terça-feira, 2 de abril de 2013

A CHEGADA DO REINO DOS CÉUS



Marcos 1:1-8 (Ref.: Mt 3:1-12; Lc 3.1-18)

1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2 Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.
3 Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.
4 Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados.
5 E toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.
6 E João andava vestido de pêlos de camelo e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre,
7 e pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias.
8 Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

Segundo estudiosos o evangelho de Marcos serviu como base para os outros, inclusive João. Apesar disso ele é o mais resumido de todos e o mais simples, porém não menos importante. O texto que lemos repete-se em Mateus e Lucas. Estaremos extraindo ensinos das três passagens paralelas.
Após o fato ocorrido aos doze anos não se tem mais notícia de Jesus. De João Batista nada é destacado, nem mesmo sua infância. Ele era seis meses mais velho que Jesus, mas tudo indica que começou a pregar mais cedo do o Mestre.
Marcos e Mateus destacam que João andava de forma humilde e se alimentava de gafanhotos. Lucas não entra neste mérito.

Marcos é tido como escritor aos romanos. Sua linguagem é centrada na ação e não no discurso. São registrados 18 milagres, mas somente 4 parábolas são encontradas. Há muitos latinismos nos escritos dele, bem como muita explicação acerca de questões judaicas. O que provavelmente comprova seus destinatários.
Praticamente 18 anos se passaram desde o momento que Jesus se perdeu de seus pais. Surge em cena “a voz que clama no deserto”. João Batista destaca seu ministério e a grande preocupação dele é apontar para o homem como chegar ao reino dos céus.

1.    O primeiro passo para o reino é o arrependimento (Mt 3:1; Mc 1:4; Lc 3:3)


João aparece com uma mensagem muito especial. A expressão para arrependimento compreende uma mudança de mente. O primo de Jesus está mostrando que qualquer um que realmente deseja a salvação precisa mudar a sua mente, seu modo de pensar.
Muitos estão nas igrejas, mas não mudaram suas mentes. Suas vidas continuam do mesmo modo. Aproximar-se de Jesus envolve uma mudança de mente, de atitudes. Este é o primeiro grande passo para o arrependimento.
Pregar no deserto traz um simbolismo tremendo. Significa que a grande maioria não daria ouvidos à mensagem. Talvez isto possa está ocorrendo hoje. Talvez muitos estejam pregando como que em um deserto, pois a mensagem de Deus não tem sido aceita no coração das pessoas.
Meu amado, ou amada, se você deseja almejar o reino dos céus; se você deseja realmente entrar no reino do céu, precisa dar o primeiro passo. Precisa aceitar que é pecador, admitindo ser incapaz de sair desta situação, e arrepender-se de seus pecados. Somente após o arrependimento, somos realmente remidos dos pecados.

2.    O arrependimento deve ser seguido da confissão (Mt 3:6; Mc 1:5)

Marcos e Lucas não entram neste mérito, mas isto é descrito por Mateus. O arrependimento deve ser seguido de confissão. Arrependimento sem confissão não gera o resultado da remissão. Somos remidos de nossos pecados através do arrependimento e da confissão dos mesmos.
Os escritores sacros nos mostram que devemos nos arrepender para darmos o primeiro passo ao reino. Mateus completa a ideia que nossa dívida com Deus só pode ser paga mediante a confissão de nossas falhas.
João escrevendo em sua primeira epístola nos diz:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.”

Como remissão entende-se o preço pago por Jesus na cruz para que pudéssemos ser limpos, ou seja, purificados. Você tem certeza de que teve seus pecados purificados diante de Deus? Você tem certeza de que teve sua culpa remida?
Isaias afirma que nossas iniquidades nos separam de Deus, mas no versículo anterior ele afirma que o ouvido do Senhor não está doente que não possa nos ouvir (Is 59:1,2). Deus está sempre com seus ouvidos e coração preparados para perdoar aquele que se quebranta diante dele.
Faça deste momento um instante de entrega diante de Deus. Faça deste momento uma ocasião de arrependimento para com o Senhor. Se desejamos realmente a salvação eterna, precisamos nos render ante a realidade de nossos pecados e nos arrepender e confessar nossos pecados verdadeiramente.

3.    O arrependimento e a confissão não podem ser falsos (v. Lc 3:7)

“Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?”

João sabia que muitos que estavam se dirigindo a ele era somente porque viram outros. Não adianta ir à igreja se não há disposição sincera no coração para seguir a Cristo. De nada serve levantar à mão, aceitar uma oração de entrega, se não há uma disposição sincera de servir a Deus. Não adianta chegar ao batismo, se realmente não entender que tudo tem que ser feito do fundo do coração. Paulo escrevendo aos romanos diz:
“Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.” (Rm 10:9,10)

Observe o que Paulo diz, a confissão verbal deve ser acompanhada de uma análise do coração. A crença na ressureição envolve a certeza da vitória dada pela cruz. Crê para a justiça compreende o ato de nossa justificação que ocorre de uma forma definitiva quando damos todos esses passos que estão aqui descritos.
Querido amigo, ou amiga, tenha em isso em sua mente, crer em Jesus deve ser algo despido de falsidade ou achismo. Deve ser algo isento de crendices e misticismos. Crer em Cristo compreende o esvaziamento completo do nosso “eu” com plena confiança que Ele já fez tudo que devia ser feito para a nossa salvação. Isto deve nos levar a produzir frutos.

4.    O arrependimento e a confissão devem nos levar a resultados práticos (Lc 3:8)

“Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.”

Falarei melhor sobre isto no próximo sermão, mas quero apenas adiantar algumas coisas para que você entenda o que significa ser um cristão. Lucas, escrevendo palavras de Cristo nos diz:
“Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lc 14:33)

Este versículo está em um contexto onde Jesus nos manda calcular o preço de segui-lo. Não há mais necessidade de pagar pela nossa salvação, mas esta deve ser mostrada através de nossa vida.
Haverá uma luta constante. Haverá até mesmo quedas no meio da caminhada. Mas aquele que aceita o evangelho de Cristo deve estar disposto a produzir frutos do arrependimento. É isto que João quer dizer com produzi frutos dignos do arrependimento.
Você compreende o que quero dizer? Renunciar a tudo é saber que nada mais deve estar acima de Cristo. Que tudo deve ser medido e aferido à luz da Palavra de Deus. Será que você entende isso?

5.    O arrependimento e a confissão devem ser seguidos da fé em Cristo (Mc 1:7,8)

“e pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.”

João mostra que ele não era o Messias. Ele passa agora a apontar para Jesus. Ele mostra o que Jesus irá fazer com aquele que crê. É algo tremendo. O batismo com o Espírito envolve a salvação fazendo parte da vida daquele que aceita pela fé a Jesus (Ef 2:8-9).
Paulo, escrevendo mais uma vez aos romanos, afirma que através da fé em Cristo alcançamos a paz com Deus (Rm 5:1). A paz que outrora estava perdida por causa dos nossos delitos e pecados (Rm 3:23). A paz que é tirada de todo aquele nascido de mulher que está separado de Deus pelas suas iniquidades. Arrependimento e confissão devem ser seguidos de fé. É isto que os evangélicos chamam de aceitar a Jesus no coração. Não é apenas uma fé intelectual, com base em provas científicas, ou coisa parecida. Mas é uma fé com base na plena confiança da veracidade da Palavra de Deus e nas promessas nela descritas. Você entende isto? Se sim, aceite agora a mensagem da cruz.

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