segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

PREPARANDO O CAMINHO PARA A SALVAÇÃO

 Lucas 1:76-80


76 E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos,
77 para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,
78 pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou,
79 para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.
80 E o menino crescia, e se robustecia em espírito, e esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.


O coração de Zacarias realmente estava voltado para Deus. Ele não começa exaltando o seu filho, mas o de Maria. Era alguém que realmente compreendera as Escrituras e que tinha uma visão perfeita de Deus, apesar de ser pecador como qualquer outra pessoa.
Depois de exaltar o Messias e se voltar para seu filho, a voz que clama no deserto. Ele mostra que João seria profeta de Deus para ir à frente do Cristo que viria. Deste ponto Zacarias passa a descrever que a obra de João seria para preparar o caminho de Jesus, nosso Salvador. Como consequência disso podemos tirar algumas lições sobre o caminho da salvação.

1.  É necessário conhecer a salvação (v. 77)

“para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados”

O verso em questão prova que Zacarias sabia bem o motivo da vinda do Messias. Ao contrário da grande maioria que esperava um Messias poderoso que viria para libertar o povo da opressão e colocar todos os reinos debaixo dos pés de Israel.
Quando se fala que Jesus vem para trazer a salvação é fundamental que se saiba de que Ele nos salva. Parece que muitos que estão nas igrejas estão buscando uma libertação apenas para as coisas dessa vida. São pessoas que não se curvam ante a realidade de seus pecados, e mesmo quando o fazem, não é esta a concepção que têm em seus corações.
Há muitos que estão nas igrejas, mas se acham merecedores de bênçãos. São pessoas que acreditam que por terem se autodeclarado cristãs receberão uma proteção sobrenatural de Deus.
O cristianismo autêntico deve nos fazer pensar em nossa pequenez. Ele deve nos fazer pensar naquilo que somos diante de Deus. Deus deve ser tudo para nós, mas principalmente Deus é o grande agente de nossa salvação através de seu amor e principalmente de sua misericórdia.

2.  A salvação é obra da misericórdia de Deus (v. 78)

pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou”

Zacarias afirma que o conhecimento da salvação vem das entranhas de misericórdia de Deus. Esta é uma forma muito profunda do pai de João afirmar que somos salvos porque Deus quer nos salvar.
Quando olhamos para nós mesmos nada há que nos faça merecer a salvação. Deus estende a nós a sua misericórdia e salva aqueles que aceitam sua oferta de amor na cruz. A morte de Jesus é o grande presente de Deus para nossas vidas. Somente aqueles que aceitarem a Jesus como Senhor e Salvador de suas almas, serão realmente resgatados. E somente estes são alvos da misericórdia de Deus.
Muitos ainda insistem em pensar que há méritos em sua vida. Que não merecem o que passam aqui, pois se acham boas demais. Deus não precisaria salvar ninguém. Ele poderia nos abandonar e nos enviar para a perdição eterna, que ainda assim seria justo. Mas através de seu imenso amor e de sua entranhável misericórdia Ele nos alcança.
Entenda isto, Deus nos visitou através de Seu filho, simplesmente porque teve misericórdia de nós. Jesus não veio ao mundo apenas para ser exemplo de amor. Ele não veio ao mundo apenas para que pudéssemos seguir seus passos. Isto tudo faz parte de um pacote maior. Neste pacote a misericórdia de Deus resgata aqueles que aceitam a obra redentora de Cristo. E, a partir daí, passam a ser iluminados e dirigidos por ele.

3.  A salvação ilumina e dá vida (v. 79a)

“para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte...”

Uma vez salvos de fato somos iluminados por Cristo. Esta ideia compreende a libertação definitiva da escravidão do pecado que assola todo ser humano. É exatamente isto que Jesus quis dizer ao afirmar “vinde a mim todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Jesus não está chamando porque tem pena daquele mendigo ou morador de rua. Jesus está chamando todos que desejam se libertar das garras do pecado que os oprime e assola. Jesus está convidando aqueles que desejam alcançar a misericórdia de Deus.
Uma vez alcançados por essa salvação teremos nossos caminhos iluminados pela Palavra de Deus. Ganha-se a partir daí uma nova expectativa de vida. A transformação ocorre em nossos corações e faz brotar uma nova criatura que viverá para todo sempre com o seu Senhor.
A Bíblia afirma que o mundo está mergulhado no maligno. Somente através da transformação operada por Cristo em nosso coração somos retirados da situação na qual nos encontramos e daí por diante somos dirigidos para um caminho de paz.

4.  A salvação nos dirige para um caminho de Paz (v. 79b)

“...a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz”

Eis a luta constante do homem, paz. A humanidade vive buscando e desejando esta paz há séculos. Mas o homem busca paz para si mesmo. A Bíblia nos promete a paz com Deus. Nossa maior guerra é a guerra que travamos contra Deus por causa dos nossos pecados. Podemos até alcançar paz com todas as pessoas, mas se não alcançamos a paz com Deus jamais teremos a verdadeira paz.
Zacarias está mostrando que seu filho está preparando o caminho para aquele que daria a verdadeira paz. O próprio Jesus afirmou isto:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos; não vo-la dou como o mundo a dá”

Veja bem que a promessa de Jesus é uma paz diferente. Não é a mesma paz que procuramos nesta vida. É uma paz que vai além do entendimento humano (Fp 4:7). É uma paz que traz a maior das reconciliações, a reconciliação com Deus (II Co 5:19).
Mas a mesma Palavra que nos aponta esta paz mostra que somente a alcançamos pela fé em Cristo Jesus (Rm 5:1). Não há outro caminho para o homem diante de Deus. Somente através de Jesus.   

O CAMINHO DA APOSTASIA

Oséias 4


O capítulo em questão nos traz alguns ensinamentos que devemos ficar atentos. O principal deles é o perigo da apostasia. Apostasia basicamente é a traição à fé. De certa forma muitos cristãos são apóstatas de suas antigas religiões.
Quando a Bíblia fala sobre apostasia do povo de Deus está se referindo, não a perda de salvação, mas de pessoas que se julgavam cristãs, mas de fato nunca foram. Pessoas cujos corações tinham um terreno que permitiu que crescesse um pouco da religiosidade e do entendimento verdadeiro, mas como não havia como desenvolver as raízes não resistiram e saíram.
Como cristãos devemos sempre examinar nossa caminhada para que possamos ter certeza de termos no coração a fé verdadeira. Uma fé que deve ser firmada inteiramente na Palavra de Deus.
Neste capítulo Oséias ainda nos ensina mais algumas coisas além das acusações contra o povo de Deus. Ele também nos ensina o caminho da apostasia. Devemos sempre nos vigiar para que não entremos neste caminho que pode ser sem volta.

