domingo, 15 de dezembro de 2013

UMA FÉ SALVADORA

João 4:39-42

 39 E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito.
 40 Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias.
 41 E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra.
 42 E diziam à mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos, porque nós mesmos o temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.


Após o parêntesis aberto por Jesus com seus discípulos volta em cena a mulher samaritana. Quando os discípulos chegaram ela correra para sua cidade e passou a anunciar as coisas que Jesus a havia revelado. Ela mostra que Ele sabia quem ela era e sobre todas as coisas que haviam ocorrido com ela. Nesta pequena passagem vemos alguns passos que nos levam à fé salvadora. O sinais foram feitos por Jesus para que soubessem que Ele era quem dizia ser, mas não é pelos sinais que somos salvos.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A RELEVANTE IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO

João 4:31-38

31 E, entretanto, os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come.
32 Porém ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis.
33 Então, os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém de comer?
34 Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
35 Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa.
36 E o que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem.
37 Porque nisso é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro, o que ceifa.
38 Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.

A mulher samaritana, após largar o seu cântaro, saiu para contar aos outros na cidade. Neste momento chegam os apóstolos e oferecem comida a Jesus. A resposta do mestre deve nos fazer pensar sobre a relevância da pregação na vida Cristã.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A TRISTE REALIDADE DO INFERNO



Hoje decidi escrever sobre algo que muitos têm fugido. Dos nossos púlpitos pouco tem se pregado sobre a triste realidade do inferno. A igreja, ensimesmada, idólatra, antropocêntrica, terapêutica e hedonista; evita falar sobre assuntos que possam desagradar, afinal é preciso manter seus santuários cheios. Mas a Bíblia nos mostra um cenário tenebroso para o ser humano sem Deus.
Jesus, no seu sermão escatológico, em Mateus 24 e 25, encerra-o de uma forma simples e objetiva: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna” (Mt 25:46).  “Estes” compreendem no texto aqueles que não seguiram a vontade de Deus em suas vidas. Muitos têm vivido como se o Deus onisciente e onipresente não existisse. Por causa de uma teologia fraca, pessoas estão vivendo como se Deus salvasse todo mundo, afinal Ele é amor. Mas Jesus deixou bem claro: “E irão estes para o tormento eterno...”.
Nestas expressões de Jesus vemos três realidades latentes. Primeiramente a realidade de ir. Jesus categoricamente fala que irão, não coloca uma possibilidade, nem que se tem uma nova oportunidade, Ele simplesmente afirma: “Irão”. Meu amado ou minha amada se você ainda prefere viver uma vida longe de Deus e de seus desígnios saiba que não há chance diante do justo juiz. Deus realmente é amor, mas, em perfeito equilíbrio de todos os seus atributos, Ele também é fogo consumidor (Hb 12:29). Isaías destaca: “Quem dentre nós habitará com o fogo consumidor?” (Is 33:14). Esta é a realidade da justiça de Deus. Ele é perfeitamente amoroso, mas perfeitamente justo.
Em segundo lugar vemos a realidade do tormento. Há alguns que advogam que o inferno será apenas uma separação definitiva de Deus. Creio que realmente isto seja uma dor imensa para o ser humano. Mas a expressão usada por Cristo denota algo que fere e dói. Não é à toa que o principal símbolo do inferno é o fogo, em destaque o lago de fogo. Sem Cristo no coração esta é a realidade do ser humano. Se você acha que o inferno é aqui, saiba que haverá um tormento muito maior.
A terceira realidade é a eternidade. Muitos defendem a ideia que o sofrimento não será eterno. Jesus usa o mesmo termo tanto para os salvos como para os perdidos para referir-se a eternidade. Isto significa que se haverá um gozo eterno, com certeza haverá um tormento eterno. O aniquilamento seria um prêmio para quem ousou descrer no Deus criador. A pergunta que lhe faço agora: Onde você vai passar a eternidade?
Para que esta triste realidade não exista em sua vida é preciso que você dê alguns passos:
i)                     Reconheça a sua situação de pecador diante de Deus (Rm 3:23);
ii)                   Arrependa-se dos seus pecados verdadeiramente (I Jo 1:9);
iii)                  Entenda que Deus já fez tudo que podia ao enviar Jesus (Jo 3:16; Rm 5:8);
iv)                 Aceite pela fé o sacrifício de Cristo na cruz (Ef 2:8);
v)           Viva de agora em diante debaixo do senhorio de Cristo amando-o e obedecendo-o acima de todas as coisas (Jo 14:15; 15:14);
vi)                 Viva na esperança de encontrar-se com Jesus (I Ts 4:13-17).

Com estes passos, com toda certeza, você se livrará desta triste realidade e terá um lugar muito especial ao lado do Criador.


A Deus toda glória.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

REFORMA CONTEMPORÂNEA


Antonio Carlos G. Affonso

Reforma Agora: O Antídoto para a confusão evangélica no Brasil (FIEL, 2013, 154 páginas) de Renato Vargens é um livro que trata o afastamento da igreja protestante, em especial no Brasil, dos princípios norteadores da reforma protestante do século XVI. O material é de leitura agradável e simples, embora não fuja de uma profundidade suficiente para trazer a luz grandes esclarecimentos.
O livro é dividido em oito capítulos sendo que os seis primeiros o autor se preocupa em mostrar os princípios norteadores da reforma protestante, as cinco “solas”.
No primeiro capítulo Vargens se preocupa em mostrar alguma coisa sobre a história protestante e seu principal expoente, Martinho Lutero. Fazendo um pequeno passeio pela história ele nos mostra questões políticas e teológicas que envolveram a reforma na Alemanha que se espalhou por toda Europa da época. Ele deixa claro que Lutero não queria dividir a igreja, mas sim denunciar os abusos que ocorriam.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O ALVO DE NOSSA VIDA



Lendo o excelente livro de Michael Horton, “Bom demais para ser verdade” da editora Fiel, deparei-me com uma frase que sempre falei de outra forma, mas creio que Horton disse tudo que sempre quis com mais profundidade:

“O alvo na vida não é ser feliz, e sim, ser santo; não é tornar-nos aceitáveis a nós mesmos e aos outros, mas ser aceitáveis a Deus, por meio de Deus” (p. 41)

domingo, 29 de setembro de 2013

UM DIÁLOGO PARA A SALVAÇÃO – parte 2

João 4:19-30

19 Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta.
20 Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
21 Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus.
23 Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
24 Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.
25 A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo.
26 Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo.
27 E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela?
28 Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens:
29 Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo?
30 Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele.

Alguns, por medo de discussão ou por falta de argumentos, afirmam que não devemos discutir religião. Creio que religião deve ser respeitada, mas não quer dizer quer não possamos conversar sobre o assunto.
Quando Jesus encontrou-se com aquela samaritana foi mais do que um encontro entre um homem e uma mulher, mais do que o encontro entre duas raças. Quando Jesus se encontra com aquela mulher é o encontro entre dois grupos que tinham diferentes formas de olhar para Deus e de o servir. A mulher mesmo questiona Jesus quanto a visão religiosa dEle e dos judeus.

domingo, 22 de setembro de 2013

UM DIÁLOGO PARA A SALVAÇÃO – parte 1

João 4:1-18

1 E, quando o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João
2 (ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos),
3 deixou a Judéia e foi outra vez para a Galileia.
4 E era-lhe necessário passar por Samaria.
5 Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José.
6 E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.
7 Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber.
8 Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida.
9 Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)?
10 Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
11 Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
12 És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado?
13 Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede,
14 mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.
 15 Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la.
16 Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá.
17 A mulher respondeu e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido,
18 porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.

O contexto da vida de Jesus que estamos mostra 4 diálogos importantes. O primeiro deles é sua conversa com Nicodemos. Ali Jesus nos mostrou a importância da compreensão do que é de fato se converter. Ele mostra que a grande necessidade do homem é nascer de novo, ou seja, ser transformado em nova criatura diante de Deus. Este fato compreende o entendimento da necessidade do arrependimento e ao mesmo tempo a aceitação da obra redentora de Cristo.

domingo, 15 de setembro de 2013

O EVANGELHO QUE VEIO DO CÉU

João 3:31-36

31 Aquele que vem de cima é sobre todos, aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos.
32 E aquilo que ele viu e ouviu, isso testifica; e ninguém aceita o seu testemunho.
33 Aquele que aceitou o seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro.
34 Porque aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, pois não lhe dá Deus o Espírito por medida.
35 O Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos.
36 Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.

João mostra mais uma vez toda sua humildade. Esta foi a grande característica dos grandes homens de Deus da Bíblia. Foram homens que reconheceram sua situação de pecadores, reconheceram a grandeza de Deus e de sua obra. Abraão, Moisés, Davi, entre tantos outros, se caracterizam pela sua humildade. Mas de todos, João Batista se destaca. Ele faz sempre questão de apontar para Jesus. No último sermão lemos o texto que terminava com uma grande expressão de João: “É necessário que ele cresça, e que eu diminua”.  João está se referindo a seu primo em carne, Jesus. Ele se refere ao Cristo que desceu do céu para dar a vida. João destaca algumas coisas sobre a obra de Cristo ao descer do céu.

domingo, 8 de setembro de 2013

CRISTO, O ALVO DO EVANGELHO

João 3:22-30

22 Depois disso, foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judeia; e estava ali com eles e batizava.
23 Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados.
24 Porque ainda João não tinha sido lançado na prisão.
25 Houve, então, uma questão entre os discípulos de João e um judeu, acerca da purificação.
26 E foram ter com João e disseram-lhe: Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão, do qual tu deste testemunho, ei-lo batizando, e todos vão ter com ele.
27 João respondeu e disse: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu.
28 Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante dele.
29 Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já essa minha alegria está cumprida.
30 É necessário que ele cresça e que eu diminua.

