segunda-feira, 17 de junho de 2013

CORROMPIDOS PELA IDOLATRIA



Oseias 13:1-4



Desta vez a expressão Efraim diz respeito a tribo. É uma alusão à reputação que a tribo tinha quando andava conforme a Palavra de Deus. Nesse trecho que acabamos de ler Oseias vai mostrar os resultados que se colhe quando a idolatria está presente no meio do povo. Vamos trabalhar em duas áreas. Na primeira, veremos o problema propriamente dito. O que ocorre quando um povo se deixa levar pela idolatria.
Na segunda parte estaremos analisando como se pode voltar e estar novamente na presença de Deus.


 O problema da idolatria


Os primeiros mandamentos do decálogo trabalham para que possamos evitar cair neste mal. O ser humano gosta de ter coisas palpáveis. Daí a necessidade de ídolos em diversas áreas. Seja no esporte, na televisão, na música, na guerra, na paz, ou em qualquer outra área, sempre o ser humano busca mirar em alguém.
O que Deus procura nos mostrar com os primeiros mandamentos é que não precisamos de nada disso. O Senhor está a nos alertar sobre sua suficiência em nossas vidas.
O profeta mostra que tudo começou muito bem. Efraim era uma tribo que servia de exemplo para as outras tribos por causa de sua postura firme dentro dos propósitos de Deus. Vejamos os problemas que a idolatria traz.

1.   Fere a reputação e o testemunho (v. 1)

“Quando Efraim falava, tremia-se; foi exalçado em Israel; mas ele fez-se culpado em Baal e morreu.”


Oseias afirma que Efraim morrera por causa de sua idolatria. Efraim aqui não significa mais Israel, mas é a tribo propriamente dita. A ideia do profeta é mostrar que a credibilidade de Efraim começa a cair quando ela deixa de depositar sua confiança inteiramente em Deus. Porém, sua reputação não fica ferida apenas diante de Deus, mas as outras tribos deixam de confiar em Efraim. O seu testemunho fica manchado e abalado. Ele não produz mais os efeitos desejados.
Isto ocorre quando a igreja também é movida a ídolos. Uma igreja idólatra mancha seu testemunho e sua reputação diante da sociedade. Ela não consegue mais o efeito desejado a saber: que conheçam o verdadeiro caminho para a salvação. Uma igreja idólatra é uma igreja manchada pelo pecado e tende a ser levada para o abismo espiritual, a morte.

2.   É um caminho de morte (v. 1)

“... mas ele fez-se culpado em Baal e morreu.”


A linguagem de Oseias é puramente espiritual. A idolatria parece ser boa. Ela parece atender nossos anseios através da materialização da fé, mas isto só nos afasta cada vez mais de Deus.
Talvez você esteja lendo isto nunca parou para pensar que quanto mais idólatra, mas longe de Deus, e quanto mais longe do Senhor, mas próximo da morte. Veja o que diz o sábio Salomão:


“Há caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.” (Pv 14:12; 16:25)

A repetição deste verso mostra o quanto é importante não se iludir com o caminho da idolatria e da religião fácil. Dos ritos místicos que não têm valor algum para Deus. Mas infelizmente a idolatria tende a aumentar cada vez mais o pecado.

3.   Aumenta ainda mais o pecado (v. 2)

“E, agora, multiplicaram pecados e da sua prata fizeram uma imagem de fundição, ídolos segundo o seu entendimento, todos obra de artífices, dos quais dizem: Os homens que sacrificam beijam os bezerros.”


Parece algo que Paulo fala em sua carta aos Romanos. Nesta carta o apóstolo dos gentios coloca a idolatria e o homossexualismo como sendo um dos pontos mais baixos da humanidade. E ele então afirma:

“Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!”

O homossexualismo e a idolatria são a sarjeta espiritual da humanidade. É exatamente isto que Paulo deixa claro no capítulo 1º de sua carta aos romanos. Oseias está dizendo que o pecado de Efraim, no caso a idolatria, faz com que outros pecados se multiplicam. Como é triste quando as pessoas buscam a religião segundo seu entendimento. Oseias mostra que nossa fé precisa ser embasada em uma vida longe da idolatria. Tudo que se baseia em idolatria não passam de valores passageiros.

4.   Os valores e as obras se tornam passageiros (v. 3)

“Por isso, serão como a nuvem de manhã e como o orvalho da madrugada, que cedo passa, como o folhelho, que a tempestade lança da eira, e como a fumaça da chaminé.”


