segunda-feira, 29 de abril de 2013

O CAMINHO PARA A DISCIPLINA DE DEUS



Oseias 10:9-15



Oseias volta a falar sobre o acontecimento fatídico de Gibeá (Jz 19-21). O estupro coletivo à mulher do levita serve de modelo para balizar onde começa a queda de Judá. Aquele acontecimento causara uma guerra civil. Os benjamitas se recusaram a permitir que a justiça fosse feita. Em represália, as outras tribos se juntaram e dizimaram os homens adultos da tribo de Benjamim.
Deus está dizendo em outras palavras que vai fazer com Israel o que ocorreu a Benjamim naqueles dias. Deus abomina o pecado de Israel e prepara uma dura disciplina para seu povo. Passemos a analisar o caminho que Israel fez para a disciplina de Deus.


1.   Não reconhece o cuidado de Deus (v. 11)

“Porque Efraim é uma bezerra domada, que gosta de trilhar; passei sobre a formosura do seu pescoço; farei cavalgar Efraim. Judá lavrará, Jacó lhe desfará os torrões.”

Antes Deus havia comparado Israel com uma vide. Agora ele compara a uma bezerra domada, cuidada com todo carinho pelo seu dono. Deus estabelece o seu povo e deseja cuidar dele. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje é usada a expressão “Coloquei uma canga no seu belo pescoço para que ele puxasse o arado”. A ideia aqui é que Deus quer nos dar a direção certa a seguir, mas não quer que isso seja com sofrimento e dor. Deus “doma” o seu bezerro com amor e cuidado.  
A figura da bezerra domada é a lembrança de Deus dos dias que formou a nação e esta, com humildade, cresceu aos pés do Senhor. Mas, infelizmente, em um dado momento, que o profeta afirma ser naquele estupro coletivo, Israel mudou sua postura. É a mesma lembrança de quando nos convertemos e queremos fazer a vontade de Deus, mas depois, com o tempo, passamos a querer andar de novo com as próprias pernas.
Quantas vezes isso também ocorre conosco. Quantas vezes um determinado pecado que cometemos nos afasta de Deus de forma tal que precisamos ser disciplinados por Ele. Talvez isto esteja ocorrendo hoje, nesse exato momento. É preciso se arrepender com sinceridade e voltar aos pés do Senhor.
Amados hoje sentimos pouco o cuidado de Deus porque negligenciamos o seu verdadeiro cuidado. Deus deseja cuidar de nossa alma, mas em nosso egoísmo, queremos que ele cuide de nosso bolso, do nosso físico ou de nossa saúde. Deus deseja cuidar de nosso sofrimento espiritual, mas com nossa fraqueza, queremos que nos ensine autoajuda, ou apenas nos livre das dores da mente.

2.   Não obedece o conselho do Senhor (v. 12)

“Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar o Senhor, até que venha, e chova a justiça sobre vós.”

Deus ainda dá uma nova oportunidade a Israel. Ainda há tempo para o arrependimento. Ainda há tempo para voltar ao Senhor. O conselho do Senhor envolve justiça, misericórdia e busca ao Senhor.
Como justiça Deus está chamando atenção das muitas injustiças que estavam ocorrendo em Israel e Judá. Vários profetas já haviam pregado e mostrado isso. Jeremias diversas vezes chamou atenção do povo para que retornasse a Deus. Amós chama atenção dos líderes que enganavam o povo para que pudesse viver a seu bel prazer. Deus não comunga com a injustiça e pede que seu povo aja com justiça.
Ceifar segundo a misericórdia é por alguns entendidos a ideia do amor que Deus pede que seu povo tenha. Pode ser que isto seja verdade, mas o contexto histórico pode muito bem está ensinando que é a misericórdia que os governantes deveriam ter com os mais simples do povo. Eles tinham que deixar de lado seus interesse mesquinhos para cuidarem realmente do povo.
Buscar a Deus, consiste o abandono do culto a Baal e o retorno ao culto verdadeiro e sincero. É realmente deixar Deus ser o primeiro e único em suas vidas.
Amados tudo isto Deus nos fala hoje. Precisamos deixar de lado o jeitinho. Nossos governantes precisam olhar para aqueles que são mais simples entre o povo. Não podemos permitir que as minorias sejam perseguidas e dizimadas.
Mas acima de tudo, precisamos voltar ao evangelho verdadeiro. Precisamos retornar ao culto genuíno, centrado em Cristo e em sua Palavra.

3.   Confia na própria força (v. 13)

“Lavrastes a impiedade, segastes a perversidade e comestes o fruto da mentira; porque confiaste no teu caminho, na multidão dos teus valentes.”

Depois do conselho que Deus dá, vem o que Israel realmente fez. A nação eleita já não seguia mais mansa como um bezerro domado. Já não mais obedecia aquilo que o Senhor determinara para sua vida. Agora, achando-se dona de si mesma, ela passa a tentar trilhar o seu próprio caminho. Porém, diante de tudo isso, o que ocorre é o desviar do desejo de Deus.
Ao confiar nos seus próprios caminhos, Israel lavra a impiedade, colhe a injustiça e come o fruto da mentira. O primeiro dá ideia que Israel começou de uma forma discreta a não dá mais ouvidos à vontade de Deus. Foram pequenos erros que começaram e não foram observados. Isto ocorre conosco também. Quando negligenciamos pequenas coisas e passamos a alimentá-las, caminhamos para erros maiores.
Depois vem a ideia de colher a injustiça. Que compreende o abandono do cuidado com os mais necessitados. Dos dois pesos e duas medidas que Amós chama atenção. Como isto também está ocorrendo em nossos dias. Vivemos ensimesmados e nos esquecemos que outras pessoas estão ao nosso redor. Empurramos a responsabilidade para governos e instituições e nos esquecemos que cada um pode fazer um pouco.
O resultado final é alimentar-se da mentira. Israel achava que estava tudo bem, pois havia prosperidade na nação, mas o que estava ocorrendo era a destruição da espiritualidade e a bancarrota de uma nação.
Precisamos nos policiar neste sentido. Hoje também vivemos achando que está tudo bem. A prosperidade material de grande parte daqueles que se dizem parte do povo de Deus os impede de ver a realidade espiritual do nosso povo, bem como a necessidade física. 

4.   A resposta justa de Deus (v. 14)

“Portanto, entre o teu povo se levantará um grande tumulto, e todas as tuas fortalezas serão destruídas, como Salmã destruiu a Bete-Arbel no dia da guerra; a mãe ali foi despedaçada com os filhos.”

O profeta encerra esta parte mais uma vez mostrando que Deus haverá de julgar o povo com a sua justiça. A disciplina do Senhor seria dura para com o povo que se chamava pelo Seu nome.
Durante todo livro de Oseias podemos observar o quanto Deus estava triste com o pecado do seu povo. E sempre que encerra uma parte o profeta lembra que Deus haverá de disciplinar seu povo.
A igreja de Jesus hoje é o Israel de Deus. Ela hoje representa o bezerro domado, criado a partir da cruz de Cristo. Deus também haverá de disciplinar sua Igreja. A noiva de Cristo tem adulterado contra Ele, assim como a esposa de Oseias, e as consequências certamente virão.
O grande tumulto de Israel foi o cativeiro assírio. O grande tumulto contra a igreja será a manifestação do filho da perdição, que se levanta contra tudo que é objeto de culto e adoração, mas que também será permitido que faça guerra contra os santos e os vença (II Ts 2:3,4; Ap 13: 7).
Como está sua vida diante de Deus? Como está o seu cristianismo ante as coisas que este mundo oferece?

Nenhum comentário:

Postar um comentário