Este texto começa com um mistério. Jesus estava em Jerusalém, onde teve a conversa com Nicodemos. A cidade ficava já na Judeia. Logo, o que João quis dizer com ir para a terra da Judéia? De fato é algo difícil de determinar com precisão. Mas creio que quer dizer uma região do interior da Judeia, como Eugene Peterson mostra em sua paráfrase da Bíblia, chamada “A Mensagem”. De qualquer forma o texto deixa claro que este fato ocorreu enquanto João ainda estava livre. Isso significa que Jesus e João tiveram durante algum tempo um ministério paralelo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O PURO EVANGELHO

 João 3:1-21

1 E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9 Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
10 Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso?
11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho.
12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

Este texto é realmente um dos mais ricos da Bíblia. É um dos muitos exemplos que encontramos no Novo Testamento do verdadeiro evangelho. Vivemos dias onde o evangelho tem sido falsificado. Onde cada vez mais aumenta o número de falsos profetas e mestres segundo o coração do homem. Paulo, escrevendo aos filipenses, afirma que não importa se o evangelho é pregado por inveja ou contenda, mas que ele seja pregado. Isto é a mais pura verdade (Fp 1:18). O problema é que os falsos mestres e doutores pregam outro evangelho. Neste ponto, o mesmo Paulo, escrevendo aos gálatas, afirma que mesmo que um anjo pregue, que seja anátema (Gl 1:8).
No texto em questão Jesus nos dá um exemplo muito simples do que realmente é expor o verdadeiro evangelho. É isto que passaremos a analisar agora. Não o faremos necessariamente pela ordem dos versículos, para tentar lhe dar maior clareza.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ENVIADO PARA A SALVAÇÃO


João 3:17-21



17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más.
20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas.
21 Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

Jesus continua argumentando com Nicodemos e mostra que Deus estava formando um povo de toda humanidade, não apenas dos judeus. Desde o princípio tinha que ser assim, mas o pecado de Israel não permitiu que isso acontecesse.
Mais uma vez temos que separar a ideia mundo de pessoas. Jesus está aqui apontando para a criação (kosmos). Ele não pode se referir a pessoas especificamente pois estaria entrando em contradição com João 9:39, quando afirma que veio trazer juízo ao mundo. A ideia de salvar o mundo refere-se em salvar aquilo que Ele criou. O que Deus criou, e nisso o homem é a coroa, será salvo pela redenção daqueles que crerem e aceitarem o sacrifício de Cristo. Isto fica claro pelo verso 18. O objetivo de Cristo com certeza será cumprido, ou seja, o que Deus criou e determinou será salvo. A linhagem humana seria salva pelo seu descendente (Gn 3:15).

segunda-feira, 29 de julho de 2013

UM AMOR PARA A ETERNIDADE

João 3:16


16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Este versículo para muitos é o ponto nevrálgico das Escrituras. Ele mostra que o amor de Deus é algo tremendo e majestoso. Muitos acreditam que o simples entendimento deste verso nos coloca diante do sentido real do sacrifício de Jesus. Mas é muito importante não descontextualizar o versículo da conversa que está em torno dele.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

A ENTRADA NO REINO DE DEUS

 João 3:1-15

1 E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
4 Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.
9 Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso?
10 Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso?
11 Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho.
12 Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?
13 Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu.
14 E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado,
15 para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

A expressão traduzida por “E”, no início do parágrafo, mostra que o texto é uma continuação do anterior. Pode-se pensar três coisas. Que é uma sequência cronológica, colocada sucessivamente; ou uma sequência lógica dentro do assunto que aparentemente João começou a descrever no capítulo 2; ou ainda, as duas coisas juntas. Para mim, a terceira ou a segunda parecem estar mais corretas.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

UMA FÉ FALSIFICADA


João 2:18-25


18 Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isso?
19 Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
20 Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
21 Mas ele falava do templo do seu corpo.
22 Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito.
23 E, estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome.
24 Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia
25 e não necessitava de que alguém testificasse do homem, porque ele bem sabia o que havia no homem.

