segunda-feira, 15 de abril de 2013

UMA FALSA RELIGIOSIDADE - PARTE 2


CONSEQUÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA

Oseias 9:1-17


No sermão anterior vimos que Oseias nos mostra os aspectos e características de uma falsa religiosidade. No atual, ainda dentro do mesmo capítulo e título, veremos as consequências da falsa religiosidade.
Neste poema profético Oseias mostra que o cativeiro de Israel teve como causa primária a desobediência dos reis e do povo. Em todo livro o profeta se prende a mostrar que Deus está sempre pronto amar e perdoar o seu povo, porém este está sempre pronto a pecar e a trair o seu Senhor. Deus, por sua vez, derrama sua ira sobre o povo por causa do pecado.

Devemos ter consciência que a longanimidade de Deus tem um limite. É exatamente o limite de sua justiça. Deus não se agrada do pecado e não aceita que pequemos, principalmente com uma capa de espiritualidade, como era o caso de Israel nos dias do profeta.
A seguir passaremos a descrever as consequências que vêm sobre o povo em função da desobediência aos mandamentos do Senhor.

1.   Traz o castigo de Deus sobre todos (v. 2, 3, 9)

 No versículo 3 vê-se claramente que o castigo recairia sobre o povo como um todo. Mesmo aqueles que, como Oseias, alertavam contra o pecado, também sofreriam as consequências do pecado.
Eis um motivo para estarmos sempre preparados. Deus manda o castigo sobre o povo, e  todos que fazem parte deste sofrerão as consequências. Não sei se isto está ligado ao fato de que o verdadeiro povo se torna complacente com o pecado, ou até mesmo participante dele.
Creio que devemos tomar cuidado, pois isto pode estar ocorrendo nos nossos dias. Quantos do real povo de Deus estão calados diante do pecado que tem assolado a igreja do Senhor! Quantos preferem direcionar seus sermões para autoajuda, motivação, ou coisas deste tipo, ao invés de alertar o povo contra o pecado. São mensagens feitas em nome do amor, mas na realidade muito longe da vontade soberana de Deus que toda sua Palavra deve ser pregada. Que toda Escritura é inspirada e proveitosa.
Quantos também do povo preferem congregar aonde se sentem bem, mesmo que não seja a Palavra de Deus o centro da mensagem e a glória de Deus o alvo principal. Mesmo que use a igreja apenas como clube social onde se possa ter reuniões regulares ou livrar seus filhos das drogas e da violência, mas nem se quer se lembram da eternidade que é o ponto central das Escrituras.
No Antigo Testamento, o remanescente de Deus também sofreu junto com aqueles que pecavam. Por isso devemos estar preparados para que Deus seja glorificado em nós, quer na vida, quer na morte.

2.   Deus não aceita o culto (v. 4, 5)

Já em capítulos anteriores Oseias deixa claro que Deus não aceita o culto oriundo de um coração impuro, agora Ele ratifica o fato. Israel achava que agradava a Deus porque cumpria seus ritos, ou porque obedecia os mandamentos, mas isto não agrada a Deus se nossas vidas estão vazias de santidade e amor ao Senhor, se visamos apenas nossos próprios interesses.
Hoje vivemos momentos bem semelhantes. Muitos acham que estão agradando a Deus porque cumprem rituais; porque participam dominicalmente ao santuário. Mas o fato que estamos longe de Deus tanto quanto estava Israel nos dias de Oseias. Nossos cultos estão pomposos, mas vazios. Muitos estão cheios de pessoas vazias. Quantos ainda vivem como se não tivessem sido transformados pelo Espírito Santo. Há também aqueles que não conseguem se livrar de seus vícios pessoais. Há tantos outros que não se arrependem de seus pecados, mas acham que tem direitos no reino por causa do amor de Deus.
Não podemos passar a semana em frente da TV e achar que no domingo nosso culto será aceito por Deus. Não podemos achar que passamos todos dias sem falar do evangelho da cruz para o coração do homem pecador e no domingo Deus vai se agradar de nosso culto. Nosso culto começa na segunda-feira e se estende por toda semana.

3.   Ocorre desequilíbrio nas famílias (v. 10, 11)

Oseias mostra que o povo ia a Baal para agradecer pela colheita. No verso 11 vemos que isto traria consequências para as famílias. No caso Deus promete cerrar a madre para que não haja mais nascimentos. O que fica implícito aqui é a ideia da família destruída e desequilibrada.
Parece que em nossos dias isto tem ocorrido. Muitos lares se desequilibram pela falta da presença do verdadeiro Deus na vida das pessoas. Muitos lares se desequilibram pela ausência da santidade de Deus na vida de seus membros.
Para se resgatar o equilíbrio nas famílias é preciso resgatar o equilíbrio espiritual. Precisamos saber reconhecer nossas falhas e pedir a Deus que nos dê força para vencer. Quantos lares hoje estão distantes dos mandamentos de Deus. Isto só gera desequilíbrio dentro de casa.
Uma falsa religiosidade gera desequilíbrio na família em muitos sentidos, mas nada se compara ao desequilíbrio espiritual que ocorre dentro de casa. Nada se compara ao fato de que Deus não habita em todos os membros da família.

4.   Ocorre a rejeição de Deus (v. 15)

“...não os amarei mais...”

Eis uma expressão forte vindo de Deus: “não mais os amarei”. Alguns poderiam se perguntar: “Mas Deus sendo amor não continuaria amando para sempre?”. Um dos pontos complexos do ser humano é entender a perfeita harmonia que há nos atributos de Deus. A mesma Bíblia que apresenta a Deus como sendo amor (I Jo 4:16), apresenta-o como sendo fogo consumidor (Hb 12:29), isto no sentido de sua ira. Quando pecamos contra Deus Ele age em primeiro lugar com sua longanimidade, ou seja, poderia nos punir imediatamente, mas não o faz. Depois ele age com sua misericórdia, nos mantendo vivos para que possamos ouvir a mensagem. Depois Ele age com sua graça com aqueles que aceitam a cruz, mas mantem sua ira sobre os que não aceitam. Ao manter esta ira significa que um dia ela será derramada sobre aqueles que estão nela. O que vemos no Antigo Testamento, e isto ainda pode ser visto de outras maneiras hoje, é o derramar da ira sobre uma pessoa, um grupo ou nações, nesse sentido, o amor de Deus não existe mais, resta somente sua ira. Ou seja, Deus rejeita aqueles que se mantêm no pecado.

Quero concluir rogando que cada um faça uma análise de sua religiosidade diante de Deus. Talvez você esteja vivendo de uma forma que pensa agradar a Deus, mas na realidade está muito longe da vontade do Senhor de todo universo.

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