domingo, 9 de outubro de 2011

LIBERTOS DO PECADO


Romanos 6:20-23

Paulo continua comparando a escravidão com a situação do homem diante de Deus. Ele mostra que a recompensa por se manter escravos do pecado é a morte. O apóstolo não quer dizer que o homem que não tem Jesus não faz nada direito, antes, ele está mostrando que aquela pessoa que não busca estar no centro da vontade de Deus só pode sempre desagradar ao Senhor. Não é o que faz apenas que desagrada, é o seu estado diante de Deus que desagrada. É como aquele filho que é viciado em droga. Muitas atitudes dele podem ser corretas, mas é o seu estado que desagrada seu pai, não apenas suas atitudes. O homem que não tem a Jesus está sempre longe de Deus. Como diz o próprio apóstolo: ele está destituído da glória de Deus. 

Vivendo desta forma o homem não tem compromisso com a justiça. É por isso que não basta proibir as coisas na igreja, antes é preciso ensinar o caminho da salvação que claramente mostra a situação do homem diante de Deus. Esta situação faz com que o homem se torne escravo do pecado. 
É por isso que precisamos de Jesus. É exatamente por causa da situação triste em que se encontra o homem que ele precisa se aproximar de Deus. Que ele precisa reconhecer os seus pecados e deixar que Jesus o liberte destes mesmos pecados. Antes de expor sobre a libertação do pecado, Paulo mostra que o homem no pecado não pode produzir fruto algum. Na Bíblia na Linguagem de hoje lemos a seguinte tradução do verso 20:
“Porém o que é que vocês receberam de bom quando faziam aquelas coisas de que agora têm vergonha?”

Paulo sabia que o homem sem Deus caminha sempre em direção ao fundo do poço. Longe de Deus colhemos o fruto da mentira, do ódio, do rancor. É por isso que precisamos nos libertar do pecado entregando-nos aos pés de Cristo. Aceitando-o como Senhor e Salvador de nossas vidas. Fazendo isso somos:

1. Feitos Servos de Deus
Como já falamos anteriormente, o homem não tem escolha. Ou ele é servo do pecado ou ele é servo de Deus. Em Adão perdemos nossa liberdade. Tornamo-nos impotente ante ao pecado. Sendo assim, ou escolhemos a escravidão do pecado, ou escolhemos o serviço para Deus.
O pecado é um senhor tirano. A única coisa que ele quer é nos afundar ainda mais. Vejo isto todos os dias no meu serviço secular. As pessoas são presas fáceis do pecado. Ele as escraviza e as amarra com seus laços. 
Paulo deixa claro que sem Jesus, os frutos que colhemos são as coisas que nos envergonham. Qual a família que se orgulha de ter um viciado? Qual o pai de família honesto que se orgulha de ter um filho assassino? Tudo isto é uma vergonha. É a vergonha do pecado que passa para dentro de nós. 
Mas o pior de tudo é fruto que tudo isto gera: a morte. A morte é a grande consequência do pecado na vida do ser humano. A morte é o grande resultado que colhemos por sermos escravos do pecado. 
Por tudo isso a importância de entendermos a remissão de nossos pecados. Quando Jesus foi à cruz estava pagando o preço pelo nosso serviço. Paulo está usando a figura de um mercado de escravos, que os romanos conheciam muito bem. É como se estivéssemos expostos em um mercado. Jesus chega e nos compra com seu próprio sangue. E, ao fazer isto, Jesus nos arranca do pecado, somos resgatados definitivamente. 
Neste momento nos tornamos servos de Deus. É uma escolha que podemos ter. Você hoje pode escolher continuar escravo do pecado. Ou se tornar servo de Deus e livre no Espírito. Paulo afirma:
"Não servindo à vista como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus”. (Ef 6:6).
De certa forma não temos escolha, pois seremos sempre escravos de alguém ou alguma coisa. No final todos somos escravos de algo. Ou de sistemas que nos acorrentam e nos tiram o direito de pensar e de agir. Ou de nós mesmos quando mergulhamos em nossos pecados e não deixamos espaço para Deus. Ou servos de um Deus que tem muito a nos oferecer, a saber: a vida eterna para sua glória. 
Precisamos entender isso. Se formos libertos do pecado, passamos a ser servos de Deus. Se estivermos livres de Deus, somos escravos do pecado. A escolha agora é sua. Ou você dá ouvidos aos seus desejos. Ou atende o desejo de Deus que quer lhe salvar. 

