segunda-feira, 11 de março de 2013

O CAMINHO PARA A ADORAÇÃO



Mateus 2:1-12

1 E, tendo nascido Jesus em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém,
2 e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo.
3 E o rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e toda a Jerusalém, com ele.
4 E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.
5 E eles lhe disseram: Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo profeta:
6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo de Israel.
7 Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.
8 E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino, e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.
9 E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.
10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande júbilo.
11 E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.
12 E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.


Os magos reconhecem a importância de Jesus, pois levam presentes de valor para o Messias. Era normal a entrega de presentes quando uma autoridade importante visitava outra que julgava ser tão ou mais importante.
Esta visita cumpre uma das profecias de Isaías:
“E as nações caminharão à tua luz, e os reis, ao resplendor que te nasceu.” (Is 60:3)


Não dá para saber o que significa ao certo oriente. Tanto pode ser que eles estavam vindo da terra dos caldeus, como da Arábia. A expressão “magos” parece ligá-los mais aos caldeus, pois estes chamavam de magos homens sábios, mestres, sacerdotes, médicos, astrólogos, etc. Outro problema que a expressão “oriente” não se encaixa na posição da Arábia em relação a Israel. Creio que isto não importa. O que importa é que é uma jornada longa e difícil.

Uma lição à parte neste texto aprendemos quando verificamos que não foram judeus chamados para adorar, mas pessoas de outras nacionalidades e povos. Isto é tremendo, pois mostra a universalidade do evangelho. Jesus veio para a humanidade. É por isso que Deus ama o mundo de tal maneira. Deus queria que os judeus mostrassem isso ao mundo, mas eles não fizeram.
Passemos a analisar no que consiste o caminho à adoração.

1.    Renúncia (v. 1)

A jornada grande envolve uma renúncia tremenda. Estes homens largaram o que tinham para caminhar até Jesus. Abriram mão do conforto de um palácio, para seguirem até onde estava o Messias.
Hoje poucos têm aberto mão de suas vidas para seguirem a Jesus. O mesmo Jesus nos ensina que aquele que tem posto a mão no arado não pode olhar para trás. Em outras passagens o mestre vai nos ensinar a abrir mão até da família para segui-lo. Adorar a Jesus envolve uma renúncia.
Os magos, se vindo da Arábia, caminharam por cerca de 400km; se oriundo da Caldéia, onde acho mais provável, caminharam por mais de 800km. De qualquer forma são dias de viagens, se estivessem somente três. Ou meses, se estavam em caravana que exige uma caminhada mais lenta. Fez parte da renúncia dos magos.
Quantos hoje não conseguem largar suas vidas de luxo e bem estar para seguirem a Jesus. Quantos criam uma religião para si onde o que mais importa é ter do que ser. São pessoas despreparadas para a renúncia. Quando Jesus nos chama devemos estar preparados para renúncia. Isto é obediência.

2.    Obediência à Palavra (v. 3-7)

Quando ficaram diante de Herodes os magos pediram para saber onde encontrar o Messias. Os sábios do rei interpretaram a passagem de Miqueias 5:2. Os magos imediatamente partiram para Belém.
Como disse há alguns sermões atrás, não creio que os magos encontraram Jesus em Belém, mas o que chama atenção é o fato deles obedecerem prontamente o que receberam da Palavra de Deus. Não estamos hoje dispostos a obedecer prontamente a Palavra de Deus. Hoje se questiona muita coisa que está de fato escrito e algumas vezes com uma clareza indiscutível.
Uma vida de adoração é uma vida de obediência às Escrituras. Ninguém que realmente afirma ser cristão pode viver desobedientemente. Não basta conhecer as Escrituras, é necessário que haja obediência. J. C. Ryle mostra que, embora os sábios de Herodes prontamente identificassem onde o Messias iria nascer, nenhum deles se dispôs a ir à Belém para adorar o Messias.
Conhecer as Escrituras sem colocá-las em prática, sem buscar obedecer, de nada adianta. Mais importante do que conhecer as Escrituras está em obedecê-la. Muitos memorizam uma centena de versículos bíblicos, principalmente aqueles relacionados a vitórias pessoais, autoajuda, motivacionais, mas poucos colocam em prática aqueles relacionados à vida de santidade.
Obedecer a Palavra começa quando estamos dispostos a seguir a Cristo e seu senhorio. Qualquer um que diga ser cristão precisa ter isto em sua mente.

