segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

DOIS NOMES, UMA SÓ SALVAÇÃO

Mateus 1:18-25
18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.
19 Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.
20 E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.
21 E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco).
24 E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher,
25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de Jesus.

Mateus teve a preocupação de escrever para os judeus. Por isso que seu evangelho começa com uma das duas genealogias de Cristo que aparecem. Sua genealogia é diferente da de Lucas (Capítulo 3). O motivo é que Mateus, considerando a importância da ascendência do Messias, destaca a linhagem da família de José. Lucas, em contrapartida, olhando o lado legal da questão e escrevendo para gentios, destaca o lado humano, olhando desta forma para a genealogia de Maria.
Emanuel é o nome profético de Jesus. Tem haver com sua natureza, ou seja, Ele é o próprio Deus encarnado. Jesus refere-se ao seu ofício como Salvador do homem. Porém, ambos apontam para a obra salvadora de Cristo.
É neste sentido que o texto se prende. Mostrar a salvação que vem do Messias prometido, e é exatamente isto que passaremos analisar de agora em diante.

1.    A obra de salvação é sobrenatural (v. 18)

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

Um dos grandes problemas do cristianismo atual está em buscar meios para que o homem justifique sua salvação. Isto pode ocorrer tanto por obras sociais; por frequência à Igreja; ou simplesmente por sacrifícios de ofertas ou oração que possam fazer.
O que o texto deixa claro é que Jesus foi concebido por obra do Espírito Santo. Este fato demonstra que nossa salvação é uma obra exclusiva do Espírito Santo. A Bíblia afirma que é Ele que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8). O papel do Espírito Santo é trabalhar no coração do pecador.
A salvação não depende de nosso esforço pessoal. Muitos estão nas igrejas lutando (ou como gostam dizer “batalhando pela salvação”). A Bíblia é clara em afirmar que a salvação é pela graça e de graça (Ef 2:8; Rm 6:23). Nada pode ser feito pelo homem. A perseverança dos santos nada tem haver com méritos para a salvação, mas de prova que chegaremos lá. Se interpretarmos os textos que falam em perseverança como sendo de algo que nos leva à salvação estamos tirando de Cristo todo mérito pela propiciação dos nossos pecados, a cruz se torna em vão e a ressurreição desnecessária. E pior, estaremos dizendo que a Palavra se contradiz, o que de fato não ocorre.
A salvação depende exclusivamente de uma entrega (agente passivo). Toda ação vem de Deus. Tudo depende da obra que começa no Espírito Santo (agente ativo), pois ele é o agente da Salvação.

2.    O agente da salvação é o Espírito Santo (v. 20)

“E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.

Ainda dentro do assunto Espírito Santo, nota-se que ele é o agente da salvação. Muitos atribuem ao homem como agente da salvação, mas a Bíblia é clara quanto ao papel do Espírito Santo. Ele convence o homem, logo é Ele quem age no coração deste.
O pregador é apenas instrumento de Deus, mas o agente é o Espírito Santo. Dizer que um pregador pode converter alguém é a mesma coisa de dizer que um martelo pode pregar um prego sem alguém para manuseá-lo. A Bíblia diz que o barro não pode mandar no oleiro. Logo, quem salva com sua ação soberana, misericordiosa e amorosa, é o próprio Deus.
A conversão não depende de estratégias mirabolantes. Estas podem até encher a igreja local, mas não garantem que o céu será cheio das mesmas pessoas. Somente através da obra do Espírito Santo no coração do pecador é que podemos ter de fato conversões genuínas e verdadeiras.
Este é um dos motivos porque não faço na maioria das vezes o apelo. Principalmente apelando para o lado emocional. A conversão é obra do Espírito que produz no pecador a consciência primeiramente de seu pecado e de sua pequenez ante a presença de Deus. Logo, a Palavra exposta já é um apelo por si só. Porém é um apelo não apenas aos sentimentos, mas à consciência de cada ser humano. Principalmente para saber que a obra de Cristo tinha um objetivo específico.