2. Frutíferos para santificação
Quando Jesus realiza sua obra em nós passamos a produzir novos frutos. Não são frutos para a vergonha, mas frutos para a santificação. A ideia é que nós passamos agora ao estado de separados de Deus. Longe do pecado e livres dele. 
A pergunta é: Em que consiste o fruto da santificação? Primeiramente temos que en-tender o que santificação significa. Murray afirma que a santificação pode tanto significar um processo ou um estado. A expressão que Paulo utiliza traduzida como santificação “hagiasmos” tanto pode ser traduzida como santificação, como santidade. Mas, concordo com Murray quando afirma que santidade seria a melhor tradução do contexto em questão. A ênfase recai, como afirma Murray, no rompimento “de uma vez para sempre”. É exatamente isto que Paulo mostra para a igreja imatura de Corinto. Ele afirma que eles foram chamados para serem santos. É uma chamada única. Ninguém pode se converter mais de uma vez. Ou você aceita a obra de Cristo definitivamente em sua vida, ou você ainda permanece escravo do pecado, mesmo com sua religiosidade exterior. 
Cristo nos compra e nos resgata para que possamos ser livres para servir a Deus. É a liberdade para o serviço que falamos no último sermão. Afinal, ninguém é livre de tudo. 
O fruto da santificação produz em nós:
a) O desejo de fazer tudo para glória de Deus (I Co 10:31);

b) Um andar santo diante de todas as coisas (I Pe 1:15; Ef 4:1);

Se você se diz cristão e não consegue ver isto em sua vida, está na hora de repensar o seu cristianismo. Se o que você faz não pode glorificar a Deus, está na hora de repensar a sua fé. Se seus atos não dignificam a sua chamada, está na hora de você se quebrantar diante de Deus e aceitar o seu senhorio. Assim você alcança o fruto da santificação.
Mas, se por outro lado, você ainda não é um cristão, saiba que continua sendo escravo do pecado. E o fruto da santificação não se encontra em você.
Hoje você pode alcançar este fruto. O fruto da santificação nos leva a vida eterna. Para que isto ocorra é necessário que você aceite a obra de Cristo. 

3. Presenteados com a vida eterna
Que contraste maravilhoso no verso 23. O salário do pecado é a morte, mas a dádiva de Deus para nós é a vida eterna. O último verso do capítulo 6 é uma sobreposição do último verso do capítulo 5. É uma redundância profética que nos faz repensar o grande valor do sacrifício de Cristo na cruz do Calvário. 
Paulo agora nos mostra, mais claro do que nunca, que a morte de fato é merecida, mas a salvação nos vem através de um ato gratuito e soberano de Deus, que nos concede sem nosso merecimento. 
Agora, de uma forma ainda mais profunda, Paulo nos mostra que todo mérito pela nossa salvação recai sobre Jesus. Não há nada que alguém possa fazer. Não há nada que a humanidade possa descobrir que a leve para próximo de Deus. Somente pelo sacrifício cabal de Cristo, somos resgatados; nosso salário do pecado é retirado, nosso dívida com a morte é selada. Estamos livres para alcançar a esperança eterna. Estamos livres para nos aproximarmos de Deus. como diz Asaph Borba:
"O véu que separava, já não separa mais. A luz outrora apagada, agora brilha e cada dia brilha mais."

Hoje sua luz pode brilhar também. Hoje você pode sair daqui renovado. Basta que você entenda e aceite o sacrifício de Cristo e a salvação por ele outorgada. Os méritos são todos dele. A você cabe dizer: “eis-me aqui, livre para te servir, Senhor”. Jesus fez tudo por você, agora ele quer ser tudo em você. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário