segunda-feira, 15 de outubro de 2012

COMPREENDENDO A AÇÃO DO VERBO



João 1:1-5

1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.


Antes de sua existência material Jesus já existia. A introdução do Evangelho de João mostra isso com muita propriedade.
João é um Evangelho que mostra uma visão diferente dos outros 3. Por isso que Mateus, Marcos e Lucas são chamados de sinóticos, isto é, dão uma mesma visão da narrativa da vida de Cristo neste mundo. Os sinóticos, por exemplo, têm uma preocupação centrada nas ações de Cristo, João por sua vez se preocupada com os ensinos de Jesus.
 João faz a introdução mais elaborada e teológica de todos os livros da Bíblia. Isto é incrível considerando que ele era talvez um dos mais incultos escritores sacros. Seu conteúdo parece se referir a questões filosóficas e sapienciais da Grécia antiga. Mas, por outro lado, o restante do evangelho de João é simples e muito objetivo. Ele deixa claro que seu objetivo é fazer com que os sinais de Cristo (Jo 20:30, 31) comprovem quem ele é e o que veio fazer neste mundo como Verbo encarnado de Deus (Jo 1:14).
 Neste início magnífico João deixa claro que o Verbo estava desde o início com Deus e que ele era Deus. Esta argumentação é interessante porque não deixa dúvida quanto à divindade de Cristo. Alguns argumentam que Jesus seria um deus menor. O problema é que a Bíblia afirma que não há outros deuses. Mais do que isto, a Bíblia afirma que Deus é o único Senhor (Dt 6:4). Esta afirmação da Palavra de Deus nos leva a uma conclusão simples: Ou cremos que Jesus e Deus são a mesma pessoa, ou seremos fadados e um cristianismo capenga e longe da verdade divina. Como explicar esta ideia? Não é possível para nossa mente limitada responder tais questões. Não sei como funciona a divindade de Cristo, nem a encarnação de Deus, mas sei que a Bíblia afirma isto, e para mim basta.
 Para entendermos a ação do verbo precisamos...

1.    Compreender que ele é eterno (v. 1, 2)

“No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.”

A eternidade do verbo ocorre em primeiro lugar por ele ser o próprio Deus. Jesus não depende de ninguém para existir, ele existe por si só. Ele não é um ser criado, mas simplesmente existe.
Tudo na natureza precisa ser criado ou formado de algo, Cristo é o que é. Ele mesmo afirmou isto (Jo 8:58). O cristianismo de hoje vive como se Cristo fosse preso a este tempo, como se o tempo pudesse mandar em Cristo, ele é antes de qualquer coisa. A eternidade é um dos grandes atributos de Deus e consequentemente de Jesus.
Alguns advogam que Jesus foi criado, por isso ele não apenas não é Deus, como também não seria eterno. A Bíblia é clara no texto em questão. Somente através da adulteração do texto não se enxerga o que aqui está escrito, Jesus é eterno, ele é o verbo eterno de Deus veio para resgatar o homem e dar a este a vida eterna pelo seu sangue. 
A Bíblia não fala que Jesus foi criado ou formado. Em Hebreus 1:15 encontramos a ideia que ele foi gerado desde a eternidade. Isto significa que ambos são um em essência e substância. Não temos como separar. Não existem dois deuses, existe apenas um.
Isaias 9:6 afirma que Jesus é o Pai da Eternidade. A ideia envolve que ele é capaz de nos dar a eternidade. Quando aceitamos a sua obra regeneradora recebemos a filiação de Deus e ganhamos a vida eterna.
Meu amado o principal motivo da vinda de Cristo a este mundo foi para nos dar vida eterna. Ele não veio para lhe fazer coisas nesta vida, ou lhe dar coisas materiais, mas ele veio para lhe dar a vida eterna. É algo inerente a Ele que transfere para aqueles que o aceitam em seus corações, ou seja, a vida eterna.
Outro ponto que envolve aqui é que ele é Senhor de todas as coisas, incluindo a eternidade.

