terça-feira, 29 de janeiro de 2013

APOSTASIA, ADULTÉRIO ESPIRITUAL – parte 2



Oséias 5:1-15

Oséias continua sua exortação para que o povo de Israel se arrependa. Ele permanece apontando para os perigos que a apostasia oferece. São alertas que o profeta faz que devem servir para nós hoje também. São muitas pessoas que estão nas igrejas, mas na realidade não há de fato uma transformação. É preciso que examinemos nossa fé constantemente para que realmente tenhamos certeza da transformação operada pelo Espírito em nossas vidas.
Vejamos o que nos diz o profeta:

1.    A apostasia impede o povo de retornar a Deus (v. 4)

“Não querem ordenar as suas ações, a fim de voltarem para o seu Deus; porque o espírito da prostituição está no meio deles, e não conhecem o Senhor.”

A versão Revista e Atualizada afirma: “O seu proceder não lhes permite voltar para o seu Deus”. Quando se caminha pela apostasia, não é possível retornar a Deus verdadeiramente. Israel estava vivendo desta forma. Uma vez que havia prosperidade no reino, eles se afastaram dos mandamentos do Senhor pois achavam que a prosperidade era a grande prova de que Deus estava com eles.
Muitos hoje dizem que são abençoados porque têm alcançado “bênçãos” materiais. Muitos afirmam que têm certeza da presença de Deus em sua vida por causa das vitórias alcançadas. Mas estas mesmas pessoas são aquelas que não têm interesse de viver dentro da vontade de Deus; são as mesmas que acham natural o adultério, a fornicação, o divórcio, e nem se quer se arrependem de seus pecados. Confiam que Deus os irá salvar por amor, mas eles estão longe da vontade de Deus. Este tipo de procedimento impede que retornem a Deus. É exatamente isto que o profeta alerta.

2.    O culto sem arrependimento e pureza não agrada a Deus (v. 6)

“Eles irão com as suas ovelhas e com as suas vacas, para buscarem o Senhor, mas não o acharão: ele se retirou deles.”

Outra questão é que muitos nos tempos de Oséias cumpriam todo ritual judaico. Achavam que por cumprirem este ritual isto já seria suficiente para agradar a Deus. O Senhor não aprova tal comportamento. Elas não tinham intenção de se purificar diante de Deus. Achavam normais suas vidas cheias de pecado e desobediência, pois criam que por participarem dos ritos já agradavam a Deus.
Muitos nos nossos dias também fazem assim. Vão à igreja para cumprir um ritual, para poderem apenas dizer que estão na presença de Deus.
Há outros ainda que cumprem todo rito exigido pelo grupo que congrega, mas continuam mantendo sua vida de pecado; continuam vivendo sem o arrependimento constante em seus corações.
Para Israel a entrega de animais para o sacrifício envolvia a ideia de arrependimento. Mas aquelas pessoas não se aproximavam com os corações arrependidos. Hoje não é diferente. Nossos ritos devem nos levar a pensar no sacrifício de Cristo na Cruz, e, por sua vez este deve nos fazer pensar como está nossa vida diante de Deus. A ceia do Senhor não pode ser banalizada, nem tão pouco o batismo. Mas por outro lado estas coisas devem existir dentro dos parâmetros que Deus estabeleceu em sua Palavra.

3.    Soluções humanas são insuficientes contra o juízo de Deus (v. 13)

“Quando Efraim viu a sua enfermidade, e Judá, a sua chaga, subiu Efraim à Assíria e enviou ao rei Jarebe; mas ele não poderá curar-vos, nem sarar a vossa chaga.”

Havia uma tensão entre Judá e Efraim no reino do Sul. Durante a crise, em vez de buscar ajuda no Senhor, foram procurar auxílio junto a Assíria. Triste realidade. Buscando solução humana quando a solução está no Senhor.
Hoje também não é diferente. Muitos adotam soluções humanas para suas crises. O divórcio é o caminho mais fácil para o casal, em vez de mergulhar em oração e se humilhar diante de Deus. O adultério é o caminho mais rápido para a felicidade, em vez de buscar na presença de Deus a solução.
Davi nos dá uma palavra maravilhosa sobre este assunto:
“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus.” (Sl 20:7)

Esta deve ser nossa visão. Devemos procurar primeiramente a ajuda do alto. Quando primeiro procuramos ajuda humana estamos dizendo que não confiamos em Deus suficientemente. Não quero dizer com isso que devemos deixar de procurar especialistas em todas as áreas. Deus capacitou o homem de inteligência para que este possa usá-la. Mas o que quero dizer é que não devemos deixar de buscar auxílio do alto em primeiro lugar (Mt 6:33).

4.    Deus está pronto a perdoar o arrependido (v. 15)

“Irei e voltarei para o meu o  lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles angustiados, de madrugada me buscarão.”

No último sermão trabalhei a ideia neste verso de que Deus aguarda nosso arrependimento para caminhar ao nosso lado. Isto ocorre exatamente porque Ele nos perdoa.
Outro profeta, Miqueias, refere-se ao perdão de Deus da seguinte forma:
“Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.” (Mq 7:19)

É interessante notar que o livro de Miqueias também é um livro de muitas repreensões ao povo de Deus. Mas, assim como todos os outros profetas, ele também fala em restauração. Mas esta restauração só pode ocorrer com arrependimento sincero e o abandono da prática pecaminosa. O contexto do último capítulo de Miqueias é de arrependimento (v. 9).
Jesus demonstrou isto no encontro com a mulher adúltera. O Mestre, depois de chamar atenção dos religiosos que queriam condená-la pelos seus pecados, mas suas vidas estavam sujas diante de Deus, dirige-se àquela mulher e diz: “Vai e não peques mais”. Ele afirmou ao paralítico curado em João 5 que não deveria pecar mais para que coisa pior não o acontecesse (v.14). Nos dois casos citados Jesus não retirou a culpa de sobre o culpado, mas pediu para que não pecassem mais. O perdão de Deus é condicionado ao um arrependimento sincero. Não basta apenas começar a frequentar igreja, precisa se arrepender de verdade. Não basta resolver o problema, tem que haver arrependimento.
Um dos sintomas do verdadeiro arrependimento é a produção de frutos. O arrependimento sincero, segundo João Batista, deve gerar frutos (Mt 3:8; Lc 3:8). Tais frutos demonstram duas coisas importantes: 1) Estamos vivendo para Deus; 2) Fomos perdoados completamente por Ele.
Meu amado ou amada, se você cometeu algum tipo de pecado diante de Deus, à luz da Palavra do Senhor, não se martirize, mas também não se justifique, apenas se arrependa. E, a partir daí, passe a viver produzindo fruto do arrependimento. Isto alegra o coração do Senhor.

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