A expressão inicial “Por isso...”, ou seja, por causa da idolatria, tudo que Efraim vier a fazer será passageiro e sem valor diante de Deus. Todo esforço não será recompensado, pois no início de tudo Deus já foi rejeitado. É esta a ideia da nuvem, do orvalho, do folhelho e da fumaça, são todas coisas passageiras.
Talvez você pensa que é religioso e com base nisto acha que agrada a Deus. Mas se sua vida for pautada em idolatria, você pode se esforçar ao máximo, e jamais irá alcançar o que Deus realmente deseja. Voltando ao 1º capítulo aos Romanos, Paulo deixa claro que Deus abandona aqueles que vivem na idolatria. Ele abandona aqueles que não cumprem o primeiro grande mandamento, que é amá-lo sobre todas as coisas. É preciso pensar no caminho de volta.


O caminho de volta (v. 4)



“Todavia, eu sou o Senhor, teu Deus, desde a terra do Egito; portanto, não reconhecerás outro deus além de mim, porque não há Salvador, senão eu.”

Deus, através da instrumentalidade de Oseias, faz um alerta final ao povo. Neste alerta encontramos toda base de fé que mais tarde seria pregada pela Igreja Primitiva. A salvação não tem sua fonte em nosso merecimento, nem tão pouco em nossas forças. Nossa salvação vem do Senhor, e somente dEle. Ninguém pode atender nosso clamor a não ser o próprio Deus.
Depois de vermos o que ocorre quando se desvia do caminho do Senhor, passaremos a ver como podemos fazer o caminho de volta. Neste versículo em destaque aprendemos coisas simples que precisamos fazer.

1.   Render-se ao senhorio de Deus

“... eu sou o Senhor, teu Deus, desde a terra do Egito”


Na versão Revista e Corrigida, de João Ferreira de Almeida, por 167 vezes encontramos a expressão “eu sou o Senhor”. Esta expressão demonstra algo que mais tarde em Cristo fica ainda mais claro. Devemos aceitar o senhorio de Deus sobre nossas vidas.
Deus criou todas as coisas, e nada do que existe está aí por acasos. Ele é o Senhor do céu e da Terra. Ele controla tudo que ocorre na natureza, do pôr do sol ao cair de um fio de cabelo. Não se pode dizer que se é um cristão, se não se aceita este senhorio.
O cristianismo é uma religião que se diferencia das outras em muitos aspectos. Um deles é o entendimento deste senhorio de Deus. Aceitar o senhorio de Deus é saber que Ele tem o melhor para nós, ainda que não seja nesta vida. É reconhecer que nada ocorre por acaso em nossas vidas, pois ela está inteiramente nas mãos do Senhor.
Aceitar o senhorio de Deus é aceitar o que Ele determina, mesmo que não seja o que julguemos correto. Quando questiona-se um ser absoluto, questiona-se sua própria existência. Ou você crer em um deus absoluto em seu senhorio, ou você não tem o Deus verdadeiro em seu coração.

2.   Reconhecer a Deus como único

“...não reconhecerás outro deus além de mim...”


Israel estava levantando altares para Baal. O povo fazia festas em honra a colheita que Baal proporcionava. Eles não conseguiam ver que era Deus quem dirigia tudo. Que o Senhor estava no controle de tudo.
Quando se que há padroeiro disso ou daquilo, estamos dizendo em outras palavras que Deus não é único. Quando não confiamos que Deus é capaz de fazer o que ele quiser, e que todas coisas estão debaixo de sua potente mãos, estamos negando que Deus é único.
Quando achamos que devemos pagar penitências ou confessar nossos pecados secretos a um sacerdote, mas nunca nos derramamos diante de Deus na oração em nosso quarto, estamos dizendo em outras palavras que Deus não único.
Fazer imagem de escultura, encurvar-se a elas, vai além de simplesmente reverenciar uma imagem; é a confiança depositada em outro ser humano, ou em um deus que não existe. Não há diferença entre o culto a Baal e o culto a qualquer imagem que se cria, é idolatria, mas acima de tudo é falta de confiança no Deus único.

3.   Aceitar a salvação que ele oferece

“... porque não há Salvador, senão eu.”


Povo de Israel cria que podia através de seu culto e de seu ritualismo conseguir a salvação de Deus. Mas ao mesmo tempo cria que podia adorar a Baal e não se punido por Deus.
Este é o terceiro ensino que aprendemos neste verso. Há muitos ainda que querem se salvar por méritos próprios. Há muitos ainda que acham que precisam pagar uma penitência para conseguir alcançar uma graça. O nome já diz tudo, é graça, significa que sempre será algo que não se merece. Significa também que por mais que façamos nunca iremos fazer dentro daquilo que realmente Deus quer.
Isto significa que devemos aceitar resignados a salvação que Deus nos oferece. Ele nos oferece a salvação tão somente mediante a confiança de sua obra na cruz. Não há outro meio para conseguirmos isto. Não outro meio de se alcançar a graça, pois esta, ninguém alcança, mas se é alcançado por ela.

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