O início de ministério de Jesus foi muito agitado. Depois de um anonimato de quase 30 anos, o Mestre aparece em cena de forma arrebatadora.
No último sermão vimos que a atitude de Jesus no templo gerou um questionamento. Perguntaram ao Senhor que sinal ele faria para comprovar que o que ele estava tomando era correto (v. 18). Jesus demonstra que o sinal mais importante dEle seria sua morte sucedida pela sua ressurreição.
No texto em questão vemos que Jesus já estava fazendo muitos sinais. O próprio João deixa claro que não registrou todos os sinais de Jesus pois seriam tantos que não haveria livros que os contivesse (Jo 21:25). Em função disto, muitos começaram a crer em Jesus e começaram a se autoproclamarem seus discípulos. Neste momento, João nos traz algumas lições que devemos aprender para nossos dias. O texto também é uma preparação para um dos muitos diálogos que Jesus manteve em seu ministério e que são descritos pelos evangelistas. Talvez a conversa de Jesus com Nicodemos seja a mais famosa, mas isto é assunto para o próximo sermão. Vejamos o que aprendemos neste pequeno trecho da Palavra de Deus.

domingo, 14 de julho de 2013

PURIFICANDO A ADORAÇÃO


João 2:13-22

13 E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
14 E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados.
15 E, tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, bem como os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas,
16 e disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes e não façais da casa de meu Pai casa de vendas.
17 E os seus discípulos lembraram-se do que está escrito: O zelo da tua casa me devorará.
18 Responderam, pois, os judeus e disseram-lhe: Que sinal nos mostras para fazeres isso?
19 Jesus respondeu e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei.
20 Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos, foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?
21 Mas ele falava do templo do seu corpo.
22 Quando, pois, ressuscitou dos mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isso; e creram na Escritura e na palavra que Jesus tinha dito.

João faz menção das três páscoas que Jesus viveu em seu ministério (2:23; 6:4; 11:55). Todos os outros evangelhos mencionam somente a última.
Era comum no átrio exterior do templo a presença de gentios. Muitos comerciantes se aproveitavam para vender animais para o sacrifício. Também era feito ponto de troca de moedas, uma vez que não podia ser aceita outra moeda que não fosse as locais, pois se considerava as moedas estrangeiras impuras. O negócio era legítimo à luz das leis dos homens, mas Jesus viu ali graves abusos à verdadeira adoração.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A REALIDADE DA PUNIÇÃO DE DEUS

Oseias 13:12-15


Oseias não reduz o tom de seu discurso. Ele, através do mandato de Deus, chama atenção do povo de uma forma veemente. O povo não se quebranta. Israel se mantem no caminho do pecado. Parece que não acredita na punição que pode vir de Deus.
Hoje nosso povo parece viver do mesmo modo. Pessoas vivem um cristianismo relaxado e distante da Palavra de Deus. Vive-se como se a ira e a disciplina de Deus não fossem uma realidade na vida. Deus ama seu povo, mas este amor não o impede de discipliná-lo, não impede de derramar seu furor diante do pecado não confessado, diante de uma vida longe de sua vontade. Esse trecho que lemos mostra exatamente essa realidade, a realidade da disciplina de Deus sobre o seu povo. O autor aos hebreus afirma:
“porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hb 12:6)

domingo, 7 de julho de 2013

EFEITOS DA PRESENÇA DE JESUS

João 2:1-12


1 E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus.
2 E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.
3 E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
4 Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
5 Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.
6 E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.
7 Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
8 E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram.
9 E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo.
10 E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
11 Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
12 Depois disso, desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos, e ficaram ali não muitos dias.


Esta é uma passagem singular. Nela se encontra o motivo de sua inserção no cânon sagrado:
“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.” (v. 11)

Há algum tempo atrás um certo “bispo” disse que não concordava com essa passagem pois não entendia por que Jesus “apenas” transformou água em vinho. É lamentável que alguém que se diz profeta de Deus, que se autodenomina bispo do Senhor, afirma que uma parte para Palavra parece não ter utilidade. O próprio João deixa isso muito claro quando afirma que todos os sinais feitos foram feitos para que Jesus fosse crido (Jo 20:30,31).  J.C. Ryle afirma:
“O milagres descrito nesses versículos possui interesse especial aos olhos do crente verdadeiro” (J. C. Ryle, Meditações no Evangelho de João, p. 25)

