segunda-feira, 22 de abril de 2013

CRISTO, LUZ PARA OS HOMENS


 João 1:6-14

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.


Ainda nos mantemos no texto em que João, filho de Zebedeu, nos apresenta João, primo de Jesus. O evangelho deixa claro que o objetivo de João Batista era apontar para Jesus. E ele nos mostra que o Messias viria para fazer sua luz brilhar. João Batista tinha como objetivo central de sua vida testificar a luz de Jesus. Neste ponto o evangelho nos mostra alguns aspectos que quero expor no momento.

1.   Jesus veio para brilhar sobre todo mundo (v. 9)

“Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo”

Logo no início do evangelho João mostra que Jesus foi criador junto com Deus de todas as coisas. Mais do que isto, João afirma que a vida estava nele e era a luz dos homens. Algumas pessoas se aproveitam dessas palavras para afirmarem que todos serão salvos. Claro que o contexto visto até o versículo 14 mostra que não é bem assim. Mas então, o que significa ser a luz dos homens e brilhar para todos?
Primeiramente devemos olhar pelo lado criador. Jesus é o criador de cada ser que existe na face da terra através de sua soberana vontade. Sem Ele nada do que foi feito se fez. Este aspecto primário do brilho de Jesus está presente de forma latente nestes versos de João. Logo, o primeiro princípio do brilho de Cristo está na criação.
O segundo princípio delineado aqui está na apresentação da salvação. Esta deverá ser apresentada a todos os homens. Sendo Jesus o salvador, ele deverá ser apresentado como sendo a luz que nos guia para a eternidade. Malaquias o apresenta como o sol da Justiça e Apocalipse como a resplandecente estrela da manhã (Ml 4:2; Ap 22:16). Neste princípio fica a ideia de guiar. Jesus, através de seus ensinos, deve nos guiar. Tudo que fizermos nesta vida deve ter o aval de Cristo pela sua Palavra.
Olhando por esses dois prismas encontramos que Jesus é o criador e salvador da humanidade perdida nas trevas, mas isto só ocorrerá com aqueles que aceitarem sua obra salvadora. Agora você tem a oportunidade de se render aos pés de Jesus.

2.   Jesus não é aceito pela maioria (v. 10 e 11)

“...estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.”

O grande problema que o coração do homem está duro pelo seu pecado. Isaías nos garante que nossos pecados nos afastam de Deus (Is 59:2). Este afastamento nos impede de aceitar a obra de Jesus. Para que isto ocorra precisamos quebrar a barreira do nosso orgulho. Isto é muito difícil. Jesus nos mostra isto de muitas maneiras em todos os evangelhos. É por isso que Ele declara que a maioria não vai entrar pois a porta é estreita (Mt 7:13, 14; Lc 13:24). No último texto Lucas usa a expressão “porfiai” no sentido de esforçar-se. Este esforço não implica em obras ou coisas deste tipo, mas implica em abnegação. Consiste em descer do pedestal do orgulho humano e se humilhar diante de um Deus Todo-poderoso, de reconhecer que é pecador e que precisa de ser resgatado pelo poder do sangue de Cristo.
Mas infelizmente a maioria não aceita. A grande maioria, mesmo daqueles que se dizem cristãos, não aceita a obra redentora de Cristo. Não compreende que Jesus experimentou a morte para que nós obtivéssemos vida.
Outro princípio por traz do seu brilho é o senhorio. A ideia de Jesus ser a nossa luz consiste em nos guiar por onde quer que Ele queira, e não do jeito que nós queremos. Muitos afirmam que são cristãos, mas não aceitam ser guiados pelos preceitos que Cristo e a Palavra de Deus estabelecem.
Meu amado ou amada, de que lado você vai estar? Daquele que rejeita o brilho de Cristo, cujo caminho é largo? Ou daquele que deixa Jesus brilhar para sua salvação? Do lado que não segue a luz de Jesus e caminha nas trevas? Ou do lado que acompanha o brilho do sol da justiça? Pense bem qual será sua decisão.

3.   Jesus veio para gerar filhos para Deus (v. 12, 13)

“Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.”

Uma das coisas que sempre ouvi na vida é que todos são filhos de Deus. Quero primeiramente dizer que esta afirmação carrega dois ângulos que precisam ser vistos. No primeiro é o ângulo da criação. Por este ângulo todos os seres criados são filhos de Deus. Tudo que foi feito por Ele carrega o peso paternal de sua criação.
Mas por outro lado devemos olhar pelo lado espiritual e moral. Por este ângulo a Bíblia é taxativa em mostrar que nem todos são filhos de Deus.
Paulo é o escritor que deixa isso muito claro. Escrevendo aos romanos ele nos mostra que recebemos o espírito de adoção (Rm 8:22ss). No capítulo 9 da mesma carta ele deixa claro que os Israelitas foram adotados por Deus como filhos. Na carta aos gálatas ele mostra que aqueles que são remidos da lei recebem a adoção de filhos (Gl 4:5). E, em sua carta aos efésios, mostra que somos adotados por Cristo Jesus (Ef 1:5).
Logo após Paulo vem João com uma clareza não menor que a do apóstolo dos gentios. Além do texto que lemos acima, em I João 3:2 ele afirma: “Amados, agora somos filhos de Deus...”. Ora, se “agora” somos, significa que antes não “éramos”. Simples assim.
A obra de Cristo ocorre principalmente para gerar filhos para Deus. Filhos conforme a promessa. Filhos transformados conforme a vontade de Deus. Mas observe bem o que o texto afirma: “A todos que o receberam”. Não são todos que se tornam filhos, mas somente aqueles que recebem. Outra quest0ão aqui é: “crer em seu nome”. A fé é elemento humano para salvação. Por último observa-se: “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. Não é do nosso jeito que somos salvos, mas do jeito que Deus quer. É pela vontade dele. Aqui entra o elemento chamado graça.
Você consegue compreender o que estou afirmando? Se consegue dê o passo definitivo e aceite agora a mensagem da cruz. Aceite a Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.

4.   Jesus veio para fazer brilhar a glória de Deus (v. 14)

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

O fato de Jesus vir para formar um povo para Deus não quer dizer que as coisas são para a glória do homem. João deixa claro que ao habitar entre nós, ele o fez para que a glória de Deus se manifestasse. Tudo que Jesus vez na sua vida foi para que a glória do Pai brilhasse.
Ao transformar o homem isto também deve estar presente. Somos criados como novas criaturas para a glória de Deus. Nada que fazemos deve ser para nossa glória. Paulo mostra isso em Efésios 1:12-14. Se em sua vida não há o desejo de fazer Deus brilhar, algo pode estar errado com sua adoção. Talvez seja necessário “voltar para cruz”. Talvez seja necessário rever conceitos, ou até mesmo sua fé.
Se nossa fé não for voltada para a glória de Deus, algo está errado com a fé. Não podemos, como muitos, ter uma fé interesseira, voltada somente para nossos interesses.
Quando Jesus habitou entre nós e nos mostrou a glória do Pai, foi para que nós também a refletíssemos. Se isto não tem ocorrido com aqueles que se dizem cristãos, algo está errado nesse cristianismo.
Hoje você tem a chance que repensar sua vida. Neste momento você tem a chance de rever seus conceitos. Mas para isso, deixe a luz de Cristo brilhar em sua vida. 

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