quarta-feira, 10 de julho de 2013

A REALIDADE DA PUNIÇÃO DE DEUS

Oseias 13:12-15


Oseias não reduz o tom de seu discurso. Ele, através do mandato de Deus, chama atenção do povo de uma forma veemente. O povo não se quebranta. Israel se mantem no caminho do pecado. Parece que não acredita na punição que pode vir de Deus.
Hoje nosso povo parece viver do mesmo modo. Pessoas vivem um cristianismo relaxado e distante da Palavra de Deus. Vive-se como se a ira e a disciplina de Deus não fossem uma realidade na vida. Deus ama seu povo, mas este amor não o impede de discipliná-lo, não impede de derramar seu furor diante do pecado não confessado, diante de uma vida longe de sua vontade. Esse trecho que lemos mostra exatamente essa realidade, a realidade da disciplina de Deus sobre o seu povo. O autor aos hebreus afirma:
“porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hb 12:6)


Passemos a observar o que Oseias nos ensina.

1.   Deus nunca esquece o pecado não arrependido (v. 12)

“Os pecados de Israel foram anotados, as suas maldades foram escritas.” (NTLH*)

Ao descrever a ideia da iniquidade atada e seu pecado armazenado, o profeta está dizendo que Deus não se esquece dos nossos pecados. Eles são como documentos, que naquela época ficavam amarrados e guardados em lugares seguros para não serem perdidos.
Deus nunca se esquece de nossos pecados. Há no coração de Deus sempre a disposição de perdoar seus filhos, mas ele, apesar de toda sua misericórdia e longanimidade, jamais deixa passar um pecado cometido. Não adianta apenas deixar de praticar o pecado, é necessário que haja o verdadeiro arrependimento e a autêntica confissão (I Jo 1:8-2:1). Jesus é o nosso advogado, mas só fará o trabalho completo se confessarmos.
Israel vivia como se nada tivesse ocorrendo, como se Deus não conhecesse seu coração, seu caminho. Hoje vive-se da mesma forma. Hoje vive-se como se Deus não conhecesse nossa vida e nosso pensar. Peca-se como se nada fosse ocorrer, como se não tivesse consequência sobre os atos cometidos.
Israel estava com seus pecados anotados diante de Deus, nossos pecados não confessados e nossas vidas longe da vontade de Deus também estão registrados. Aquele pecado cometido contra o próximo ou contra Deus, que se acha que não será descoberto, ele também está registrado. Deus conhece nosso caminhar, nosso deitar e levantar. Ele conhece o recôndito do nosso coração. Mas por outro lado, Deus está sempre pronto para perdoar.

2.   Deus dá oportunidade de arrependimento (v. 13)

“Chegou a hora de Israel começar a viver, mas Israel não quer porque não tem juízo; é como uma criança que na hora de nascer não quer sair da barriga da mãe.” (NTLH)

Em todo livro de Oseias a tônica foi o pecado do povo e o desejo de Deus que este se arrependesse e voltasse. Essa é a ideia da expressão “Chegou a hora de Israel começar a viver”, traduzida da Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Ela expõe exatamente o significado do arrependimento. Ao comparar com uma parturiente Deus está mostrando que a falta de arrependimento gera uma angustia tremenda no povo. A dor do parto reflete a ideia que o povo sabe que está em pecado, que reconhece a sua situação, mas infelizmente não consegue voltar para Deus com um arrependimento sincero.
Hoje, muitos reconhecem sua situação, mas não conseguem tomar uma providência diante do seu pecado. Muitos sofrem com os seus pecados, mas ainda insistem em não reconhecer sua situação diante de Deus.
Assim como fez com Israel, Deus faz com o seu povo hoje. Ele chama ao arrependimento. Ele chama para estarmos em sua presença.

3.   Deus não vai aliviar o pecado no dia do juízo (v. 14)

“Será, então, que eu vou salvar o meu povo da morte? Será que vou livrá-los do mundo dos mortos? Ó morte, venha com os seus tormentos. Ó mundo dos mortos, venha com os seus castigos! Eu não terei mais compaixão deste povo!” (NTLH)

No caso de Israel o castigo se consumaria com a vinda da Assíria sobre a nação. Esta é a ideia do versículo 15 quando fala do vento do leste (ele era chamado de sirico).
A parte final da profecia é um tipo. Apesar dos assírios serem terríveis, estas atrocidades não foram registradas. A profecia tem um cumprimento mais adiante. Será a grande tribulação como nunca se viu igual (Dn 12:1, 2). Jesus alertou que naquele dia as grávidas tinham que tomar cuidado especial (Mt 21:23).
Paulo usa este trecho em I Coríntios para retratar a nossa vitória completa sobre o pecado e seu resultado principal, a morte (I Co 15:54,55). A morte é o grande castigo pelo pecado, mas em Cristo somos libertos. Em Cristo Deus cumpre a pena que seria nossa, mas ao mesmo tempo devemos viver para Ele daquele momento em diante. Deus não alivia a pena, simplesmente a transfere para Cristo, este por sua vez paga a nossa dívida e rasga a cédula da nossa promissória (Cl 2:14).
Independente do significado profético, devemos ter uma aplicação direta para nossas vidas. Deus não tem como inocente aquele que pecado contra Ele. Devemos ter em nossos corações a disposição de nos arrepender diante de Deus. De reconhecer nossa situação para que a justiça de Deus não recai sobre nós. Em Cristo somos justificados, nEle somos santificados diante do Pai. Precisamos realmente nos arrepender diante de Deus.



* Nova Tradução na Linguagem de Hoje

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