segunda-feira, 1 de julho de 2013

UM JOGO INESQUECÍVEL

Observando as igrejas próximas e algumas não muito, somado ao comportamento de alguns cristãos, conclui que o jogo da final da Copa das Confederações foi inesquecível. Não pelo resultado, que para mim, como forasteiro nesta terra, pouco importava, mas pelo comportamento do povo chamado de Deus. Em primeiro lugar, ele foi inesquecível porque mostrou o quanto o povo de Deus, juntamente com muitos dos seus líderes, tem seus valores invertidos. Nada contra a mudar o horário do jogo por uma questão de segurança, mas todos sabiam que esse campeonato não impacta tanto quanto a Copa do Mundo, logo, para mim, não passou, na maioria dos casos, de uma desculpa esfarrapada para dizer que as coisas deste mundo são mais importantes que as coisas de cima.
Em segundo lugar, ele foi inesquecível porque mostrou a alienação espiritual na qual vive o povo que se diz cristão neste país. Nestas semanas onde se falou tanto em protesto, que se falou da manipulação das massas através da televisão, entre tantas coisas. O que se viu foi a conivência do povo de Deus com toda a balburdia política-sócio-econômica em que vive nosso país. A maior resposta que o povo de Deus daria, se realmente quisesse levar a sério o evangelho, de fato desejando mudança, seria boicotando sua presença à frente da televisão, afinal era horário de culto da maioria das igrejas. A Globo alcançou um dos maiores índices de audiência de todos os tempos, graças a soma de quase 24% da população que se diz cristã-evangélica, mas que preferiu estar diante da televisão do que diante do altar em adoração.
Por último, o jogo foi inesquecível porque mostrou o quanto estamos distante de vivermos o evangelho puro e genuíno, onde o reino de Deus deve ser o primeiro em nossas vidas e as outras coisas, que não passam realmente de “outras coisas”, podem ser acrescentadas, mas se não forem, não faram falta pois temos o depósito muito maior guardado para aqueles que perseverarem até o fim na presença do Senhor Jesus.

Que Deus tenha misericórdia de nós.


Maranata! Ora vem Senhor Jesus!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O CAMINHO QUE AGRADA A DEUS

 Oseias 13:5-11


A corrupção causada pela idolatria leva muita tristeza ao coração de Deus. Vimos que a idolatria gera um aumento do pecado e o abandono de Deus para com seu povo. A reputação do povo fica manchada e daí é necessário tomar o caminho de volta. Este por sua vez consiste em curvar-se ante o senhorio de Deus reconhecendo que Ele é único e que não há salvação fora dEle.
O profeta agora volta a descrever o sentimento de Deus para com a situação de Israel. Ele começa mostrando que Israel fora escolhido dentro de uma situação difícil (“deserto”), mas Deus ali o amou (“conheci”). A ideia aqui lembra muito o amor eletivo de Deus, ou seja, o amor sem mérito algum daquele que o recebe.

domingo, 23 de junho de 2013

TESTEMUNHANDO DE JESUS



João 1:35-51



35 No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos.
36 E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus.
37 E os dois discípulos ouviram-no dizer isso e seguiram a Jesus.
38 E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras?
39 Ele lhes disse: Vinde e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima.
40 Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João e o haviam seguido.
41 Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).
42 E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
43 No dia seguinte, quis Jesus ir à Galileia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me.
44 E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.
45 Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.
46 Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê.
47 Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
48 Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira.
49 Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel.
50 Jesus respondeu e disse-lhe: Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás.
51 E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem.

Esta passagem ocorre antes de Jesus ir para o deserto. Embora a maioria acredite que ocorra depois, não consigo ver por essa ótica. João dá uma sequência cronológica que se inicia com a chegada da comitiva dos fariseus para interrogá-lo e vai até as bodas de Caná da Galileia. Mateus e Lucas não falam quando, ou em que momento Jesus foi levado para o deserto. Apenas se sabe que depois do batismo Ele foi conduzido ao deserto. Creio que é irrelevante esta preocupação.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

CORROMPIDOS PELA IDOLATRIA



Oseias 13:1-4



Desta vez a expressão Efraim diz respeito a tribo. É uma alusão à reputação que a tribo tinha quando andava conforme a Palavra de Deus. Nesse trecho que acabamos de ler Oseias vai mostrar os resultados que se colhe quando a idolatria está presente no meio do povo. Vamos trabalhar em duas áreas. Na primeira, veremos o problema propriamente dito. O que ocorre quando um povo se deixa levar pela idolatria.
Na segunda parte estaremos analisando como se pode voltar e estar novamente na presença de Deus.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A VITÓRIA SOBRE A TENTAÇÃO


Lucas 4:1-13 (Mt 4:1-11; Mc 1:12,13)


1 E Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto.
2 E quarenta dias foi tentado pelo diabo, e, naqueles dias, não comeu coisa alguma, e, terminados eles, teve fome.
3 E disse-lhe o diabo: Se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão.
4 E Jesus lhe respondeu, dizendo: Escrito está que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra de Deus.
5 E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe, num momento de tempo, todos os reinos do mundo.
6 E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero.
7 Portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
8 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a ele servirás.
9 Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo,
10 porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem
11 e que te sustenham nas mãos, para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
12 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor, teu Deus.
13 E, acabando o diabo toda a tentação, ausentou-se dele por algum tempo.

