segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

O CAMINHO DA APOSTASIA

Oséias 4


O capítulo em questão nos traz alguns ensinamentos que devemos ficar atentos. O principal deles é o perigo da apostasia. Apostasia basicamente é a traição à fé. De certa forma muitos cristãos são apóstatas de suas antigas religiões.
Quando a Bíblia fala sobre apostasia do povo de Deus está se referindo, não a perda de salvação, mas de pessoas que se julgavam cristãs, mas de fato nunca foram. Pessoas cujos corações tinham um terreno que permitiu que crescesse um pouco da religiosidade e do entendimento verdadeiro, mas como não havia como desenvolver as raízes não resistiram e saíram.
Como cristãos devemos sempre examinar nossa caminhada para que possamos ter certeza de termos no coração a fé verdadeira. Uma fé que deve ser firmada inteiramente na Palavra de Deus.
Neste capítulo Oséias ainda nos ensina mais algumas coisas além das acusações contra o povo de Deus. Ele também nos ensina o caminho da apostasia. Devemos sempre nos vigiar para que não entremos neste caminho que pode ser sem volta.

1.  O caminho da apostasia começa quando não se busca conhecimento (v. 4-6)

4Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa. Por isso, tropeçarás de dia, e o profeta contigo tropeçará de noite; e destruirei a tua mãe. 6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.”

Vimos no último sermão que Deus acusa os sacerdotes pela falta de conhecimento de seu povo. Mas ao mesmo tempo ele não isenta o povo da culpa pela falta de conhecimento.  Oséias afirma no verso 4 que o povo é como os sacerdotes que são acusados. Apesar do problema começar nos sacerdotes, mas o povo gosta disto.
Os tropeços aos quais se refere o profeta, tanto dos sacerdotes como dos profetas, tem haver com suas vidas de ebriedade que viviam. Eram homens que se embriagavam de vinho e viviam em suas carnalidades.
A apostasia tem início no coração quando não buscamos o conhecimento da Palavra de Deus. Hoje muitos têm feito isto. Muitos tem trocado o conhecimento da Palavra de Deus pelo conhecimento de ciências humanas. Nos púlpitos são utilizadas palavras persuasivas de homens e não confiança no poder das Escrituras. O conhecimento das Escrituras tem sido rejeitado e trocado pelo conhecimento do ser humano.
Meu amado se você não o tem buscado o conhecimento de Deus através de Sua Escritura isto pode ser um mau sinal.

2.  A apostasia ocorre quando a religião é uma desculpa para o pecado (v. 8)

“Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.”

O povo levava os sacrifícios pelos pecados, mas estes não eram combatidos pelos sacerdotes. Tanto o povo como os sacerdotes gostavam. Aquele, porque ganhava uma espécie de licença para pecar; estes, porque enchiam seus bolsos por causa do pecado do povo.
Como é triste notar que hoje não tem sido diferente. Nossos lideres hoje não combatem o pecado porque através dele seus soldos são garantidos. Nosso povo prefere que continue assim, pois desta forma pensam que estão agradando a Deus.
A religião torna-se uma desculpa para pecar. Não se acha errado mais nada. Tudo é permitido em nome da própria religião.
Israel achava que tudo estava indo bem porque seus ritos estavam indo bem. Hoje no Brasil tenho visto a mesma coisa. Fala-se que estamos vivendo um avivamento, mas na realidade o que tenho visto é o aumento do pecado do povo e o enriquecimento de líderes que se aproveitam deste mesmo povo.

3.  Caminha-se para a apostasia quando se acha normal a sensualidade e a embriaguez (v. 11, 13)

“A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento.”
“Sacrificam sobre o cimo dos montes e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso, vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram.”

A expressão traduzida como “sensualidade” está um pouco longe do que Oséias realmente quer dizer. Ele usa um termo que designa fornicação ou prostituição. Nos dias de hoje o número de membros de igreja que praticam o sexo antes do casamento é o mesmo que no mundo. As pessoas estão achando normal isto. Em muitas igrejas os jovens participam do culto, alguns são até mesmo lideres dentro da igreja, mas depois vão para os motéis com seus namorados, ou namoradas. Tem se tornado algo muito comum. 
Na época de Oseias as pessoas participavam do culto e sacrificavam, como se estivessem se arrependendo de seus pecados, mas continuavam em suas vidas lascivas. Quando se começa achar que aquilo que Bíblia condena é normal, caminha-se para a apostasia.
Outro problema era a embriaguez. Hoje podemos usar este texto para aplica-lo ao problema das drogas. Muitos membros de igreja acham normal entrar em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas. Isto tem feito com que muitos se afastem dos caminhos do Senhor, mas pior do que isto é achar que isto é normal e continuar oferecendo um culto a Deus. O Senhor não aceita este tipo de culto.                 

4.  O caminho da apostasia se completa quando se dá lugar a uma idolatria mística (v. 12, 16, 17)

“O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus.”

Deus mostra sua tristeza ao ver o povo de Israel procurando outros meios que não fosse a Ele mesmo. A falta da fé verdadeira era notória em Israel com sua religiosidade cheia de misticismos e idolatrias.
Hoje não tem sido muito diferente. Muitos que se dizem crentes em Cristo Jesus buscam cultuar a Deus apenas para resolver seus problemas. São cultos voltados para empresários, desesperados, casamentos em crise. É o misticismo idólatra tomando conta do povo de Deus novamente.
O alerta de Oséias deve nos fazer pensar. Caminha-se a passos largos para apostasia quando se alimenta a religião com idolatria e misticismo. Não me refiro apenas a imagens de escultura, mas também rituais que mais lembram religiões místicas do que realmente o culto racional que a Palavra nos pede.
Precisamos acordar para um cristianismo sóbrio e firme. Um cristianismo que não se vende à popularidade, mas se preocupa com a verdade. Um cristianismo que não busca fazer coceiras nos ouvidos, mas proclamar a Palavra da verdade, mesmo que esta machuque.

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