1.  O caminho da apostasia começa quando não se busca conhecimento (v. 4-6)

4Todavia, ninguém contenda, ninguém repreenda; porque o teu povo é como os sacerdotes aos quais acusa. Por isso, tropeçarás de dia, e o profeta contigo tropeçará de noite; e destruirei a tua mãe. 6 O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.”

Vimos no último sermão que Deus acusa os sacerdotes pela falta de conhecimento de seu povo. Mas ao mesmo tempo ele não isenta o povo da culpa pela falta de conhecimento.  Oséias afirma no verso 4 que o povo é como os sacerdotes que são acusados. Apesar do problema começar nos sacerdotes, mas o povo gosta disto.
Os tropeços aos quais se refere o profeta, tanto dos sacerdotes como dos profetas, tem haver com suas vidas de ebriedade que viviam. Eram homens que se embriagavam de vinho e viviam em suas carnalidades.
A apostasia tem início no coração quando não buscamos o conhecimento da Palavra de Deus. Hoje muitos têm feito isto. Muitos tem trocado o conhecimento da Palavra de Deus pelo conhecimento de ciências humanas. Nos púlpitos são utilizadas palavras persuasivas de homens e não confiança no poder das Escrituras. O conhecimento das Escrituras tem sido rejeitado e trocado pelo conhecimento do ser humano.
Meu amado se você não o tem buscado o conhecimento de Deus através de Sua Escritura isto pode ser um mau sinal.

2.  A apostasia ocorre quando a religião é uma desculpa para o pecado (v. 8)

“Alimentam-se do pecado do meu povo e da maldade dele têm desejo ardente.”

O povo levava os sacrifícios pelos pecados, mas estes não eram combatidos pelos sacerdotes. Tanto o povo como os sacerdotes gostavam. Aquele, porque ganhava uma espécie de licença para pecar; estes, porque enchiam seus bolsos por causa do pecado do povo.
Como é triste notar que hoje não tem sido diferente. Nossos lideres hoje não combatem o pecado porque através dele seus soldos são garantidos. Nosso povo prefere que continue assim, pois desta forma pensam que estão agradando a Deus.
A religião torna-se uma desculpa para pecar. Não se acha errado mais nada. Tudo é permitido em nome da própria religião.
Israel achava que tudo estava indo bem porque seus ritos estavam indo bem. Hoje no Brasil tenho visto a mesma coisa. Fala-se que estamos vivendo um avivamento, mas na realidade o que tenho visto é o aumento do pecado do povo e o enriquecimento de líderes que se aproveitam deste mesmo povo.

3.  Caminha-se para a apostasia quando se acha normal a sensualidade e a embriaguez (v. 11, 13)

“A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento.”
“Sacrificam sobre o cimo dos montes e queimam incenso sobre os outeiros, debaixo do carvalho, dos choupos e dos terebintos, porque é boa a sua sombra; por isso, vossas filhas se prostituem, e as vossas noras adulteram.”

A expressão traduzida como “sensualidade” está um pouco longe do que Oséias realmente quer dizer. Ele usa um termo que designa fornicação ou prostituição. Nos dias de hoje o número de membros de igreja que praticam o sexo antes do casamento é o mesmo que no mundo. As pessoas estão achando normal isto. Em muitas igrejas os jovens participam do culto, alguns são até mesmo lideres dentro da igreja, mas depois vão para os motéis com seus namorados, ou namoradas. Tem se tornado algo muito comum. 
Na época de Oseias as pessoas participavam do culto e sacrificavam, como se estivessem se arrependendo de seus pecados, mas continuavam em suas vidas lascivas. Quando se começa achar que aquilo que Bíblia condena é normal, caminha-se para a apostasia.
Outro problema era a embriaguez. Hoje podemos usar este texto para aplica-lo ao problema das drogas. Muitos membros de igreja acham normal entrar em estado de embriaguez ou sob efeito de drogas. Isto tem feito com que muitos se afastem dos caminhos do Senhor, mas pior do que isto é achar que isto é normal e continuar oferecendo um culto a Deus. O Senhor não aceita este tipo de culto.                 

4.  O caminho da apostasia se completa quando se dá lugar a uma idolatria mística (v. 12, 16, 17)

“O meu povo consulta o seu pedaço de madeira, e a sua vara lhe dá resposta; porque um espírito de prostituição os enganou, eles, prostituindo-se, abandonaram o seu Deus.”

Deus mostra sua tristeza ao ver o povo de Israel procurando outros meios que não fosse a Ele mesmo. A falta da fé verdadeira era notória em Israel com sua religiosidade cheia de misticismos e idolatrias.
Hoje não tem sido muito diferente. Muitos que se dizem crentes em Cristo Jesus buscam cultuar a Deus apenas para resolver seus problemas. São cultos voltados para empresários, desesperados, casamentos em crise. É o misticismo idólatra tomando conta do povo de Deus novamente.
O alerta de Oséias deve nos fazer pensar. Caminha-se a passos largos para apostasia quando se alimenta a religião com idolatria e misticismo. Não me refiro apenas a imagens de escultura, mas também rituais que mais lembram religiões místicas do que realmente o culto racional que a Palavra nos pede.
Precisamos acordar para um cristianismo sóbrio e firme. Um cristianismo que não se vende à popularidade, mas se preocupa com a verdade. Um cristianismo que não busca fazer coceiras nos ouvidos, mas proclamar a Palavra da verdade, mesmo que esta machuque.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

UMA PODEROSA SALVAÇÃO

Lc 1:67-75


67 E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:
68 Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo!
69 E nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo,
70 como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo,
71 para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos aborrecem
72 e para manifestar misericórdia a nossos pais, e para lembrar-se do seu santo concerto
73 e do juramento que jurou a Abraão, nosso pai,
74 de conceder-nos que, libertados das mãos de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,
75 em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.


Nosso pano de fundo ainda é o nascimento de João Batista. Seu pai recupera a fala diante de todos que ali estavam. Zacarias confirma que o nome do menino seria João, como o anjo Gabriel havia ordenado.
Havia no coração de Zacarias uma profunda gratidão pelo nascimento do seu filho que foi fruto direto da misericórdia de Deus. Mas, apesar do agradecimento pela bênção física e emocional alcançada, Zacarias, assim como Maria engrandece a Deus. Ele exalta a Deus pela salvação que é outorgada a seu povo.
Os judeus tinham uma visão bem distorcida do Messias. Eles esperavam que fosse um poderoso rei que livrasse a nação do jugo e da escravidão. Mas Zacarias tinha uma visão perfeita da promessa mais antiga da Palavra de Deus. O envio do Salvador.

sábado, 22 de dezembro de 2012

A VERDADEIRA MAGIA DO NATAL



Esta é uma época complicada para mim. Não consigo me alegrar como a maioria, ao contrário, sobre mim recai uma tristeza tremenda, principalmente por causa da hipocrisia do ser humano. Tem o ano inteiro para ajudar o próximo, para contribuir para uma sociedade melhor, mas só lembra isso neste período do ano. Peço desculpas aos meus amigos que gostam deste período, para mim é o mais hipócrita do ano. Consegue vencer até o carnaval, pelo menos ali a carnalidade humana fica estampada sem máscaras.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

UMA ANÁLISE DO PRECONCEITO




Estava lendo algumas reportagens sobre preconceito. Observei com carinho cada uma delas e pude observar uma coisa: Há muito preconceito na luta contra o preconceito.
Quando analisamos a palavra em si fica claro o seu significado. A prefixo “pre” garante a ideia de que é um conceito formado antecipadamente. Muitas vezes estes preconceitos não estão munidos de dados e fatos, e quando estão estes não são reais. Há poucos dias, por exemplo, vi uma reportagem que dizia que os negros e pardos são os que mais morrem  assassinados no Brasil e que o Espírito Santo também encabeça está triste estatística.
Não tive acesso a todos os dados. Mas, em minha profissão secular, percebo nitidamente que os negros são os que mais matam também, isso também é um fato. Claro que não quero tirar aqui a culpa pelo preconceito de séculos que empurrou os pardos e negros à margem da sociedade. Mas o que quero mostrar é que a análise feita pela ótica oferecida gera outro tipo de preconceito. E falo isso com muita tranquilidade, pois sou pardo e filho de negro, com muita alegria e orgulho no coração. Faço aqui um alerta aos nossos meios de comunicação. Cuidado com a forma como apresentam uma matéria jornalística. Muitas vezes já apresentam com um teor de preconceito e incitando novos preconceitos.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ALCANÇADOS PELA MISERICÓRDIA DE DEUS



Lc 1:57-66

57 E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.
58 E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia e alegraram-se com ela.
59 E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.
60 E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João.
61 E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome.
62 E perguntaram, por acenos, ao pai como queria que lhe chamassem.
63 E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam.
64 E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.
65 E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas essas coisas.
66 E todos os que as ouviam as conservavam em seu coração, dizendo: Quem será, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.

Maria aparentemente ficou com Isabel até ela dar a luz. O texto não fala diretamente, mas fica subentendido quando no verso 56 afirma que Maria ficou três meses com Isabel e esta visita começou no sexto mês de Isabel, conforme o verso 36. Lucas não entra neste mérito, mas parece ficar nas entrelinhas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

ACUSAÇÕES CONTRA O POVO DE DEUS E OS SACERDOTES

Oséias 4:1-10

O profeta abandona a cena em que estava se deliciando com o resgate do povo de Deus para voltar a acusar Israel. Sua acusação agora vai atacar os sacerdotes e profetas. Mas ele não vai deixar de acusar o povo pela sua falta de conhecimento. Seus versículos duros, onde Deus não deixa de mostrar toda sua indignação com o povo, e principalmente os sacerdotes, que não buscam conhecer o Deus que tanto os ama.
Três acusações primárias podem ser vistas no verso 1:

1)    Falta de verdade

2)    Falta de amor

3)    Falta de conhecimento de Deus


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

UM LOUVOR PELA GRAÇA – PARTE 2

O reconhecimento da majestade de Deus

Lucas 1:46-55

46 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço, agiu valorosamente, dissipou os soberbos no pensamento de seu coração,
52 depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;
53 encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos,
54 e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia.
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e sua posteridade, para sempre.

Na primeira parte deste sermão vimos como Maria se coloca diante de Deus. Ela o engrandece e se coloca como uma serva humilde. Nitidamente nota-se que Maria não tem nenhum atributo a mais do que qualquer outro ser humano tenha.
Agora, no mesmo cântico, Maria passa a enaltecer ainda mais a Deus. Através de Maria aprendemos que devemos:

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A MENTE DE CRISTO NO MUNDO MODERNO


Antonio Carlos G. Affonso

A Mente de Cristo: Conversão e Cosmovisão Cristã (Vida Nova, 2012, 224 páginas) de Norma Braga Venâncio é um livro que trata os aspectos da cosmovisão cristã versus a cosmovisão secular. A autora mostra um perfil conservador sobre o assunto buscando manter a centralidade de seus argumentos numa interpretação ortodoxa das Escrituras.
Norma divide seu livro em três partes onde são inseridas crônicas e artigos escritos pela autora. Na primeira parte Norma Braga nos apresenta seu testemunho de conversão. Ela tem uma grande preocupação em mostrar a consciência de pecado que preencheu sua mente levando-lhe à “felix culpa”. Nesta parte ela mostra que a Igreja atual não está isenta do sincretismo que o mundo procura lançar sobre ela. Desta maneira ela destaca a necessidade do conhecimento de Deus e o viver e a salvação somente pela fé.
Ela encerra esta parte mostrando que ainda está em processo de aperfeiçoamento deixando o relativismo emocional e passando para uma fé madura e consciente de suas responsabilidades. Neste interim ela afirma que abre o seu blog e este serve como meio de reexame do seu cristianismo.

UM LOUVOR PELA GRAÇA – PARTE 1

A humildade de Maria

Lucas 1:46-55
46 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço, agiu valorosamente, dissipou os soberbos no pensamento de seu coração,
52 depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;
53 encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos,
54 e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia.
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e sua posteridade, para sempre.
Depois de receber a notícia que seria a mãe do Verbo de Deus, Maria se dirige às montanhas para se encontrar com sua prima, Isabel. Após o encontro as duas se alegram muito e nos dão exemplos maravilhosos da verdadeira comunhão entre os santos de Deus.
A criança no ventre de Isabel salta de alegria, sua mãe é cheia do Espírito Santo e daí por diante o que se vê é tudo fruto da ação do Espírito que começou desde o anúncio do nascimento de João, passando pelo anúncio do nascimento do próprio Cristo. Ambas as mulheres foram agraciadas por Deus e por isto podiam estar felizes em seus corações. Maria, então, passa a expressar um louvor de gratidão que demonstra o quanto devemos ser gratos pela graça de Deus derramada sobre nós.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SERÁ QUE VIVEMOS UM AVIVAMENTO?



Antonio Carlos G. Affonso

Por que tarda o pleno avivamento? (Betânia, 1985, 160 páginas) de Leonard Ravenhill e traduzido por Myrian Talitha Lins é um livro forte onde o autor procura mostrar aspectos que comprovam que o avivamento ainda não chegou.
No primeiro capítulo ele trata da unção do pregador. O autor destaca a importância da vida de oração do pregador para que a sua mensagem possa ter mais o aspecto espiritual do que intelectual. Afirma Ravenhill que o pregador não pode orar menos que duas horas por dia. É um aspecto muito importante que destaca o escritor, porém sua ênfase se prende mais na questão coletiva, o culto de oração, do que realmente no lado individual, muito embora isto fique implícito em suas palavras.