No último sermão observamos que Jesus sofreu a tentação mesmo sendo uma pessoa cheia do Espírito Santo de Deus. O fato de alguém estar na presença de Deus não o impede de passar por dificuldades nesta vida. Aprendemos ainda que as tentações ocorrem com a permissão de Deus e com o oportunismo do inimigo de nossas almas, o Diabo. Além de tudo isto, vimos que a tentação se aproveita de fraquezas que já temos para que, de uma forma sedutora, possamos ser vencidos.

UMA HISTÓRIA DE FÉ



Antonio Carlos G. Affonso

Torturado por sua fé (FIEL, 2006, 168 páginas) de Haralan Popov é um livro que conta o sofrimento do autor na Bulgária comunista. O Pr. Popov mostra como Deus esteve ao seu lado todo tempo de seu cativeiro e como o regime comunista tentava fazer adeptos através da tortura e da lavagem cerebral.
Popov divide seu livro em 18 partes que descrevem sua vida como pastor dentro das cadeias búlgaras no início do regime comunista. Foram 13 anos de aprisionamento acusado de espionagem, mas a desculpa era apenas para acabar com as igrejas na Bulgária. O autor foca muito o cuidado, o conforto e a força que Deus lhe deu durante todo período de prisão.

sábado, 8 de junho de 2013

A REALIDADE DA TENTAÇÃO



Mateus 4:1-11 (Lc 4:1-13; Mc 1:12, 13)



1 Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2 e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
3 E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
4 Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
5 Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
6 e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra.
7 Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
8 Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles.
9 E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
10 Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás.
11 Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.

O ser humano caiu em tentação pela primeira vez no Éden. Eva sucumbiu às Palavras da serpente e Adão por sua vez às de Eva. A tentação é algo que faz parte de nossas vidas. Todos nós somos tentados em alguma coisa, quer seja boa ou não. Algumas tentações são mais perigosas que outras.
No texto em questão, após o seu batismo, Jesus foi levado para o deserto para ser tentado. Ele acabara de se batizar e estava iniciando seu ministério na terra. É algo muito normal que quando iniciamos uma obra para Deus somos desestimulados e levados a tentar desistir. Muitas e muitas vezes problemas se levantam quando iniciamos a nossa vida cristã como uma maneira de nos testar e nos levar a conhecer melhor a Deus.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

EM DIREÇÃO DA IRA DE DEUS



Oseias 12:10-14




Deus prepara o golpe final contra o povo rebelde. Ele se prepara para derramar sua disciplina, não confunda com sua ira vindoura, sobre o povo que escolhera, mas que infelizmente o rejeitara.
O tom do discurso divino é de tristeza. As expressões originais dão a ideia de um momento de dor e de aflição no coração de Deus. Iniciou-se assim os preparativos para o cativeiro Assírio para Israel e Babilônico de Judá. Quanta tristeza no coração de Deus! Quanta tristeza no coração do remanescente! Quanta tristeza no coração dos verdadeiros profetas! O povo caminhou para isso por causa de seu pecado. Será que isto não está ocorrendo hoje?

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O BATISMO DE JESUS



Mateus 3:13-17 (Mc 1.9-11; Lc 3.21,22)




13 Então, veio Jesus da Galileia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.
 14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
 15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.
 16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
 17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

O texto em questão é paralelo ao do último sermão. Aliás, o acontecimento é o mesmo, apenas João não entra nos detalhes que Mateus entra.
Jesus se aproxima de João para cumprir um ritual que era comum entre os sacerdotes. Quando se chegava aos trinta anos os sacerdotes banhavam-se em água em um ritual bem semelhante ao batismo. Era um rito que simbolizava o início de seu ministério sacerdotal. Tudo indica que o fato de Jesus se batizar nesta idade tem alguma ligação com este ato, uma vez que Ele é nosso Sumo Sacerdote.

