terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

A VOLTA DE CRISTO E OS SINAIS DA SUA VINDA

 

Tenho acompanhado à distância o rebuliço no meio evangélico sobre a renúncia do Papa Bento XVI e a possível manifestação do anticristo na pessoa do próximo pontífice. Vejo com certa tristeza e até mesmo preocupação como olhamos para as coisas erradas dentro da Palavra de Deus.
Há diversas passagens na Bíblia que tratam sobre os últimos dias. Em Daniel, por exemplo, temos a descrição de momentos de dor e aflição quando um certo príncipe começar a reinar e fazer um pacto com o povo de Deus e trair este pacto no meio e começar assim uma grande perseguição (Dn 9-11).
Mas uma coisa é comum em praticamente todas as passagens: a vitória do povo de Deus. Em Daniel se vê no capítulo 12 que “Muitos  serão purificados, e embranquecidos, e provados; mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão”. Vemos aqui que os justos (crentes) serão purificados e embranquecidos. Isto faz parte da obra do sangue do cordeiro. O contexto de Daniel é a tribulação, que diga-se de passagem é a mesma situação de Apocalipse 7:14.
Paulo escrevendo aos Tessalonicenses mostra com uma clareza estupenda como será a volta de Cristo (I Ts 4:13-17). Escrevendo aos Coríntios ele mostra como será a transformação dos nossos corpos para a glória final (I Co 15:51-53). Voltando a escrever aos tessalonicenses ele mostra que este encontro do Senhor só vai ocorrer depois que o anticristo se manifestar (II Ts 2:1-9). O que significa a meu ver que a tribulação será para os santos, como Apocalipse mostra com muita propriedade, e Jesus afirma que só voltará após a tribulação daqueles dias (Mt 24:29-31).
Pedro escrevendo sua segunda carta traz uma maravilhosa visão do final dos tempos antes do julgamento do Senhor (II Pe 3:1-11). Ele mostra que as coisas serão destruídas de uma forma terrível.
Mas o que mais me impressiona na Bíblia é a despreocupação do Espírito Santo em nos mandar vigiar os sinais. Em todas as passagens que citamos, e a maioria esmagadora das passagens escatológicas, a grande preocupação é com a santidade do povo de Deus. Senão vejamos:
Em Daniel: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.” (Dn 12:12). A espera aqui está relacionada com uma vida piedosa diante do Senhor.
Em Pedro: “Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade,” (II Pe 3:11 – Versão Revista e Atualizada). Pedro mostra que nossa preocupação deve estar centrada em nossa santidade.
Em Mateus: “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?  Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. ” (Mt 24:45,46). Jesus mostra que feliz é quem é encontrado por Jesus em Sua volta de forma fiel e prudente. Ele fala isto após responder perguntas escatológicas dos discípulos.
Em Tessalonicenses: “Pelo que exortai-vos uns aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis” (I Ts 5:11). Este versículo encerra a argumentação escatológica de Paulo. A partir do versículo 4 Paulo fala sobre uma vida de piedade e santidade diante de Deus, tendo em vista que somos filhos da luz. Ainda aos tessalonicenses, quando Paulo encerra sua argumentação no capítulo 2 ele afirma: “Então, irmãos, estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa” (II Ts 2:15).

Vou parar por aqui nos textos, pois teria muitos outros. O que quero dizer com isto? Muito simples. Ao invés de você estar preocupado com o Papa, você deve estar preocupado consigo mesmo. Como está sua vida de santidade diante de Deus? Como está sua santificação diante do Senhor?
Não precisamos nos preocupar com os sinais. Jesus pede para estarmos atentos, mas não preocupados. Atenção aqui significa que deve aumentar o nosso consolo (Mt 25:34). Paulo afirma que aqueles que foram transformados estão livres da ira de Deus (I Ts 5:9). Ele também afirma que aqueles que estão preparados, no sentido de santificação e não de sinais, não serão surpreendidos (I Ts 5:4). Sendo assim, console-se na esperança eterna. Não olhe para sinais, mas olhe para Jesus.

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.” (Hb 10:25)