O VALOR DA COMUNHÃO

Lucas 1:39-56
39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,
40 e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.
41 E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo,
42 e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre!
43 E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?
44 Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.
45 Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas!
46 Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,
47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,
48 porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.
50 E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.
51 Com o seu braço, agiu valorosamente, dissipou os soberbos no pensamento de seu coração,
52 depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;
53 encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos,
54 e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia
55 (como falou a nossos pais) para com Abraão e sua posteridade, para sempre.
56 E Maria ficou com ela quase três meses e depois voltou para sua casa.

Este texto mostra um bom exemplo de como deve ser a comunhão dos santos de Deus e de uma família bem estruturada.
Maria e Isabel eram primas e moravam distantes uma da outra. Não sabemos exatamente onde era a casa de Isabel. O texto apenas fala que era nas montanhas e seria em uma cidade de Judá. Qualquer que seja a distância dá para imaginar uma caminhada longa. Não havia veículos motorizados, qualquer viagem durava no mínimo horas.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

APRENDENDO COM UM DEUS MAJESTOSO

Lucas 1:26-38

26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,
27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.
28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres.
29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.
30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,
31 E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,
33 e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.
34 E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.
36 E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril.
37 Porque para Deus nada é impossível.
38 Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.

Depois que Gabriel anunciou o nascimento de João Batista, passou-se seis meses e o mesmo anjo foi anunciar a outra mulher um nascimento muito especial. Aquele que seria o motivo da vida e morte de João estava por vir, Jesus Cristo.
Jesus é a promessa dos profetas desde a antiguidade (Mq 5:2). É o ungido que viria para edificar Israel (Dn 9:25). Ele é o profeta prometido que viria para ocupar o lugar de Moisés (Dt 18:15). Ele é o Maravilhoso Conselheiro, o Deus Forte, o Pai da Eternidade, o Príncipe da Paz, cujo principado e a paz nunca terão fim (Is 9:6,7). 
Diante de tudo isto Gabriel anuncia o nascimento de Jesus para sua futura mãe neste mundo. Deste diálogo profético podemos aprender algumas coisas.

1.               Deus nos ensina humildade (v. 26)

“E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré”

O nascimento de Jesus foi anunciado em Nazaré, que era uma cidade simples. Nasceria em um povoado de sua época, Belém; em uma família simples; de uma mulher como outra qualquer, porém virgem como símbolo de sua pureza, pois seria o Deus conosco, Emanuel (Is 7:14).
Nazaré era uma cidade pequena do interior de Judá. Não tinha grandes coisas e nem mesmo profeta viera de lá (Jo 1:46). No texto citado Natanael questiona se de Nazaré poderia vir alguma coisa boa. Hoje ela é uma cidade com aproximadamente 70.000 habitantes, e capital do Distrito do Norte de Israel, sua fama parece que ajudou em seu desenvolvimento.

sábado, 10 de novembro de 2012

PREFIRO SER GORDO DO QUE HEREGE



Este ano estou lutando contra balança. Queria ter perdido até aqui 12 Kg, mas infelizmente só consegui 8. Estou longe do ideal, mas não vou desistir. Mas uma coisa me chamou atenção na mídia informatizada: as palavras de certa cantora famosa que disse que pastor gordo não serve de exemplo para ninguém. Sei que ela já pediu perdão pelo que disse, e quero de coração dizer que a perdoo, mas não poderia deixar de expor algumas coisas que devem ser pensadas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

RESPOSTAS PARA UMA ORAÇÃO


Lucas 1:13-25

13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.
 14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,
 15 porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.
 16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,
 17 e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
 18 Disse, então, Zacarias ao anjo: Como saberei isso? Pois eu já sou velho, e minha mulher, avançada em idade.
 19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.
 20 Todavia ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam, porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.
 21 E o povo estava esperando a Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.
 22 E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e ficou mudo.
 23 E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.
 24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu e, por cinco meses, se ocultou, dizendo:
 25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu  opróbrio entre os homens.

A família que foi escolhida para receber João Batista era uma família temente a Deus. O próprio Lucas declara que Zacarias e Isabel viviam “irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (v. 6). O anjo se aproxima de Zacarias e afirma que a oração dele foi respondida. Como deve ter sido difícil por alguns instantes para Zacarias compreender o que estava acontecendo. Durante anos ele pediu por um filho e agora, em sua velhice, Deus fala que atendera a sua oração.
Isto deve nos servir de exemplo para que possamos persistir em oração e saber que Deus sempre tem o melhor para nós mesmo quando não ocorre do nosso jeito. Com isto aprendemos algumas lições sobre uma oração respondida.

O IMENSO AMOR DE DEUS PARA COM SEU POVO

Oséias 3:1-5

O movimento do capítulo 3 é um pouco diferente dos anteriores. Antes Deus mostrava o pecado e logo em seguida declarava o resgate que faria do seu povo. Agora ele chama Oséias para fazer dele mais uma vez uma figura. Oséias terá que mostrar o amor de Deus pelo seu povo pecador através do amor incondicional pela sua esposa que ainda permanecia na prostituição.
A expressão usada para “amada de seu amigo” ficaria melhor traduzida como “amada de outro”.  Todavia nenhuma tradução altera o sentido aqui representado. Oséias deveria continuar amando sua esposa, independente do que ela tinha feito. Ele tinha direito ao divórcio (Dt 24:1), mas Deus o conclama a buscar a sua esposa do jeito que ela estava e amá-la.
O amor de Oséias tipifica o imenso amor de Deus pelo seu povo e nos traz algumas lições que quero compartilhar neste momento.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

UMA FAMÍLIA AOS PÉS DO SENHOR

Lucas 1:5-12

5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era  Isabel.
6 E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.
7 E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.
8 E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,
9 segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.
10 E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso.
11 Então, um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.
12 E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele.

Antes de Jesus nascer era necessário que nascesse o seu predecessor, aquele que iria preparar o terreno para a chegada do Messias prometido. João Batista seria a voz a clamar no deserto (Is 40:3, Jo 1:23). Ele seria a promessa do retorno das Palavras de Elias (Ml 4:5).  Aqui vale uma nota. Em nenhum lugar das Escrituras há base para se afirmar que João Batista é a reencarnação de Elias. Até porque para que haja reencarnação é necessário que haja morte, o que não foi o caso de Elias. Sem falar que a Bíblia é muito clara em afirmar que depois da morte só nos resta o juízo (Hb 9:27).

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A EXCELÊNCIA SUPREMA DO EVANGELHO

 Lucas 1:1-4


1 Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram,
2 segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da palavra,
3 pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio,
4 para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado.

