domingo, 23 de junho de 2013

TESTEMUNHANDO DE JESUS



João 1:35-51



35 No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos.
36 E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.
37 E os dois discípulos ouviram-no dizer isso e seguiram a Jesus.
38 E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras?
39 Ele lhes disse: Vinde e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima.
40 Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João e o haviam seguido.
41 Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).
42 E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
43 No dia seguinte, quis Jesus ir à Galileia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.
44 E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
45 Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
46 Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê.
47 Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
48 Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira.
49 Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.
50 Jesus respondeu e disse-lhe: Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
51 E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem.

Esta passagem ocorre antes de Jesus ir para o deserto. Embora a maioria acredite que ocorra depois, não consigo ver por essa ótica. João dá uma sequência cronológica que se inicia com a chegada da comitiva dos fariseus para interrogá-lo e vai até as bodas de Caná da Galileia. Mateus e Lucas não falam quando, ou em que momento Jesus foi levado para o deserto. Apenas se sabe que depois do batismo Ele foi conduzido ao deserto. Creio que é irrelevante esta preocupação.
Outra questão aqui é mais adiante, em Mateus e Lucas, a chamada de Pedro e André parece ocorrer de outra maneira. Mas o fato é que temos que separar as coisas. Em um primeiro momento, André e seu irmão vão até Jesus e se tornam seus discípulos. É isso que João está narrando agora. Em outro momento, Jesus os convoca para se tornarem apóstolos. São dois momentos distintos e não há contradição alguma. Mesmo em nossas vidas, primeiramente somos chamados para sermos discípulos do Senhor, depois recebemos os nossos ministérios. Dada esta explicação voltemos ao texto.
O texto em questão compreende o segundo e terceiro dias após o encontro de João Batista com a comitiva enviada pelos judeus. O texto é um exemplo típico de como o evangelho deve ser propagado através do testemunho daqueles que creem nele.
Passemos a descrever como Jesus deve ser apresentado, mesmo através de nosso testemunho.

1.   Jesus deve ser apresentado pelo seu sacrifício (v. 36)

“... eis o Cordeiro de Deus...”


João, o batista, encontra-se com dois de seus discípulos, André, irmão de Pedro era um deles. Ao ver novamente Jesus ele afirma: “Eis o Cordeiro de Deus”. João está fazendo alusão ao que ele mesmo havia dito dois dias antes. Ele reitera a expressão para seus discípulos para que eles possam entender quem de fato é o Messias. Vimos nos sermões sobre o primo de Jesus que ele sempre procurava tirar a atenção de si e apontar para Jesus. Isto deve servir de ensino para nós hoje, quando muitos gostam de se apresentar e não de apresentar a Jesus.
Mas a expressão “eis o Cordeiro de Deus” denota muito mais. Ela aponta para todo símbolo dos sacrifícios do Antigo Testamento. É o fato de termos de entender que o ponto máximo do ministério de Jesus não foi seu nascimento, nem tão pouco a sua ressurreição, mas a sua morte. Foi com sua morte que Jesus nos livrou das terríveis consequências dos nosso pecados. O homem sem Jesus está completamente perdido. E se não compreender o que significa este sacrifício, mesmo sendo religioso, ainda não aceitou de verdade a Cristo.

2.   Jesus deve ser apresentado pelos seus ensinos (v. 38)


A expressão rabi é utilizada pela primeira vez para Cristo. É um tratamento extremamente respeitoso e que deve ter causado já algum alvoroço entre os sábios entre o povo. Afinal, Jesus não passava de um filho de carpinteiro.
Os ensinos dele começam a ganhar espaço entre o povo. Jesus começa e se destacar agora como adulto e não como um adolescente que admirou a todos com seu conhecimento. O mais interessante até aqui é que Jesus ainda não tinha feito nenhum milagre. Ele estava se destacando pelo seu ensino, pela sua doutrina.
Se queremos realmente testemunhar de Jesus, precisamos nos esforçar para mostrar o que Ele ensinou. Em Mateus 28, no texto conhecido como a Grande Comissão, Jesus está encerrando o seu ministério físico na terra e afirma que seus discípulos precisavam ir e fazer discípulos (v. 19), e isto através do ensino (v. 20).
Ninguém pode dizer que é seguidor de Cristo, se não segue os ensinos dEle. Ninguém pode dizer que prega o evangelho se não for através da exposição dos ensinos de Cristo.

