segunda-feira, 29 de abril de 2013

RECEBENDO A PLENITUDE DE CRISTO


João 1:15-18



15 João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.
17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.

O evangelista continua a falar sobre o precursor de Cristo, João Batista, primo do Senhor. O judeus achavam que sua lei era perfeita porque fora dada por Deus. De fato isto ocorre, e realmente a Palavra de Deus é perfeita. Mas o que eles não sabiam e não conseguiram aceitar que a lei apontava para uma grande personagem, o Messias, e que este por sua vez já estava às portas na pessoa de Cristo. Ele não era apenas a promessa da lei, mas era a complementação e o objetivo dela. João Batista mostra claramente que Jesus é a plenitude da própria lei, e que nós precisamos receber desta mesma plenitude.

Para recebermos a plenitude de Cristo precisamos:


1.   Reconhecer sua primazia (v. 15)

“João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.”

João Batista foi o homem que a Bíblia afirma que ninguém seria maior do que ele (Mt 11:11). Mas é interessante notar que o mesmo que o exalta como o maior o coloca como menor. Esta ideia está ligada à imensa humildade que havia no coração de João. Por isso, apesar de sua posição espiritual diante do próprio Deus, ele sabe que Jesus precisa ser primeiro.
Claro que devemos entender que o ponto central da expressão é a eternidade de Cristo. Com base no que o evangelista João fala que o Verbo era Deus e estava com Deus. Jesus é um ser não-criado e existente desde sempre. Mas podemos tirar outra lição deste texto para que possamos aplicar em nossas vidas.
Muitos falam em fazer o melhor para Deus. Usam este argumento para justificarem sua pompa, seu luxo, sua prepotência. É interessante notar que Deus, em nenhum lugar da Bíblia pede para que ofereçamos o melhor, antes o que Deus pede é que Ele precisa ser o primeiro em nossas vidas.

João coloca Jesus em seu devido lugar, ou seja em primeiro. É isto que precisamos ter também em nossas vidas, a primazia de Deus. É esta a ideia, por exemplo do dízimo. Deus não pede tudo, mas apenas a primeira parte.
Se queremos realmente sermos aceitos por Deus temos que colocar Jesus em primeiro lugar em nossa vida. Isso significa que ele deve estar acima de tudo e de todos. Isso significa que nada pode ser comparado a Ele. Nem mesmo sua mãe, ou qualquer personagem bíblica. Se queremos realmente sermos aceitos por Deus temos que colocar Jesus em primeiro lugar em nossa vida. Isso significa que ele deve estar acima de tudo e de todos. Isso significa que nada pode ser comparado a Ele.

2.   Aceitar a obra de sua graça (v. 16)

E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.”


Há uma grande dificuldade em se conseguir entender o que significa a salvação pela graça. Muitos tentam explicar, mas acabam por complicar. A grande maioria tende a achar que a obra da graça compreende apenas o aspecto simbólico e que no demais precisamos trabalhar para alcançar a salvação.
O que João Batista está mostrando que a obra de Cristo é completa. Através da cruz Jesus alcança aqueles que aceitam sua mensagem e os salva completamente, pela graça. Nada que nos ocorra pode nos tirar desta situação.
É por isso que apenas se diz que a pessoa deve aceitar a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Como aceitar a Cristo compreende aceitar a sua obra como sendo completa. Aquele que aceita esta obra não precisa mais fazer nada para alcançar a graça, apenas precisa dar provas de que foi alcançado. Paulo mostra em Efésios 2:8-10 esta proposição. Somos salvos pela graça, através da fé que temos na obra da cruz, assim sendo, somos transformados em novas criaturas para andarmos nas boas obras. Repare, as boas obras devem ser o resultado da transformação, não o contrário.
Quando se acha que precisa pagar promessa, penitência, ou coisas semelhantes a essas para se alcançar a graça, é na realidade a prova de que de fato nunca a alcançou.

3.   Desfrutar da perfeição de sua obra (v. 17)

“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”

Os judeus viviam, e ainda vivem, presos à lei. Na época que aparecem João e Jesus havia um grande empenho dos fariseus para que os judeus ficassem amarrados às questões da lei. Tanto João, como Jesus, surgem para quebrar esta ideia.
No verso em questão João não está dizendo que a Lei não era perfeita. Se pensarmos assim entramos em contradição com diversos textos, inclusive do Novo Testamento, que afirma que a lei é perfeita.
O que devemos ter em mente que a lei apenas apontava para algo que a completaria, ou que seria seu objetivo final. É como um projeto ou uma construção. O esqueleto formado por vergalhões não é a obra, nem por causa disso são imperfeitos, eles ali estão para sustentarem a obra completa.
Quando a lei apontava para Jesus, ela o fazia de forma a dar corpo a toda obra salvadora. Jesus é o acabamento desta obra, mas a lei é boa e perfeita. Mas a perfeição, assim como em uma obra, só pode ser vista no acabamento. Jesus é isto aí. É isto que Paulo quer dizer quando afirma que o fim da lei é Cristo (Rm 10:4). A ideia não é de término, mas de finalidade ou objetivo. A lei não finaliza em Cristo, mas se completa. Ela aponta para o pecado e a solução dele, Jesus, o Messias.
Com este acabamento perfeito sobre uma lei perfeita, podemos desfrutar da obra de Deus em nossas vidas. É por isso que não consigo entender como pode alguém que se diz servo de Cristo viver de forma entristecida e abatida constantemente. Como pode alguém que é fruto da obra perfeita de Deus não conseguir se alegrar com a presença de Deus em sua vida e com a eternidade garantida através da cruz? Como pode alguém que realmente experimentou a graça de Deus precisar de métodos de autoajuda, ou coisas desse tipo? O que tem faltado para muita gente é uma experiência verdadeira de salvação para desfrutar da perfeição de sua obra. Não quero dizer que não procurem profissionais das áreas específicas, de forma alguma, mas quero dizer que se Jesus for buscado da forma que Ele deve ser buscado, todas as demais coisas serão acrescentadas (Mt 6:33).

4.   Crer que somente Ele representa a Deus (v. 18)

“Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.”

As expressões do verso 18 destacam a filiação e a divindade de Jesus. O Filho unigênito carrega o peso desta ideia. Jesus é o verbo que se faz carne para mostrar a glória de Deus. Porém, mais do que isto, as expressões mostram que Jesus é o meio de conhecermos a Deus em sua plenitude.
O mestre declara que ninguém vai ao Pai senão através dele (Jo 14:6). Isto implica que a revelação de Deus se completa inteiramente em Cristo. Nada mais pode nos fazer conhecer a Deus da forma que Ele deseja ser conhecido senão através da pessoa e da obra de Jesus Cristo, o Verbo encarnado.
Meu amado, ou amada, talvez você esteja buscando tantos meios de ter um relacionamento com Deus, mas ainda não experimentou o verdadeiro sentido desse relacionamento. Quero lhe afirmar que através da fé em Cristo e em sua obra você alcança esse relacionamento.
Através da fé e do arrependimento podemos nos aproximar de Deus em Cristo Jesus. A fé no sentido de crer que o que ele fez é suficiente. O arrependimento no sentido de saber que não somos capazes de sair de nossa situação de pecadores. Aceite esta verdade em sua vida e permita que Jesus transforme seu coração.


Nenhum comentário:

Postar um comentário