulo 3. O autor passa agora a demonstrar a superioridade de Cristo sobre uma das coisas que os judeus mais veneravam – os anjos.
O argumento do autor começa dentro de algo que é fundamental nos escritos tanto do AT quanto do NT: o nome de Jesus ou o nome do Senhor. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento esta expressão reflete autoridade.
Em Gênesis vemos a ideia da invocação. Quando o nome do Senhor iniciou a ser invocado. No restante do Pentateuco é destacado o respeito que devemos ter pelo “nome do Senhor”.
Davi afirma que edificaria o primeiro santuário em respeito ao nome do Senhor.
Nos livros poéticos o nome do Senhor volta a ser exaltado.
Nos livros proféticos o nome do Senhor passa a ser reverenciado para o louvor, temor e para a autoridade que vem do Senhor. Os profetas procuravam sempre falar em nome do Senhor.
Passaremos a mostrar que o nome de Jesus é superior a tudo por alguns motivos simples, mas que passam muitas vezes despercebidos.

1) Pela herança do seu nome (v. 4, 5)
Na LXX a palavra Jeová foi traduzida como kurios. No NT Jesus passa a ser o kurios, ou seja, o Senhor. A herança de Jesus veio diretamente de Deus. Ele herdou o nome. Ele não era apenas uma criatura, mas era substância do próprio Deus. A geração dele vem da eternidade do próprio Deus (v. 6).
A herança do nome de Jesus é tão grande que todos vão se dobrar diante dele (Fp 2:10).

2) Pela subordinação dos anjos (v. 6).
A excelência do nome de Jesus é vista no fato dos anjos o adorarem. Os anjos eram vistos de forma muito especial pelos judeus. Alguns olhavam para os anjos como sendo mediadores entre Deus e os homens. Conforme vimos no último sermão, Jesus é o único mediador. Não há outro semelhante a ele e os anjos lhe obedecem.
Esta analogia também pode ser feita para qualquer personagem da Bíblia, inclusive Maria. Afirmar que Maria é medianeira é tirar de Jesus a mediação. Dizer que a mediação de Maria tem origem em sua “maternidade divina” é afirmar que Deus é finito. Maria nunca foi “mãe de Deus”. Ela foi mãe do homem encarnado que era Deus. E ela foi “agraciada” com isto (Lc 1:28). A expressão grega utilizada em Lc transmite a ideia de “muito favorecida”, e a raiz da palavra denota um favorecimento que não se merece.
Outro argumento que se usa que Maria media até Jesus. O problema que o véu se rasgou mostrando que Jesus agora nos leva direto a Deus, sem necessitarmos de mais nada.
Se os anjos são subordinados a Jesus, Maria e qualquer outra personagem na Bíblia também o são

3) O poder de Jesus vai além da matéria (v. 7, 8)
Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a seus ministros, labareda de fogo; mas acerca do Filho: O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre; e: Cetro de equidade é o cetro do seu reino.
Os anjos cumpriram um papel transitório no AT testamento. Todavia seu papel era limitado a uma questão puramente física. Nenhum anjo tem poder, por exemplo, sobre a morte. Jesus disse:
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo. (Mt 10:28)
Neste texto Jesus se refere a si mesmo. Somente ele tem poder sobre a morte. Quando lemos o livro de Jó vemos que o Diabo teve que pedir permissão a Deus. Este por sua vez não autorizou que ele tirasse a vida.
Os anjos têm poder sobre a matéria, mas não tem poder sobre nossas almas. Só Jesus é capaz de nos salvar ou nos condenar.
O Diabo nada mais é do que um anjo caído. Ele também não tem poder sobre nossas almas. Ninguém vende sua alma ao Diabo. Esta ideia é contrária ao que diz a Bíblia. Este pacto é mentiroso, pois é proveniente do pai da mentira. O máximo que podemos fazer é negarmos a obra de Jesus e sermos condenados juntos com o Diabo.

4) A unção do Filho é maior do que todas outras (v. 9)
...o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria como a nenhum dos teus companheiros.
Como unção entende-se o ato de Deus de derramar seu Espírito de forma especial para a execução de uma missão ou tarefa. No AT vemos que o óleo era utilizado como símbolo da unção do Espírito.
De certa forma todos fomos ungidos e temos uma grande missão:
Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pe 2:9)
Nossa missão é a anunciar o poder de Deus para a salvação do homem pecador.
Jesus recebe uma unção maior porque somente ele é capaz de salvar o homem pecador.
E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos. (At 4:12)
Hoje Jesus quer derramar parte desta unção sobre você. A Bíblia afirma que se você permitir que Jesus entre em seu coração, Deus derramará sobre você o seu Espírito e sua vida será transformada para a honra e glória de Deus. Você passará a ser habitação do Espírito e ele lhe guiará pelos caminhos do Senhor.

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