Lucas escreveu seu evangelho provavelmente para os gregos. Isto é aceito principalmente por ele se preocupar em mostrar o lado sapiencial e humano de Cristo. Além disso, Lucas manteve a sequência de Marcos com uma fidelidade maior do que Mateus, tendo em vista que ambos utilizaram os escritos do sobrinho de Barnabé. Junto com o livro de Atos o evangelho parece formar uma unidade cujo ponto central é a ressurreição e ascensão de Cristo. Sendo que no evangelho são os preparativos e em Atos está o testemunho.

O RESGATE DO POVO DE DEUS

Oséias 2:14-23

 

Oséias deixa agora a exortação firme que faz contra o pecado do povo e passa e demonstrar o resgate que Deus vai operar no verdadeiro povo dEle. É fundamental compreender que a iniciativa de resgate parte do próprio Deus. Oseias afirma que Deus atrairá o seu povo para si. Mas esta atração (ou resgate) precisa ser compreendida à luz de tudo que Oséias passou.
Logo podemos aprender alguns pontos importantes sobre o resgate do povo de Deus. Duas perguntas podem ser feitas ao texto:

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

COMPREENDENDO A AÇÃO DO VERBO



João 1:1-5

1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 Ele estava no princípio com Deus.
3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.


Antes de sua existência material Jesus já existia. A introdução do Evangelho de João mostra isso com muita propriedade.
João é um Evangelho que mostra uma visão diferente dos outros 3. Por isso que Mateus, Marcos e Lucas são chamados de sinóticos, isto é, dão uma mesma visão da narrativa da vida de Cristo neste mundo. Os sinóticos, por exemplo, têm uma preocupação centrada nas ações de Cristo, João por sua vez se preocupada com os ensinos de Jesus.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

REALIDADES DE UM DEUS SÁBIO


Romanos 16:21-27


Chegamos ao fim desta pequena série de sermões em Romanos. Foram 53 mensagens  que apenas resumem a ideia de Paulo. O principal objetivo de Paulo com esta carta era buscar apoio para sua viagem missionária até a Espanha. Ele aproveita para dar uma aula sobre a justificação pela fé aos irmãos da Igreja em Roma.
Ler a epístola aos romanos realmente nos edifica e nos leva a uma êxtase espiritual profunda. Através desta carta tive meu primeiro contato com o evangelho. Sua leitura mudou minha vida, como também sabemos que mudou a vida de grandes homens de Deus nestes séculos.
Ao chegar ao fim de sua carta Paulo saúda os de Roma, juntamente com Tércio, seu amanuense, e todos que o acompanhavam. Mas depois da saudação pessoal, Paulo declara sua última poesia desta epístola e nela ele nos ensina a realidade de um Deus sábio.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

O VIVER OBEDIENTE DO CRISTÃO



Romanos 16:17-20

Paulo dá uma pausa em suas saudações pessoais e faz um último alerta sobre alguns problemas que possam ocorrer na Igreja em virtude de pessoas que são desobedientes à liderança e principalmente às Escrituras.
São os últimos conselhos antes de encerrar sua carta. Podemos tirar daqui alguns ensinos maravilhosos sobre os desobedientes e obedientes em Cristo.

O DESPREZO DE DEUS PARA COM A INFIDELIDADE


Oséias 2


A profecia do capítulo 2 se cumpre literalmente na invasão da Assíria. Deus castiga seu povo por causa de sua infidelidade. Israel se afastara dos caminhos do Senhor e este por sua vez pune se povo para que haja purificação no meio dos eleitos de Deus.
Esta profecia pode ser dividida em dois atos. O primeiro consiste nas ameaças de Deus do castigo e da punição iminente sobre seu povo. E o segundo é o resgate que Deus fará daqueles que são de fato povo dEle.
Neste sermão iremos abordar o primeiro ato. Deus não tolera o pecado de seu povo e faz grandes ameaças contra a infidelidade do mesmo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A ETERNA ALIANÇA DE DEUS COM SEU POVO



Oséias 1:1-12


Estamos iniciando uma série de mensagens no livro de Oséias. Foi e tem sido um grande desafio preparar este material, mas espero em Deus poder expor com clareza e poder a Palavra do Senhor.
O profeta Oséias profetiza por um período longo. Logo no início de seu livro se percebe isto quando fala de vários reis. É interessante notar que o rei que ele cita de Israel é somente Jeroboão II. Não quer dizer que ele profetizou somente neste reinado, mas é possível que depois de um tempo ele já estivesse em Judá, o reino do sul.
Nosso profeta é contemporâneo em sua juventude de Amós. Este profetiza com autoridade contra o pecado dos líderes e do próprio povo. Em sua velhice Oséias foi contemporâneo de Isaías e Miquéias. Estes são profetas messiânicos que profetizam contra a nação de Judá principalmente. É tremendo notar que Oséias mescla tanto a ideia de Amós quanto as de Isaías e Miquéias.
Oséias concentra sua pregação no reino do Norte, Israel, mas não deixa de dar algumas pinceladas em Judá.
Oséias significa “salvação”. Reflete o caráter de Deus e de sua mensagem. Durante todo seu livro vemos a mão de Deus na proteção e direção de seu povo, que por sua vez desvia-se do caminho do Senhor através do adultério do culto a Deus e de suas vidas longe da vontade do Senhor.
Sob o reinado de Jeroboão II Israel conheceu seu apogeu político, mas foi também sob seu reinado que teve início a grande decadência. Valendo lembrar que em nenhum momento Israel conheceu um apogeu espiritual desde sua separação do reino do sul, Judá.
Uma explicação vale ser dada para que não haja confusão. Apesar do grande número de reis que aparecem nas profecias de Oséias, não quer dizer que ele profetizou por quase cem anos. Muitos destes reis fizeram corregências com seus filhos, como foi o caso de Jotão com Uzias, e este com Acaz.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DOS CRISTÃOS


Romanos 16:1-16


Encerrada a parte ministerial de sua saudação, Paulo passa a se despedir de determinadas pessoas. Creio firmemente que isto prova que Pedro não foi o fundador da igreja Romana. Segundo os defensores desta linha, Pedro estaria liderando a igreja exatamente no período que Paulo escreve esta carta. Se realmente Pedro estivesse lá é no mínimo estranho Paulo não cumprimentá-lo, uma vez que Paulo o considerava uma das colunas da Igreja (Gl 2:9).
Da forma que Paulo escreve parece ficar claro que Febe foi a portadora de sua carta e que a igreja deveria recebê-la com amor. Até o verso 16 Paulo saúda alguns irmãos que àquela altura estavam em Roma. Do verso 21 ao 23 ele permite que seu amanuense, Tércio, saúde os romanos com sua própria escrita e insira os nomes daqueles que estavam com eles.
Ao saudar os crentes de Roma Paulo destaca algumas características que são básicas para um verdadeiro Cristão.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O PODER DAS PALAVRAS




Mais uma do Facebook. Tenho visto constantes publicações relacionadas a expressões que falamos e seus significados. A última é a palavra “danado”. Na maioria das publicações vê-se uma preocupação exacerbada em não se poder falar esta expressão porque ela significa “condenado ao inferno”. Este é apenas um dos significados da referida palavra. No Dicionário Aurélio, por exemplo, não aparece este significado, nem no Michaelis, e estes são dois dos mais sérios dicionários que temos. No primeiro vemos o significado de “travesso”, “esperto”, “hábil”, “incrível”, entre outros adjetivos positivos. No segundo ainda aparece: “valente”, “extraordinário”, “levado da breca”, “indivíduo ousado”, entre outros também positivos. Sendo assim, não precisamos ficar preocupados com um significado, mas com o que se passa em nosso coração quando falamos expressões como esta. Particularmente não a uso, mas não condeno quem o faz quando sei o contexto em que está inserido.

