terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PROFETIZANDO O QUE DEUS QUER

 Lucas 4:14-30


14 Então, pela virtude do Espírito, voltou Jesus para a Galiléia, e a sua fama correu por todas as terras em derredor.
15 E ensinava nas suas sinagogas e por todos era louvado.
16 E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler.
17 E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito:
18 O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração,
19 a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.
20 E, cerrando o livro e tornando a dá-lo ao ministro, assentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele.
21 Então, começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos.
22 E todos lhe davam testemunho, e se maravilhavam das palavras de graça que saíam da sua boca, e diziam: Não é este o filho de José?
23 E ele lhes disse: Sem dúvida, me direis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; faze também aqui na tua pátria tudo o que ouvimos ter sido feito em Cafarnaum.
24 E disse: Em verdade vos digo que nenhum profeta é bem recebido na sua pátria.
25 Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;
26 e a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a Sarepta de Sidom, a uma mulher viúva.
27 E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.
28 E todos, na sinagoga, ouvindo essas coisas, se encheram de ira.
29 E, levantando-se, o expulsaram da cidade e o levaram até ao cume do monte em que a cidade deles estava edificada, para dali o precipitarem.
30 Ele, porém, passando pelo meio deles, retirou-se.


Segundo Mateus, Jesus volta para Galileia por saber que João estava preso (Mt 4:12-17). Isto parece ser confirmado por Marcos (Mc 1:14-15).
Por duas vezes Jesus volta à sua terra, esta é a primeira. Somente Lucas narra esta passagem.
Não são tradições de igreja que devem reger a mensagem do pregador. Dois problemas são levantados por Cristo: a soberania de Deus e o valor da mensagem sobre os milagres.
Eles ficaram nervosos com Jesus porque Ele tocou na soberana vontade de Deus. Eles queriam milagres, mas Jesus mostra que não precisavam pois o mais importante é a profecia, ou seja, a pregação. Ele explica que Deus cura quem quer e salva quem quer. Havia muitas viúvas em Israel, mas aprouve a Deus salvar e ajudar apenas a de Sarepta. Havia muitos leprosos, mas Deus salvou apenas a Naamã, que nem sequer era judeu. A soberania de Deus não pode ser discutida. Devemos apenas descansar que Ele quer sempre o melhor para nós e para a sua Glória
Outro problema que Jesus mostra é quando a religiosidade se torna apenas uma rotina em nossas vidas e nos acostumamos a ela, mesmo quando esta é uma verdade. Jesus estava sempre no meio deles. E, embora admirassem seu ensino, estavam acostumados com Ele e o achavam apenas o carpinteiro, filho de José e de Maria, irmão de Tiago, Simeão, Judas e José.

Para que possamos reconhecer um profeta que fala da parte do Senhor:

1.               É necessário que haja direção do Espírito (v. 14, 18)

Jesus era dirigido sempre pelo poder do Espírito Santo. Sua vida era baseada na força que vinha do Espírito Santo. Os pregadores da época visavam sempre seus interesses, mas Deus levantou João e agora levanta Jesus.
Hoje muitos estão dizendo que não precisam frequentar a igreja por causa da falsidade e das falhas. De fato há muitas, mas também na época de Jesus havia. Mas assim como naquela época Deus tem levantado homens para pregarem a Palavra de Deus. Para exporem aquilo que realmente Deus deseja em seu coração.
Mas para que possamos saber isto precisamos fazer como os bereanos, conferirmos pela Palavra de Deus (At 17:11). Qualquer pregação movida de interesse, descentralizada da Bíblia, centralizada no homem e desprovida de uma interpretação séria, não pode ser considerada uma pregação que vem do Espírito Santo.
Jesus usa Isaias para mostrar que o Espírito do Senhor estava sobre ele. O Espírito do Senhor estava guiando cada passo de Jesus.
Todo pregador deve buscar ter sua mensagem baseada acima de tudo na unção que vem do Espírito, não por sinais ou coisas assim, mas pela Palavra. Eles queriam que Jesus fizesse milagres, assim como em outros lugares, mas o que Jesus queria é que ele entendessem o que era o verdadeiro evangelho.

2.               É necessário que haja ensino (v. 15)

Jesus ensinava de forma clara e objetiva acerca do reino de Deus e do arrependimento necessário.
A pregação não pode ser apenas uma explicação baseada em experiências pessoais do pregador ou de pessoas que o cercam. A pregação precisa trazer ensino para a vida daqueles que estão ouvindo.
Muitos querem ir à igreja apenas para serem abençoados, mas o que devemos ter em mente que nosso encontro de adoração deve ser acima de tudo para aprendermos mais de Deus, de sua Palavra e principalmente da pessoa e obra de Jesus Cristo.
Jesus ensinava onde quer que passava. A expressão usada implica que havia doutrina na pregação de Jesus. Não era algo apenas para fazer mover o sentimento das pessoas, mas era algo para fazê-las pensar.

3.               É necessário que haja compromisso (v. 16)

Jesus mantinha o hábito de participar das reuniões regulares. É algo que podemos aprender em nossos dias. Um pastor de igreja deve ser alguém que tenha primeiramente um compromisso com a exposição fiel das escrituras, mas ele também precisa ter compromisso com a frequência em sua congregação.
Muitos hoje vivem viajando, dizendo que buscam conhecimento, mas enchendo-se de conhecimento humano e não da Palavra. Enganam suas igrejas para que possam ter vida de marajá ou para que possam descobrir meios de fazer membros, dizendo que estão fazendo discípulos.
Jesus participava diariamente nas sinagogas. Ele tinha um compromisso com o ensino da Palavra para com aquelas pessoas.
Mas este ensino deve nos alertar acerca daqueles que hoje dizem que não há necessidade de frequentar igreja. Que não há mais necessidade de se reunir. Jesus está mostrando com o exemplo, exatamente o contrário. Mesmo sabendo que a religião de sua época era falida.

4.               É necessário que haja exposição da Palavra (v. 17)


Jesus ensinava como que tendo autoridade (Mt 7:29), isto impressionava àqueles que o ouviam. Mas não era em virtude de falar bem ou se eloquente, mas porque realmente ensinava com conteúdo. Porém, mais do que conteúdo didático ou coisa assim, Jesus expunha o que o texto realmente dizia. Ele não distorcia o texto para agradar pessoas. Ele não alterava o significado do texto para que pudesse ter melhor entendimento. Ele simplesmente expunha a Palavra.
Como hoje carecemos de pregadores que realmente exponham a Palavra de Deus. Paulo, escrevendo a Timóteo, afirma que este devia pregar a Palavra de Deus. O púlpito não é a cadeira de psicanalista ou psicólogo para levar conforto e alívio apenas para coisas desta vida. O púlpito é lugar de levar cura ao pecador.
Precisamos aprender 03 coisas:
1)       Sair da superficialidade;
2)       Evitar a todo custo o evangelho fast food;
3)       Combater com vigor as heresias e falsas doutrinas;

Com estes ensinos podemos caminhar com a exposição da Palavra sem medo, sabendo que é Deus que acrescenta aqueles hão de ser salvos (At 2:47b).



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