3.   Jesus deve ser apresentado pela sua retidão (v. 47)

“Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!”

A ideia de Cristo apresentar Natanael como verdadeiro israelita é muito interessante. Ele mostra que Natanael tinha um coração puro dentro daquilo que a lei estabelecia. Paulo escrevendo sua carta aos romanos disse que nem todo aquele que é de Israel é um israelita (9:6). As ideias de Paulo e de João se aproximam muito. O primeiro refere-se a ideia da religiosidade vazia que muitos dos que se achavam eleitos por serem judeus mostravam. O segundo faz referência a ideia de que Jesus conseguiu cumprir a lei integralmente, principalmente o sentido real da mesma, não no sentido que os judeus a interpretavam.
Mas acima de tudo o que João e Paulo estão nos ensinando é a santidade. Jesus foi o único ser humano que conseguiu viver totalmente dentro do padrão que Deus estabeleceu. Esta ideia é muito bem aplicada na carta aos hebreus quando o autor nos mostra que devemos olhar para Jesus como autor e consumador de nossa fé. Olhar para Jesus implica em olhar para sua santidade e tomá-la como padrão para nossas vidas. É isto que João está tentando mostrar também. Quando se fala de Jesus pensa-se normalmente no lado histórico, ou no seu lado sobrenatural, Jesus deve ser apresentado pela sua santidade.  

4.   Jesus deve ser apresentado pela sua divindade (v. 48)


Jesus vê Natanael antes mesmo de estar com ele. Este fato demonstra o lado divino de Cristo. Há grupos que se dizem cristãos, mas não aceitam a divindade de Cristo. Se você não aceita a divindade de Cristo você está dizendo que não o aceita em sua totalidade. Jesus é homem e Deus, integralmente, e deve ser apresentado desta forma.
João, o evangelista, começa o seu evangelho falando da divindade de Jesus, e esta divindade pode ser vista tanto no seu evangelho, como em sua primeira epístola e Apocalipse. Se não apresentamos Jesus em sua divindade, não o apresentamos totalmente.
A Bíblia nos mostra que só em Deus há salvação (Os 13:4), e esta se cumpre em Cristo. Fora de Deus não há salvação, e se Ele coloca Jesus para nos salvar, logicamente se materializa nele (At 4:12).
Amado, se você realmente deseja aceitar a Jesus precisa entender que Ele é o próprio Deus que se fez carne e se humilhou para resgatar o seu povo. Não há outro caminho para salvação fora de Jesus, o Deus encarnado.  

5.   Jesus deve ser apresentado pelo que realmente oferece (v. 51)


Neste versículo João faz referência aquilo que é mais importante para o evangelho, a eternidade. A ideia dos céus abertos e anjos se movimentando, trata do que realmente Jesus veio nos oferecer.
Pregar Jesus somente como aquele que pode aliviar nossas dores nesta vida é algo muito vago perto daquilo que realmente oferece. Pregar a Jesus somente como sendo aquele que vai lhe curar uma doença ou lhe tirar de um vício, é algo muito limitado. Jesus vem para abrir o caminho para o céu, mas, como diz o hino do Cantor Cristão, “nunca irei entrar no celeste lar se o caminho da cruz errar”.
Jesus abre o caminho para o céu através de seu sacrifício. É por isso que ele é o Cordeiro de Deus. Jesus abre o caminho para o céu através de seus ensinos. Jesus abre o caminho para o céu através de sua perfeição e santidade. Jesus abre o caminho para o céu porque Ele é o próprio Deus, feito em carne para nos redimir e salvar. Aceite-o hoje e permita que Ele guie a sua vida.

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