UMA CONSTANTE DESOBEDIÊNCIA

Oseias 12:1-10


Oseas mostra o amor de Deus no capítulo 11, mas o término deste já deixa a ideia de que Israel não ouviria o chamado de Deus. Deus então mostra mais uma vez o que Israel estava fazendo. Ele mostra a dor no coração por ver o quanto seu filho estava longe de seus preceitos. O quanto sua esposa amada estava traindo seu amor e confiança. O quanto a vide frondosa produzia frutos que o desagravam.
Deus restaura seu povo para que este possa glorificá-lo, mas infelizmente este mesmo povo não consegue caminhar nos caminhos que Deus estabelecera.
Neste trecho que acabamos de ler Oseias vai mostrar mais uma vez os problemas de Israel e as soluções que Deus mostra para que se resolva a questão.

terça-feira, 21 de maio de 2013

O CORDEIRO DE DEUS



João 1:29-34



29 No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
30 Este é aquele do qual eu disse: após mim vem um homem que foi antes de mim, porque era primeiro do que eu.
31 E eu não o conhecia, mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.
32 E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.
33 E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.
34 E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus.

João, o evangelista, mantem seu foco no outro João, o batista. Mas agora ele sai do testemunho de vida e passa a mostrar o testemunho com as palavras que esse grande homem de Deus nos dá.
Esse primeiro encontro narrado entre João e seu primo mais famoso se dá um dia após ele ser testado pelos fariseus sobre quem ele era. Agora ele tem a oportunidade de mostrar o lado prático daquilo que ele estava fazendo, ou seja, apontar para o Messias esperado, para o profeta aguardado e para a manifestação de Deus entre os homens. Não nos é apresentado o motivo que Jesus e João, mesmo sendo primos e suas mães serem tão amigas, ainda não se conheciam. Tudo indica que a fuga de Cristo para o Egito e mais tarde sua ida para Nazaré, somado ao fato que João cedo se retirara para o deserto, os impede de se conhecerem. Mas esta não é a preocupação do texto em questão.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A POSTURA DE UM SERVO DE DEUS


João 1:19-28

19 E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?
20 E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.
21 E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.
22 Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?
23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.
24 E os que tinham sido enviados eram dos fariseus,
25 e perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?
26 João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós, está um a quem vós não conheceis.
27 Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias.
28 Essas coisas aconteceram em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.


João Batista, ainda é o centro das atenções neste texto. Agora ele vai mostrar mais um momento de humildade e disposição de servir. O texto começa dizendo que este é o testemunho de João. O testemunho dele compreende uma postura que devemos procurar imitar em nossas vidas. Como é bom poder ler algo desse tipo ou também ouvir: “Este é o testemunho de ...”. Será que esta expressão pode ser dita para qualquer um que se diz cristão? A grande questão é que poucos são os que realmente se pode dizer isto.

domingo, 5 de maio de 2013

UM AMOR NÃO CORRESPONDIDO


Oseias 11


Creio que grande parte de nós experimentamos na adolescência um amor não correspondido. Alguns experimentam até mesmo em sua fase adulta. Mas pior do que um amor nesse sentido, é o amor de pai para filho não correspondido. É lamentável ver o semblante de um pai que carrega a tristeza de amar a seu filho e não ter este amor correspondido. De saber que, como pai, ele fez tudo que podia, mas que infelizmente não recebe em troca nada disso.
No texto de Oseias, Deus agora como pai se queixa do amor não correspondido de seu filho, Israel. Veremos dois aspectos que o texto em questão nos mostra. O primeiro são os passos que Israel deu até a queda. O segundo, como Deus se comportou, apesar de tudo que seu povo fazia.

sábado, 4 de maio de 2013

A QUEM JESUS PAGOU NOSSO PREÇO?


Tenho visto nos arraiais midiáticos histórias cheias de romantismo e humanismo acerca do preço que Jesus pagou na cruz. Umas contam que Cristo viu a humanidade presa às garras de Satanás e se ofereceu para pagar ao inimigo o preço de nossa prisão. Outras afirmam que Deus nos amou mais do que a seu próprio filho e o entregou ao inimigo para pagar o preço de nossa redenção.
O grande problema está em não conseguir entender ou conceber a ideia de que Deus é criador de todas as coisas, inclusive do próprio mal (Is 45:7). Mais do que isso, a grande dificuldade é ver que a própria Bíblia mostra que quem amaldiçoa a humanidade, e de quebra o Diabo, é o próprio Deus (Gn 3:14-19).  Logo, nunca o preço a ser pago seria ao Diabo. Não foi ele que nos condenou ao inferno, foi Deus através de sua ira contra o pecado (Jo 3:36; Rm 3:23; 6:23).

segunda-feira, 29 de abril de 2013

RECEBENDO A PLENITUDE DE CRISTO


João 1:15-18



15 João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
16 E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.
17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.