2.    Compreender que ele é Senhor de todas as coisas (v. 3)

“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”

João mostra o senhorio de Cristo através de sua obra criadora. Gênesis diz que Deus criou todas as coisas, João mostra que esta obra também foi de Cristo. Não há nada que exista que não tenha sido feito por Cristo. Esta é a maior prova do senhorio de Jesus. Ele é Senhor de todas as coisas, quer o homem aceite ou não.
Esta prerrogativa de Cristo deve nos dar conforto e segurança. Nada tem poder de nos tirar de suas mãos porque ele é Senhor de todas as coisas. Quando aceitamos a Cristo como Salvador de nossas vidas, também devemos aceitar seu senhorio.
Uma coisa é importante, mesmo que você não aceite a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, Ele continua sendo Senhor de todas as coisas. O senhorio dEle não depende do que você ou eu pensamos, mas é algo que está em sua natureza, é inerente a Ele.
Aceitar o senhorio de Jesus nos traz paz e segurança. É uma atitude que nos leva mais próximos dele. Ele mesmo garante isso quando afirma:

“Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.”(Jo 15:14)

Aceitar o senhorio de Cristo é o dever de todo aquele que se diz cristão. Hoje há uma tendência absurda de dizer que Jesus pode salvar apenas aquele que o aceita como Salvador. Isto é simplesmente um absurdo porque não há separação das duas funções. Jesus tanto salva por ser Senhor, como é Senhor para salvar.
Outro problema é que muitos não querem viver debaixo deste senhorio porque não querem largar seus pecados. Não querem abandonar o mundo que lhes oferece coisas melhores ou pelo menos mais atrativas. São como os Israelitas que sentiam falta do Egito e reclamavam da salvação que Deus outorgara.
Meu amado compreenda que Jesus é Senhor e que você precisa se submeter a este senhorio. O pecado nos afasta da vontade de Deus, ele nos faz ficar cada vez mais longe dos propósitos de Deus e por isso precisamos de Cristo para que possamos ter esperança de possuir a verdadeira vida.

3.    Compreender que ele é a vida (v. 4)

“Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens”

Por ser Senhor e Eterno Jesus é capaz de nos dar a vida eterna. Cristo é a fonte de toda vida. A ideia de vida aqui fica implícita a ideia maior de nossa salvação. Jesus é capaz de nos dar a vida eterna, isto é, a salvação através de seu imenso poder.
Muitos procuram vida em suas realizações. Muitos procuram vida em si mesmos. Mas de fato a verdadeira vida vem somente através de Jesus. Jesus é capaz de lhe dar a vida porque Ele disse que veio para termos vida em abundância (Jo 10:10). Esta abundância não compreende promessas materiais. Em nenhum lugar da Bíblia nós encontramos isso, mas compreende a ideia de eternidade.
O salmo mais famoso Bíblia deixa isto claro. O salmista começa falando que nada lhe faltaria, mas termina se referindo a eternidade (Sl 23). Jesus veio a este mundo para trazer paz e vida para aqueles que o aceitarem como Senhor e Salvador de suas almas. Você entende isso? Você compreende que Jesus não veio aqui por causa de sua doença, ou seus problemas materiais? Ele pode até ajudá-lo nestas questões, mas o principal objetivo de Cristo é conceder a todo aquele que crê a vida eterna (Jo 3:16). Enquanto não conseguir entender isto e não aceitá-lo com Senhor e Salvador resta somente a condenação sobre a humanidade perdida (Jo 3:36).
A vida que Jesus nos oferece tem início quando Ele mesmo entra em nossa vida e tira as trevas que nos cercam.

4.    Compreender que só ele pode nos tirar das trevas (v. 4, 5)

“e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.”
Antes de ser vida para nós, Jesus, o verbo de Deus, precisa nos tirar das trevas. A ideia de trevas aqui compreende nossos pecados. O pecado tem afundado o homem cada vez mais nestas trevas. O homem não tem solução diante das trevas do pecado.
Por mais civilizada que seja uma pessoa, ainda assim o pecado habitará o seu coração. Estamos em trevas constantes. Davi afirma que ele já nasceu em pecado (Sl 51:5). Paulo nos mostra que estamos destituídos da glória de Deus por causa do pecado (Rm 3:23). Os salmos 14 e 53 iniciam mostrando que não há um justo sequer neste mundo, e Paulo interpreta estes salmos dizendo que todos somos inúteis diante de Deus (Rm 3:10ss). As trevas do pecado nos afundam. Isaías nos adverte que nossos pecados nos separam de Deus (Is 59:1). O próprio Cristo adverte que para os que não aceitam sua obra pela fé, só resta a ira de Deus sobre sua vida (Jo 3:36).
Meu amado, o caminho do homem é a perdição eterna. Sem Jesus não somos capazes de sairmos das trevas que estamos imersos. Sem Jesus somos impotentes diante da escuridão em que se encontram nossas almas. Somente pela presença de Cristo em nossos corações é que somos capazes de sairmos destas trevas.
Eu não sei qual a sua situação nesta vida, mas posso lhe dizer uma coisa; se Jesus não é o Senhor e Salvador de sua vida, ela ainda está caminhando em trevas. Hoje Jesus quer brilhar em você. Aceite-o em seu coração e permita que ele dissipe as trevas de sua alma.

Nenhum comentário:

Postar um comentário