Salomão diz:

 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida”. (Pv 4:23)

Estas palavras do rei sábio já dizem tudo. Devemos vigiar nosso coração. Chamar uma criança de “danadinha” em meio a uma brincadeira infantil ou quando esta faz uma travessura, faz parte do contexto. Chamá-la da mesma Palavra com ódio no coração pode leva-la a um trauma, mas não porque a palavra teve poder, mas o seu ódio o teve.

Jesus afirma que o que sai da boca procedendo do coração é o que contamina (Mt 15:18), e no versículo seguinte ele afirma que é do coração que procede os maus pensamentos, mortes, adultérios, entre outras coisas enumeradas pelo Mestre. Portanto, o que mais precisamos é vigiar o nosso coração.

Por tudo isso, não se culpe nem perca seus hábitos por causa de publicações sem entendimento e sem embasamento Bíblico. Mantenha, sim, seu coração limpo para que você possa amar seus filhos e qualquer outra criança com o amor que procede do Pai Celeste. Não são palavras que destroem, é a falta de amor, carinho e compreensão que têm destruído nossos lares.

Para encerrar, nosso vocabulário é muito rico e regionalista. Uma palavra que em lugar é uma ofensa, pode ser um elogio em outras regiões. Cito como exemplo a palavra “manga”, ela possui diversos significados possíveis, mas não quer dizer que sempre que eu a use quero me referir à fruta da mangueira, ou ainda à parte do vestuário que cobre o braço. Tudo vai depender do contexto. E isto serve para qualquer palavra do nosso rico idioma.

Nossa fé precisa ser racional e coerente, e não podemos ser levados por misticismos que nada mais são que frutos de corações que não conhecem de fato a Palavra de Deus.


Soli Deo Gloria.


terça-feira, 28 de agosto de 2012

OS CRENTES E O TRAPALHÃO


 

Estou observando uma arruaça no meio dos “facebookeiros” evangélicos. Pelo que entendi paira uma preocupação com relação a um filme idealizado por Renato Aragão, cujo título seria “O segundo filho de Deus”. Pelo que entendi a história gira em torno da ideia que Jesus falhou em sua missão e Deus manda um segundo filho para que a cumpra, e este seria o famoso trapalhão que finalmente conseguiria.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O APELO DE UM MINISTRO DE DEUS


Romanos 15:22-33


Após mostrar as características de um ministro de Deus, onde prepara terreno para falar o grande objetivo que ele tinha em seu coração, Paulo passa a descrever alguns sentimentos que ele tinha, e compartilha-os com os romanos quase que em forma de apelo ou desabafo. Se no sermão anterior vimos os propósitos de um verdadeiro ministro de Deus, agora passaremos a mostrar o que se passa no coração de um verdadeiro ministro.
Paulo teve um ministério pioneiro, e isto lhe credencia como um ministro com autoridade para falar à Igreja em Roma ou em qualquer outro lugar. Seu ministério aos gentios faz dele um instrumento de Deus para o cumprimento de uma profecia (v. 21).
“...como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado o verão, e os que não ouviram o entenderão.” (Citando Is 52:15)

sábado, 25 de agosto de 2012

CONFIADOS NA ENERGIA DE DEUS



Max Lucado em seu livro “Simplesmente como Jesus”, nos narra a seguinte história:

Havia uma mulher muito rica e econômica no litoral da Irlanda na virada do Século. As pessoas se surpreenderam ao saber que ela estaria entre os primeiros a pedir energia elétrica em sua residência.
Passado o prazo para a leitura o leiturista apareceu em sua residência para efetuar o registro. Intrigado com o pouco consumo o funcionário indagou à Senhora: ”Seu medidor demonstra que a senhora quase não usou eletricidade!”.
“Certamente”, respondeu ela. “Todos os dias, quando o Sol se põe, ligo as luzes apenas tempo suficiente para acender meus candelabros, depois as desligo”.

Muitos ficam a dizer que é impossível viver da forma que Bíblia nos orienta, ou seja, de forma santa e pura. O que a maioria se esquece é de usar aquele que está dentro dele, o Espírito Santo de Deus, é maior do que o que há no mundo.
Tenho visto irmãos derrotados e abatidos, só pela falta de confiança em Deus. Vejo pessoas que não dão um bom testemunho, com medo de perder emprego, amigos, ou outra coisa. Não conseguem utilizar toda energia disponível de Deus. Estão ligados, mas preferem viver ainda confiados em suas forças.
Faça uma reflexão sobre sua vida cristã. Será que não está na hora de viver da forma que Deus nos pede? Será que não está passando da hora de apagar os candelabros de nossa luz própria e confiarmos um pouco mais no sol da justiça (Ml 4:2).
Que Deus nos capacite para vivermos confiados em sua energia disponível a nós, e não em nossas virtudes humanas frágeis e pecadoras.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O PERFEITO EQUILÍBRIO DA FÉ