3.    Alegria (v. 10)

“E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande júbilo”

Os magos viram a estrela e voltaram a segui-la. É interessante notar como parece que sua caminhada havia ficado mais triste sem a estrela do Messias a guiar a sua viagem. É maravilhoso notar como a alegria retorna à sua viagem quando voltam a se encontrar com Jesus.
Quando nossa vida está sem a presença de Jesus é uma vida triste. A verdadeira alegria só pode existir quando Jesus entra em nosso coração. Quando ele passa a fazer parte de nossas vidas.
Ninguém consegue a plena alegria neste mundo, mas aqueles que seguem a Jesus sabem que têm para eles uma alegria muito maior. Foi isso que ocorreu com os magos. Eles sentiram uma alegria acima da média. Eles sentiram um contentamento sem igual, pois haviam reencontrado a resplandecente estrela da manhã (Ap 22:16).
Quando nos lembramos dessa resplandecente estrela descortina-se em nossa mente o significado profundo de tudo. A estrela da manhã na realidade é o nosso planeta Vênus. No céu é uma estrela diferenciada. Primeiro por ser a primeira a surgir e a última desaparecer. Jesus é o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Ele é antes de tudo e de todos. Segundo, ela mantém-se sempre no mesmo lugar auxiliando na direção. Com isso nos lembramos que Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Hb 13:8). Podemos seguir a Jesus, pois ele é imutável e seguro. A imutabilidade de Cristo deve nos servir de guia todos os dias da vida.
Meu amado e minha amada, Jesus precisa entrar em sua vida para que você sinta esta alegria em seu coração.

4.    Entrega (v. 11)

“E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.”

Esse é o versículo que alguns dizem que prova que eram três reis magos. O texto apenas fala o tipo de presentes que foram dados. Também o versículo não prova que eram reis. Menos ainda temos base para dar nomes. Certa tradição ainda afirma que cada um teria vindo de um local diferente e um deles veio da África, o que é impossível uma vez que esta encontra-se a ocidente de Israel. Prefiro não acrescentar aquilo que não estou vendo no texto sagrado.
No tabernáculo nós encontramos dois elementos. O ouro e o incenso. O primeiro mostrava a grandeza de Deus e o segundo o aroma que cobria o mau cheiro das ofertas queimadas. A mirra era uma rezina produzida por uma árvore na África nas proximidades do Mar Vermelho. Era usada como anti-inflamatório e analgésico em algumas culturas, em especial na China. No Egito foi muito utilizada nos embalsamentos, inclusive foi usada no sepultamento de Jesus (Jo 19:39). Seu gosto era muito amargo.
Em Isaías 60:6 vemos que a profecia só se refere ao ouro e ao incenso. Estes dois elementos estão ligados à ideia de realeza e divindade de Cristo, e perfume do efeito do seu sacrifício que retira o mau cheiro do pecado. A mirra entra com sua amargura para significar o sacrifício horrível de Cristo na Cruz. Mas também ela significa que nossa entrega pode trazer amargor para esta vida, porém algo rico e maravilhoso no futuro.
Os magos nos trazem uma lição incrível. Eles fazem uma entrega maravilhosa a Jesus como símbolo do reconhecimento do senhorio dele (rei dos Judeus), mas também como símbolo da obra dele que seria realizada na cruz. Mais uma vez, ainda na infância, a sombra da cruz persegue Jesus.
Hoje você está diante desta mensagem e pode tomar uma decisão importante para toda sua vida. Se você reconhecer o senhorio de Cristo, aceitar o seu sacrifício e calcular o preço a pagar, com certeza conhecerá o mais importante do evangelho -  a vida eterna.

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