O evangelista continua a falar sobre o precursor de Cristo, João Batista, primo do Senhor. O judeus achavam que sua lei era perfeita porque fora dada por Deus. De fato isto ocorre, e realmente a Palavra de Deus é perfeita. Mas o que eles não sabiam e não conseguiram aceitar que a lei apontava para uma grande personagem, o Messias, e que este por sua vez já estava às portas na pessoa de Cristo. Ele não era apenas a promessa da lei, mas era a complementação e o objetivo dela. João Batista mostra claramente que Jesus é a plenitude da própria lei, e que nós precisamos receber desta mesma plenitude.

Para recebermos a plenitude de Cristo precisamos:

O CAMINHO PARA A DISCIPLINA DE DEUS



Oseias 10:9-15



Oseias volta a falar sobre o acontecimento fatídico de Gibeá (Jz 19-21). O estupro coletivo à mulher do levita serve de modelo para balizar onde começa a queda de Judá. Aquele acontecimento causara uma guerra civil. Os benjamitas se recusaram a permitir que a justiça fosse feita. Em represália, as outras tribos se juntaram e dizimaram os homens adultos da tribo de Benjamim.
Deus está dizendo em outras palavras que vai fazer com Israel o que ocorreu a Benjamim naqueles dias. Deus abomina o pecado de Israel e prepara uma dura disciplina para seu povo. Passemos a analisar o caminho que Israel fez para a disciplina de Deus.

sábado, 27 de abril de 2013

IGREJA CONTEMPORÂNEA OU PERMISSÃO PARA PECAR?




Muito tem se comentado sobre a ideia de igreja contemporânea. Surgiu inclusive uma denominação que carrega esse nome. O grande objetivo desta ideia é a inclusão dos homossexuais e afins.
Respeito muito a escolha de cada um, e creio que o preconceito deve ser combatido de todas as maneiras, sendo necessário, com o apoio do estado e de legislações que protejam toda e qualquer forma de preconceito, sem confundir proteção com privilégios. Mas uma coisa precisa ficar clara, o pecado nunca deixou de ser pecado.  
Não quero me deter apenas ao homossexualismo, pois isto seria a prova de que este pecado tem mais destaque do que os outros. A Bíblia não deixa dúvida sobre muitas coisas que hoje os chamados evangélicos aceitam com muita naturalidade. O divórcio, por exemplo, é repudiado por Deus, mas, apesar disso, os evangélicos, dos quais muitos dizem que lutam pela família, se colocam a favor do divórcio e contra o homossexualismo. Ora, quem luta a favor da família, deve se colocar contra toda e qualquer coisa que se levanta contra ela, não apenas o homossexualismo.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

CRISTO, LUZ PARA OS HOMENS


 João 1:6-14

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.
9 Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,
10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.
11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome,
13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.


Ainda nos mantemos no texto em que João, filho de Zebedeu, nos apresenta João, primo de Jesus. O evangelho deixa claro que o objetivo de João Batista era apontar para Jesus. E ele nos mostra que o Messias viria para fazer sua luz brilhar. João Batista tinha como objetivo central de sua vida testificar a luz de Jesus. Neste ponto o evangelho nos mostra alguns aspectos que quero expor no momento.

domingo, 21 de abril de 2013

PERIGOS DO SUCESSO HUMANO


Oseias 10:1-8


O último capítulo se encerra com a condenação de Deus contra o povo de Israel. A comparação com uvas que se iniciou no capítulo anterior no versículo 10, agora ganha outra dimensão. Deus vai mostrar que a prosperidade de Israel o levou a se afastar de Deus. Quando nos esforçamos por caminhos tortuosos nosso sucesso apresenta alguns perigos que quero compartilhar.
Deus chama de vide frondosa o seu povo que foi ele mesmo que criou (Jr 2:21). O povo foi formado a partir da misericórdia de Deus, mas esse mesmo povo não vivia para agradar e honrar a este Deus.
Tanto líderes, como o próprio povo, vangloriavam-se de seus feitos. Vangloriavam-se de como sendo responsáveis por tudo que conseguiram. Eles não enxergavam as misericórdias de Deus em suas vidas. Eles não viam como Deus os amava que queria o melhor para eles.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UM ENVIADO DE DEUS


 João 1:6-8


6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.

O evangelista João destaca bem o papel de Cristo na introdução do seu evangelho. Mas, durante esta introdução ele mostra o ministério de João Batista. O escritor não se detém muito no antecessor do Messias, mas o que ele fala, em especial nos versos que lemos acima, destaca bem o papel de um enviado de Deus.
Vivemos dias de crise religiosa. A religião institucionalizada parece estar muito longe da vontade de Deus. Cada dia é apresentada uma nova crise, um novo escândalo encabeçado por um líder cristão. Seja a linha que for, o cristianismo e a religião de um modo geral estão manchados e corrompidos pela iniquidade do homem.