sábado, 25 de agosto de 2012

CONFIADOS NA ENERGIA DE DEUS



Max Lucado em seu livro “Simplesmente como Jesus”, nos narra a seguinte história:

Havia uma mulher muito rica e econômica no litoral da Irlanda na virada do Século. As pessoas se surpreenderam ao saber que ela estaria entre os primeiros a pedir energia elétrica em sua residência.
Passado o prazo para a leitura o leiturista apareceu em sua residência para efetuar o registro. Intrigado com o pouco consumo o funcionário indagou à Senhora: ”Seu medidor demonstra que a senhora quase não usou eletricidade!”.
“Certamente”, respondeu ela. “Todos os dias, quando o Sol se põe, ligo as luzes apenas tempo suficiente para acender meus candelabros, depois as desligo”.

Muitos ficam a dizer que é impossível viver da forma que Bíblia nos orienta, ou seja, de forma santa e pura. O que a maioria se esquece é de usar aquele que está dentro dele, o Espírito Santo de Deus, é maior do que o que há no mundo.
Tenho visto irmãos derrotados e abatidos, só pela falta de confiança em Deus. Vejo pessoas que não dão um bom testemunho, com medo de perder emprego, amigos, ou outra coisa. Não conseguem utilizar toda energia disponível de Deus. Estão ligados, mas preferem viver ainda confiados em suas forças.
Faça uma reflexão sobre sua vida cristã. Será que não está na hora de viver da forma que Deus nos pede? Será que não está passando da hora de apagar os candelabros de nossa luz própria e confiarmos um pouco mais no sol da justiça (Ml 4:2).
Que Deus nos capacite para vivermos confiados em sua energia disponível a nós, e não em nossas virtudes humanas frágeis e pecadoras.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O PERFEITO EQUILÍBRIO DA FÉ



Li em uma das fotos do facebook a seguinte frase: “O diabo não se impressiona com estudos maravilhosos, sermões inflamados... mas ele treme quando alguém dobra o joelho e começa a orar, pois ele sabe que Deus vai agir”. É uma frase de efeito psicológico profundo e que deve nos levar a pensar sobre uma vida de oração. Mas estive meditando sobre isto e pensei em algo que vem me incomodando faz algum tempo: Qual é o perfeito equilíbrio da fé?
Vejo que a oração normalmente é muito enfatizada, mas poucos enfatizam a necessidade de uma leitura da Palavra e uma vida de piedade. Nos tempos modernos as pessoas buscam a Igreja para serem ajudadas em suas crises existenciais e assim a oração tem funcionado mais como uma terapia do que como uma forma de mostrar que confiamos em Deus seja qual for a circunstância.
A Bíblia muitas vezes tem sido usada somente como amuleto que dá força para se vencer os obstáculos desta vida. Como podemos ter equilíbrio em nossa fé? Um dos salmos mais famosos da Bíblia responde isto, o Salmo 1. A verdadeira alegria do justo é meditar na lei do Senhor todos os dias, dia e noite. Se o diabo estremece com a nossa a oração, creio que isto é verdade quando esta oração está no centro da vontade de Deus, ele também estremece quando buscamos as respostas para nossos atos na Palavra de Deus.
Outra questão é a pregação. Se ele não se impressiona com a pregação é porque esta não está centrada na cruz. Afinal, a fé vem pelo ouvir da Palavra (Rm 10:17), e não através da oração. Em nenhum lugar das Escrituras vemos que é a oração que me leva à fé, mas é a Palavra de Deus pregada. Não quero tirar aqui o valor de uma oração, longe de mim esteja isto, mas vida de oração sem conhecimento e sem exposição às Escrituras, não tem valor nenhum, é a Bíblia que nos garante isso.
“Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (Os 6:6)

Outra questão é que Paulo exorta seus pupilos, Timóteo e Tito, a pregarem a Palavra. A Timóteo ele alerta que chegaria um tempo que não suportariam a sã doutrina (II Tm 4:3). No complemento do texto ele afirma que muitos desviaram seus ouvidos da verdade e mergulharam em fábulas. Uma pregação que não estremece demônios é uma fábula, um discurso vazio.
Para encerrar quero descrever o que entendendo de um equilíbrio de fé.

A fé equilibrada é aquela onde oramos sem cessar (I Ts 5:17); lemos e meditamos todos os dias na Palavra de Deus (Sl 1:1) e ouvimos a pregação pura da sã doutrina junto com os santos do Senhor (Hb 10:25; Rm 10:17). Este é o perfeito equilíbrio da fé.


Soli Deo Gloria

OS PROPÓSITOS DE UM MINISTRO DE CRISTO


Romanos 15:14-21


Paulo encerra suas argumentações e começa as despedidas. Mas, sabendo que provavelmente seria questionado por judaizantes ele mostra os objetivos do apostolado e sua verdadeira missão. Stott afirma que Paulo volta a falar de uma forma pessoal à Igreja em Roma. Creio que tudo isto é verdade, mas realmente ele caminha para o fim.
Ele deixa claro que os irmãos de Roma pareciam ser bem maduros e cheios de virtudes espirituais(v. 14). Hoje o que mais carecemos é de igrejas maduras e com estas virtudes descritas pelo apóstolo. Paulo expõe à Igreja de Roma que ele escreve ousadamente “para que seja agradável a oferta dos gentios”. O homem de Tarso está preparando terreno para mostrar o grande objetivo dele ir a Roma (15:24). Ele queria, além de conhecer a famosa igreja, ser adotado como missionário daquela igreja.
Sendo assim, neste parágrafo ele vai delinear propósitos de um ministro de Cristo.