3.    A salvação é a obra específica de Cristo (v. 21)

“E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.”

Duas coisas ficam claras neste verso. A primeira é que Jesus salvará o seu povo. A salvação universal que muitos afirmam nada tem de verdadeira. Jesus veio para formar um povo de propriedade exclusiva de Deus (I Pe 2:9). Veio para que, através da remissão dos pecados deste povo, pudesse formar o corpo dele mesmo.
Mas, além disso, Jesus veio para salvar dos pecados. Ele não veio para que tenhamos riquezas ou coisas semelhantes. A teologia moderna tem procurado dar a obra de Cristo um papel que a Bíblia claramente mostra que ela não tem. João afirma que os sinais que Jesus fazia eram para que os judeus cressem que ele era o Messias e para que cressem no nome dele (Jo 20:30, 31).
Quando se enfatiza os milagres de Cristo, enfatiza-se uma questão secundária e tira-se o foco daquilo que é mais importante, sua obra salvadora.
Creio que Deus é poderoso para libertar, curar e fazer qualquer coisa, uma vez que Ele é onipotente. Todavia a própria Bíblia nos garante que se cremos nele somente para esta vida somos os mais miseráveis de todos (I Co 15:19). Os milagres representam sinais. Sinais só existem quando necessários. Se você estiver em um carro em uma reta e se deparar com um aviso de curva à direita, você dirá que esta sinalização é desnecessária. Assim ocorre com os sinais espirituais. Eles só existem quando necessários. E esta necessidade é o Espírito Santo que define (I Co 12:7).
O foco da pregação não devem ser os sinais ou milagres; muito menos apelos e estratégias humanas. O foco da pregação deve ser a Palavra de Deus que será usada pelo Espírito para convencer o pecador.
Jesus veio a este mundo para trazer salvação. Esta é a sua obra específica. Nada que acrescentemos fará a diferença, principalmente se for inútil. Voltando ao exemplo da viagem, a sinalização errada pode atrapalhar um pouco seu ritmo, mas seu objetivo continua sendo alcançar seu destino. O bom motorista está atento à sinalização correta que se apresenta na Estrada, mas ignora aquelas que são desnecessárias.
Com isso amado ou amada, quero lhe dizer que Jesus veio para salvar o homem da perdição eterna. E somente a partir do momento que reconhecemos nossa situação diante de Deus e aceitamos a obra remidora de Cristo que seremos salvos. Esta salvação é uma promessa de Deus.

4.    A salvação foi prometida (v. 22, 23)

“Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel. (Emanuel traduzido é: Deus conosco).”

Deus, através de seu imenso amor e de sua enorme misericórdia, desejou formar um povo só seu. Ele começou com esta promessa desde a queda de Adão. O autor sacro afirma que tudo ocorreu para que se cumprisse o que foi dito. Isto nos remete a uma preciosa afirmação: “Deus cumpre aquilo que estabeleceu em sua Palavra”.
Um dos grandes confortos que podemos ter na vida é de que Deus sempre cumprirá seus desígnios e propósitos. A Bíblia afirma que “muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do Senhor permanecerá” (Pv 19:21).
Deus prometeu desde a antiguidade que formaria um povo para si. Ele cumpre esta promessa através da Cruz. A manjedoura é apenas o início desta caminhada. Jesus está agora apenas começando a jornada que o levaria à cruz.
A cruz é o objetivo final de Cristo para a formação de seu povo. Mas somente será parte deste povo aquele que realmente se arrepender de seus pecados, confessá-los diante de Deus e aceitar o senhorio de Cristo sobre a sua vida. Você deseja isto? Você já fez isso de verdade?
Será que o cristianismo que você diz seguir é o cristianismo baseado nas promessas de Deus e nas ações dEle? Ou será que é baseado em seus próprios esforços?
Lembre-se, o amor de Deus foi tão grande que ele enviou Jesus para nos salvar dos nossos pecados, e todo aquele que nele crê não perecerá, mas terá a vida eterna (Jo 3:15, 16).

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