Li em uma das fotos do facebook a seguinte frase: “O diabo não se impressiona com estudos maravilhosos, sermões inflamados... mas ele treme quando alguém dobra o joelho e começa a orar, pois ele sabe que Deus vai agir”. É uma frase de efeito psicológico profundo e que deve nos levar a pensar sobre uma vida de oração. Mas estive meditando sobre isto e pensei em algo que vem me incomodando faz algum tempo: Qual é o perfeito equilíbrio da fé?
Vejo que a oração normalmente é muito enfatizada, mas poucos enfatizam a necessidade de uma leitura da Palavra e uma vida de piedade. Nos tempos modernos as pessoas buscam a Igreja para serem ajudadas em suas crises existenciais e assim a oração tem funcionado mais como uma terapia do que como uma forma de mostrar que confiamos em Deus seja qual for a circunstância.
A Bíblia muitas vezes tem sido usada somente como amuleto que dá força para se vencer os obstáculos desta vida. Como podemos ter equilíbrio em nossa fé? Um dos salmos mais famosos da Bíblia responde isto, o Salmo 1. A verdadeira alegria do justo é meditar na lei do Senhor todos os dias, dia e noite. Se o diabo estremece com a nossa a oração, creio que isto é verdade quando esta oração está no centro da vontade de Deus, ele também estremece quando buscamos as respostas para nossos atos na Palavra de Deus.
Outra questão é a pregação. Se ele não se impressiona com a pregação é porque esta não está centrada na cruz. Afinal, a fé vem pelo ouvir da Palavra (Rm 10:17), e não através da oração. Em nenhum lugar das Escrituras vemos que é a oração que me leva à fé, mas é a Palavra de Deus pregada. Não quero tirar aqui o valor de uma oração, longe de mim esteja isto, mas vida de oração sem conhecimento e sem exposição às Escrituras, não tem valor nenhum, é a Bíblia que nos garante isso.
“Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos.” (Os 6:6)

Outra questão é que Paulo exorta seus pupilos, Timóteo e Tito, a pregarem a Palavra. A Timóteo ele alerta que chegaria um tempo que não suportariam a sã doutrina (II Tm 4:3). No complemento do texto ele afirma que muitos desviaram seus ouvidos da verdade e mergulharam em fábulas. Uma pregação que não estremece demônios é uma fábula, um discurso vazio.
Para encerrar quero descrever o que entendendo de um equilíbrio de fé.

A fé equilibrada é aquela onde oramos sem cessar (I Ts 5:17); lemos e meditamos todos os dias na Palavra de Deus (Sl 1:1) e ouvimos a pregação pura da sã doutrina junto com os santos do Senhor (Hb 10:25; Rm 10:17). Este é o perfeito equilíbrio da fé.


Soli Deo Gloria

OS PROPÓSITOS DE UM MINISTRO DE CRISTO


Romanos 15:14-21


Paulo encerra suas argumentações e começa as despedidas. Mas, sabendo que provavelmente seria questionado por judaizantes ele mostra os objetivos do apostolado e sua verdadeira missão. Stott afirma que Paulo volta a falar de uma forma pessoal à Igreja em Roma. Creio que tudo isto é verdade, mas realmente ele caminha para o fim.
Ele deixa claro que os irmãos de Roma pareciam ser bem maduros e cheios de virtudes espirituais(v. 14). Hoje o que mais carecemos é de igrejas maduras e com estas virtudes descritas pelo apóstolo. Paulo expõe à Igreja de Roma que ele escreve ousadamente “para que seja agradável a oferta dos gentios”. O homem de Tarso está preparando terreno para mostrar o grande objetivo dele ir a Roma (15:24). Ele queria, além de conhecer a famosa igreja, ser adotado como missionário daquela igreja.
Sendo assim, neste parágrafo ele vai delinear propósitos de um ministro de Cristo.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

ABUNDANTES NA ESPERANÇA DO ESPÍRITO


Romanos 15:7-13


Paulo continua com a ideia de seguir o exemplo de Cristo. A expressão “como também Cristo” faz a ligação deste parágrafo com o anterior. Se a renúncia em Cristo nos dá capacidade de viver dentro da igreja em comunhão e respeito mútuos, seguir seu exemplo nos faz aumentar em muito a esperança do Espírito dentro de nós. Paulo agora exorta tanto a fortes como a fracos para manterem uma comunhão constante que comece em Cristo.
Para Murray, Paulo agora volta a separar gentios e judeus. Particularmente não creio que isto seja um fato. Aparentemente ele separa aqueles que aceitaram a mensagem dos judaizantes, os fracos; daqueles que conseguiram entender perfeitamente a mensagem do evangelho, os fortes. Para Stott, Paulo separa as argumentações práticas e teológicas em duas vertentes: Aceitar os fracos (14:1) e aceitarem-se mutuamente (14:7a).  É nesta linha que passamos a mostrar a abundância na esperança do Espírito que habita em cada eleito de Deus.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

UMA FÉ FORTALECIDA


Romanos 14:1-23


No mesmo texto, enquanto Paulo chama a atenção daqueles que eram mais fortes na fé, ele aproveita para mostrar as características de alguém que realmente é forte na fé. Se lembrarmos de que as cartas eram lidas publicamente na igreja em questão, perceberemos que o apóstolo tanto chama a atenção dos fortes, como também aproveita para estimular os fracos a se fortalecerem. Sendo assim, além de orientar os fortes, ele não deixa de mostrar o erro dos mais fracos. Ele mostra no texto que embora os fortes precisem respeitar e amar os mais fracos, eles podem continuar convictos naquilo que acreditam.
Não podemos confundir força espiritual com imaturidade espiritual. Muitos que teimam em desobedecer suas igrejas e denominações, principalmente quando estas estão de acordo com as Escrituras, não são forte, são imaturos, ou pior, talvez não são convertidos.
Passemos a descrever agora os aspectos de uma fé fortalecida.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

O VOTO CONSCIENTE DO CRISTÃO


Quando me converti uma das coisas que mais me atraiu para a denominação Batista foi a ideia de separação da igreja do estado. Achava no início que o cristão não deveria se envolver na política. Hoje creio que não precisamos chegar a tal extremo, tendo em vista que na Bíblia tivemos grandes líderes que deram grande testemunho de fé como Ezequias, Davi, José, Daniel, entre outros. 
O problema é que hoje estamos vivendo outro extremo. Vemos pastores que cedem seus púlpitos para políticos falarem de suas propostas ou trazerem mensagens travestidas de campanha eleitoral. Outros que apóiam abertamente este ou aquele candidato. 
A igreja precisa ter em mente que seu papel fundamental é adorar e proclamar a Palavra de Deus. Ela não precisa de ninguém que a represente diante de câmaras ou congressos. Jesus disse que seu reino não é deste mundo. Se quisermos votar temos que fazer naqueles que lutam pelos direitos de todos, pela igualdade e por uma comunidade mais justa, seja crente ou não. Esta ideia de que crente vota em crente e católico em católico só mostra que de fato os cristãos não conhecem a dimensão do reino celestial. A igreja não precisa de ninguém que lute pelos seus direitos. A verdadeira igreja é apenas a embaixada de um reino muito melhor do que este que estamos agora.

terça-feira, 10 de julho de 2012

O CUIDADO COM OS FRACOS NA FÉ


Romanos 14:1-23

Chegamos a um dos capítulos mais esclarecedores da Bíblia em termos de comportamento cristão. Muitos ainda ficam presos ao que podem ou não fazer como cristãos. Alguns acham que a igreja atual se tornou mais aberta ao pecado por causa disso. Outros acreditam que hoje temos uma melhor interpretação dos textos bíblicos por isso temos mais liberdade. Houve uma época em que ser protestante era não poder fazer uma série de coisas. Creio que de fato o que tem faltado é equilíbrio, mas acima de tudo verdadeiro conhecimento bíblico.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