ESCOLHENDO UMA IGREJA – Parte 4


Uma igreja renovada ou tradicional


Esta é a desculpa mais complicada de se debater. Primeiro porque depende do conceito que se leva para o lado renovado ou tradicional. Segundo porque também depende das convicções bíblicas e teológicas de cada um. Ao contrário das desculpas anteriores, esta pode ser realmente utilizada, desde que haja uma compreensão do que realmente significa.
Primeiramente devemos entender o que realmente vem a ser uma igreja renovada. Muitos determinam como igreja renovada aquela que tem manifestações de dons de forma sobrenatural. Neste ponto tenho que respeitar, embora haja argumentações bíblicas que poderia usar aqui. Porém, embora respeite muito, precisamos olhar as manifestações sobrenaturais com carinho e cuidado bíblico. Os sinais nos Evangelhos foram feitos com um objetivo: mostrar que Jesus era o Cristo. No restante da Bíblia não encontramos uma quantidade tão grande assim que mereça mais destaque do que a exposição pura da Palavra. Se uma igreja tem por rotina os sinais, algo está errado. Deixou de ser um sinal de renovação e virou pura tradição com grande tendência a charlatanismo ou emocionalismo que leva a sintomas psicóticos ou psicossomáticos.
Com isto vemos outra questão. Se os sinais se tornam uma rotina, isto também vira uma tradição. Logo, qual é a igreja tradicional aqui? Tudo aquilo que passa ser rotina, vira tradicional. Além disso, os sinais devem ser aferidos à luz da Bíblia. Sinais que vão de encontro às doutrinas bíblicas, ou não as seguem, não podem ser aceitos como verdadeiros.
Há também aqueles que determinam uma igreja como renovada quando seus cânticos são animados; pode-se bater palmas, pular ou dançar. Este ponto cai no mesmo erro do anterior. Se isso é uma rotina, vira tradição.
Outra questão aqui é entender o que é uma igreja tradicional. Nem sempre o que as pessoas estão chamando de tradicional reflete o que realmente a igreja ou seu pastor são. Com a ideia da renovação, se uma igreja for um pouco mais tranquila em sua música, mesmo que do seu púlpito ocorra uma pregação bíblica e poderosa, esta igreja é chamada de tradicional. Em contrapartida, os verdadeiros tradicionais, ao verem uma igreja mais descontraída, mesmo que suas músicas tenham letras bíblicas, e de seu púlpito jorre uma mensagem verdadeira, ela é chamada de renovada. O que está faltando nos dois casos é a Bíblia como centro dos questionadores.
Logo, a questão aqui é mais séria do que parece. Estamos colocando nossos gostos acima da Palavra de Deus. Estamos colocando a nossa glória, acima da glória de Deus. Uma igreja pode ser perfeitamente equilibrada, sem deixar de ser bíblica. Não gosto da ideia de que jovens não cantem hino do Cantor Cristão, Harpa ou Hinário; ou de adultos que não cantam as músicas modernas só porque têm mais instrumentos, ou são mais barulhentas. O que mais precisamos ver é a letra. Já identifiquei no Cantor Cristão letras que deixam a desejar biblicamente, como também identifiquei muitos cânticos contemporâneos que não trazem mensagem alguma e quando trazem é uma heresia. Tudo isto precisa ser filtrado à luz das Escrituras. A única coisa inspirada nessa história toda são as Escrituras. Hino ou cântico algum é inspirado.
O fato é que qualquer que seja a desculpa, queremos mesmo é massagear nosso ego. Queremos atender nossos anseios humanos, sem olharmos para aquilo que Deus de fato determina. Toda igreja precisa se renovar conforme as tradições bíblicas. E toda igreja com tradições bíblicas precisa renovar o mundo através do entendimento bíblico (Rm 12:1,2).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A MISSÃO DO FILHO DE DEUS


Lucas 2:21-35


21 E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido.
22 E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor
23 (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor)
24 e para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos.
25 Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.
26 E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.
27 E, pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
28 ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:
29 Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra,
30 pois já os meus olhos viram a tua salvação,
31 a qual tu preparaste perante a face de todos os povos,
32 luz para alumiar as nações e para glória de teu povo Israel.
33 José e Maria se maravilharam das coisas que dele se diziam.
34 E Simeão os abençoou e disse à Maria, sua mãe: Eis que este é posto para queda e elevação de muitos em Israel e para sinal que é contraditado
35 (e uma espada traspassará também a tua própria alma), para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.


Muitos colocariam aqui os magos chegando à manjedoura. Mas tenho que discordar com base nos próprios textos de Mateus e Lucas. Primeiro porque os magos entraram em uma casa (Mt 2:11). Este fato mostra que os presépios de natal não refletem uma realidade.
Outro ponto importante é observar que a fuga para o Egito se deu exatamente por causa da matança dos infantes que ocorre após a chegada dos magos. Porém Lucas narra a apresentação de Jesus oito dias após o nascimento, sendo assim, seria impossível encaixar os magos neste período. Como Jesus foi apresentado em Jerusalém se estava fugindo para o Egito?

FERINDO O CORAÇÃO DE DEUS


Oseias 7:1-7


Até então Deus estava mandando juízo a todos, mas cobrava mais dos líderes da nação. Agora ele passa a mostrar que o povo colabora com o pecado, não apenas porque aceita, mas porque pratica.

Durante o ministério de Oseias quatro reis foram mortos em Israel (Zacarias, Salum, Pecaías e Peca – II Re 15:10-30). Este fato mostra o quanto o pecado tinha penetrado no meio do povo. Nenhum destes reis fez o que era reto aos olhos de Deus, mas não é através de pecado que se resolve outro pecado. Deus não aprova a violência, mesmo em casos como estes, onde os reis não fizeram o que era reto aos olhos do Deus.