terça-feira, 25 de setembro de 2012

O DESPREZO DE DEUS PARA COM A INFIDELIDADE


Oséias 2


A profecia do capítulo 2 se cumpre literalmente na invasão da Assíria. Deus castiga seu povo por causa de sua infidelidade. Israel se afastara dos caminhos do Senhor e este por sua vez pune se povo para que haja purificação no meio dos eleitos de Deus.
Esta profecia pode ser dividida em dois atos. O primeiro consiste nas ameaças de Deus do castigo e da punição iminente sobre seu povo. E o segundo é o resgate que Deus fará daqueles que são de fato povo dEle.
Neste sermão iremos abordar o primeiro ato. Deus não tolera o pecado de seu povo e faz grandes ameaças contra a infidelidade do mesmo.
Deus fala para os filhos de Gômer para que a repreendam. A ideia aqui é que mesmo sendo frutos da prostituição esses filhos foram restaurados. Não são chamados mais de “Desfavorecida” nem “Não meu filho”. Deus resgata mesmo aqueles que nascem de uma forma corrompida.
Hoje podemos aplicar esta realidade dentro de nossas igrejas. Muitos que conhecem a Jesus em grupos que realmente não pregam a Palavra de Deus, mas pela leitura da Bíblia e pela transformação operada pelo Espírito, essas pessoas são de fato filhas de Deus.
Podemos aplicar nos dias de hoje à pregação moderna. Muitos pastores e lideres têm aderido a mensagens que são voltadas para agradar o homem. Deus nos chama nos dias de hoje para repreendermos a igreja que está corrompida. Não podemos nos calar diante da infidelidade que ocorre no meio da igreja de Cristo. É necessário que os filhos de Deus, regenerados pelo seu poder e de seu Espírito, falem.
As ameaças compreendem alguns aspectos:

1.    O povo de Deus será envergonhado (v. 3, 4, 10)

A ideia de ser despida remete-nos a vergonha que o povo de Deus corrompido irá passar. Até queria crer que a Igreja não passará pela grande Tribulação, mas creio que esta será o inicio da vergonha da igreja. A igreja será exposta à vergonha pelo seu pecado. Será exposta à vergonha porque se prostituiu diante de Deus e não manteve sua fidelidade.
Israel foi envergonhado pelo cativeiro. Esta profecia se cumpriu em 733 a.C com o cativeiro assírio sobre o povo que era chamado povo de Deus. Devemos nos preparar para algo muito semelhante que vai ocorrer com a Igreja de Cristo. É o meio de purificação que Deus determina em sua Palavra.

2.    O povo de Deus passará por grande dor (v. 3)

A expressão “deserto” confirma a ideia anterior. Além da vergonha, a tribulação trará para o povo de Deus grande sofrimento. Em Apocalipse 12 podemos ver que a mulher será enviada para o deserto por 1260 dias ou um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Esta é a ideia da tribulação que será de 3 anos e meio. É a ideia que o povo de Deus será purificado neste tempo. São ângulos diferentes de uma mesma visão.
A mulher em grande parte da Bíblia simboliza o povo de Deus. Gômer é este povo, porém infiel, adúltero diante de seu noivo fiel, o Senhor. O deserto representa a dor do povo de Deus por causa de sua infidelidade.
O texto mostra que mesmo com todo aviso o povo de Deus não voltará a princípio. Ele continuará buscando seus “amantes”, ou seja, sua infidelidade. Isto só tende a aumentar a dor e o sofrimento no deserto.

3.    O povo de Deus não reconhece a obra do Senhor (v. 8)


Depois de tudo que Deus fizera, o povo não reconhece a obra de Deus. O povo não acha suficiente. Ainda fica com saudade do Egito. Ainda prefere ficar na idolatria.
Hoje não é diferente. Criamos muitos meios para que a pessoa possa se sentir bem na Igreja. Criamos meios para que possamos lembrar o Egito. O povo não está satisfeito com a obra que Deus fez. Hoje muitos ministros são como Arão, que cedeu aos desejos do povo para construir um bezerro conforme o coração do povo.
Será necessário que o sofrimento recaia sobre o povo do Senhor para que ele possa acordar. Deus tirará todo aspecto de sua religiosidade (“farei cessar todo o seu gozo, e as suas festas, e as suas luas novas, e os seus sábados, e todas as suas festividades”). Está chegando o momento onde Deus julgará da mesma forma o seu povo atual, a Igreja.
O povo de Israel achava que estava fazendo alguma coisa, mas na realidade todas suas tradições e toda sua religiosidade eram vazias, e Deus os limparia de tudo isso.
Hoje muitos são presos também às suas tradições. Muitos se acham salvos porque são batizados ou ainda porque participam das atividades eclesiásticas. Precisamos ter nossos corações transformados pela obra regeneradora do próprio Deus.

4.    A transformação que vem de Deus

Nos versos seguintes passaremos a analisar o segundo ato, mas quero meditar com você sobre a transformação que precisa ocorrer no coração do povo  de Deus. Em Apocalipse 3:20 , escrevendo para a Igreja de Laodicéia, João mostra o sentimento de Deus para com aquela igreja e o que ela precisava fazer para sofrer a transformação. Hoje não é diferente. Deus continua batendo à porta do coração de cada filho desobediente e esperando para entrar. Somente com a presença real de Deus dentro de nossos corações conseguiremos agradá-lo.
O povo de Israel era ritualista e tradicional, exatamente como vemos hoje. As pessoas vão à igreja para receberem bênçãos achando que através disso irão agradar a Deus.  Ledo engano. Somente através da transformação que vem de Deus podemos experimentar o resgate completo do Senhor. Mas esta transformação tem inicio com um coração quebrantado e arrependido do seu pecado.

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