REVESTIDOS DE CRISTO


Romanos 13:11-14


A carta aos Romanos sem dúvida é a mais completa em termos teológicos que encontramos nos escritos sagrados. Paulo agora vai tocar em um assunto que muitos dizem que ele não fala nesta carta, a escatologia. A volta de Cristo não é explicada com a mesma profundidade que ele faz aos Tessalonicenses, que foi uma carta escrita especificamente sobre isto. Nem com a mesma ótica que ele dá na carta aos coríntios, onde o foco da ressurreição é tremendo. Mas nesta carta aos romanos ele faz da volta de Cristo a nossa grande esperança da consumação de nossa salvação.
Este parágrafo é a conclusão do trecho onde o apóstolo se preocupa em mostrar que o cristão deve ter uma vida de obediência às autoridades e de amor uns para com os outros, incluindo com aqueles que os perseguem. A expressão “E digo isto” mostra claramente o que acabamos de dizer. Paulo aqui concorda com Pedro quando em sua carta este enfatiza a santidade como sendo algo essencial para quem realmente aguarda o encontro com o Senhor (II Pe 3:11).

segunda-feira, 18 de junho de 2012

O AMOR NOS RELACIONAMENTOS


Romanos 13:8-10

Paulo abandona as questões do estado para retornar ao indivíduo. Ele retorna exatamente falando sobre a questão do amor. É notória a preocupação que Paulo tem com as questões humanas, mas ele deixa claro que Deus está acima de tudo e de todos. John Stott destaca com muita propriedade que o apóstolo encaixa a questão do estado entre o amor aos nossos inimigos e o amor às pessoas mais próximas, em especial parece se referir ao relacionamento dentro da igreja.  
Murray nos mostra que Paulo ao iniciar falando em dívida, está ligando o tema atual com o anterior e mostrando que o amor deve mover também nossos compromissos com o estado.
O que também não podemos perder de vista é que a ligação com tema anterior condiciona que este amor também deve ser visto como uma ordem para conhecermos a “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (12:1).
Paulo se utiliza de citações dos dez mandamentos para enfatizar a questão do amor ao próximo. É uma maneira de mostrar que Deus, desde o Antigo Testamento, já pedia a seu povo que amasse intensamente. Neste ponto ele nos mostra três aspectos que devem permear o amor em nossos relacionamentos. Vejamos:

domingo, 17 de junho de 2012

SINTO FALTA DE DEUS...


Nos tempos atuais tenho sentido falta de Deus. 
Sinto falta de Deus na vida daqueles que se dizem seus filhos, mas são comprados por uma corrupção que os prende ao jeitinho de fazer as coisas da forma que dá certo e não do jeito que é certo.
Sinto falta de Deus naqueles que se dizem seus seguidores, mas buscam na matéria seu consolo, no dinheiro sua fonte de riqueza principal, na prosperidade a verdadeira marca do poder de Deus.
Sinto falta de Deus nos púlpitos das igrejas onde a psicologia, a sociologia e a autoajuda vêm substituindo o poder e a suficiência da Palavra e as famílias são bombardeadas por estas mensagens.
Sinto falta de Deus nos trabalhos daqueles que se dizem evangélicos, mas preferem manter seus empregos às custas de mentiras para obedecerem patrões corruptos que visam somente seus interesses pessoais.
Sinto falta de Deus, nas escolas e faculdades onde os jovens que carregam o nome de Cristo preferem pagar o mal com o mal ao invés de se entregarem por inteiro a seu Mestre que morreu na cruz sem nunca levantar a voz.
Sinto falta de Deus nas famílias que se dizem cristãs, todavia o adultério, o divórcio e tantas outras coisas que Deus condena nas Escrituras se tornaram corriqueiras e envergonham o verdadeiro evangelho.
Sinto falta de Deus no meio de uma mocidade que troca a verdadeira espiritualidade por coisas passageiras, mesmo dentro das igrejas, para satisfazerem sua carne e manterem suas concupiscências lascívias.
Sinto falta de Deus nas denominações cristãs que se perdem em suas politicagens e se esquecem que nossa luta não é contra a carne e o sangue. 
Sinto falta de Deus nos corações cujos corpos aos domingos estão nos cultos, mas seu coração e mente estão presos à sexualidade vazia e aos prazeres que a carne oferece.
Sim, sinto falta de Deus em tudo isto, mas ainda sim confio em seu poder pois este não depende das fraquezas do homem que se afasta dEle sem perceber ou sentir a sua falta.


Soli Deo Gloria.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A OBEDIÊNCIA ÀS AUTORIDADES


Romanos 13:1-7

Stott lembra que Paulo destaca no capítulo anterior quatro áreas básicas em nossos relacionamentos: Com Deus (1-2), com nós mesmos (3-8), uns com os outros (9-16) e com nossos inimigos (17-21). Vimos isto nos dois últimos sermões onde Paulo descreve uma vida espiritualmente saudável conosco e com nosso próximo. No capítulo 13 ele vai continuar falando sobre relacionamento. Ele começa falando sobre o relacionamento com o estado. Parece estranho ver este trecho em um livro que foi escrito exatamente é um período de tirania e perseguição a cristãos. É também estranho saber que o mesmo homem que escreve sofreu nas mãos do governo que ele agora pede aos seus leitores que obedeça. Há contradição em Paulo? De forma alguma. Alguns estudiosos tentam resolver isto dizendo que Paulo se refere no capítulo em questão a forças cósmicas, mas creio que isto é forçar demais o texto uma vez que ele faz referência a magistrados (v. 3).

segunda-feira, 4 de junho de 2012

UMA VIDA ESPIRITUALMENTE SAUDÁVEL – PARTE 2


Atitudes para com nosso próximo

Romanos 12:13-21


Paulo trabalha com a ideia da coletividade. O verso 12 é um verso de preparação para tudo que ele vai passar a delinear de agora em diante. A grande preocupação do apóstolo é que os cristãos de Roma entendam que o evangelho, além de ser entendido com clareza, precisa ser vivenciado tanto só (v. 12), como coletivamente (v. 13-21). Este viver diário corresponde a uma vida espiritualmente saudável.
É tremendamente notável a forma como Paulo parece citar o próprio Cristo na maioria das passagens até o capítulo 15.
É claro que este viver diário fica bem mais fácil quando praticamos uma vida de santidade diante de Deus, mesmo quando outros não nos vejam. Nossas atitudes para com o próximo necessariamente devem refletir nossas atitudes para com Deus. Já o contrário não ocorre necessariamente. Como falamos no último sermão, muitos tem uma vida exemplar diante de outros, mas carregam o peso de uma vida relaxada diante de Deus.