terça-feira, 18 de dezembro de 2012

UMA ANÁLISE DO PRECONCEITO




Estava lendo algumas reportagens sobre preconceito. Observei com carinho cada uma delas e pude observar uma coisa: Há muito preconceito na luta contra o preconceito.
Quando analisamos a palavra em si fica claro o seu significado. A prefixo “pre” garante a ideia de que é um conceito formado antecipadamente. Muitas vezes estes preconceitos não estão munidos de dados e fatos, e quando estão estes não são reais. Há poucos dias, por exemplo, vi uma reportagem que dizia que os negros e pardos são os que mais morrem  assassinados no Brasil e que o Espírito Santo também encabeça está triste estatística.
Não tive acesso a todos os dados. Mas, em minha profissão secular, percebo nitidamente que os negros são os que mais matam também, isso também é um fato. Claro que não quero tirar aqui a culpa pelo preconceito de séculos que empurrou os pardos e negros à margem da sociedade. Mas o que quero mostrar é que a análise feita pela ótica oferecida gera outro tipo de preconceito. E falo isso com muita tranquilidade, pois sou pardo e filho de negro, com muita alegria e orgulho no coração. Faço aqui um alerta aos nossos meios de comunicação. Cuidado com a forma como apresentam uma matéria jornalística. Muitas vezes já apresentam com um teor de preconceito e incitando novos preconceitos.
Ainda dentro do problema racial. Fala-se na escravidão como se esta fosse culpa exclusivamente dos brancos. Mas poucas vezes vi alguém dizer que nos primórdios da humanidade, as nações derrotadas nas guerras tinham sua população escravizada, isto independia da cor da pele. Os negros comercializados, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, eram vendidos na África por outros negros, que normalmente eram de tribos que venciam as guerras ou batalhas tribais. Logo, onde está o problema? No branco? No Negro? Não. No ser humano. Somos pecadores por genética, a Bíblia diz exatamente isto (Rm 3:10-23; Rm 5:12). Claro que existe preconceito de brancos contra negro, mas o contrário também é verdadeiro e no mesmo patamar numérico-estatístico. Pois são todos humanos, são todos falhos em virtude da natureza de Adão.
Outro problema latente é a luta contra a homofobia. Sou radicalmente contra a homofobia. Não podemos usar de violência só porque não concordamos com a opção sexual de alguém. É um absurdo saber que ainda se mata pessoas porque estas optam por outro pensamento que difere da maioria. Cada um tem o direito de pensar e expressar o que pensa, desde que respeite o espaço do outro que pensa o contrário. Aí entra o que quero dizer. Os adeptos ao movimento GLBT querem que se respeite o seu espaço, porém eles mesmos não respeitam o espaço de outros que não concordam com seu pensamento. Isto também é preconceito.
É lamentável saber que alguns deles estão dispostos a pegar em armas, como vi um “pastor” gay se pronunciar, para atacar pessoas pacíficas que estão apenas querendo exercer o direito de expressão. É triste ver alguém, que se autodenomina cristão progressista, chamar os cristãos conservadores de “desgraçados”, quando eu nunca vi um pastor conservador, por mais “preconceituoso” que fosse desejar a morte de um gay. Nunca vi um pastor sério e fundamentado nas Escrituras que deseja pegar em armas para matar um gay. Normalmente o que se deseja é que este chegue ao conhecimento da Palavra e tenha uma experiência de conversão. É claro que há os excessos e as exceções, principalmente em grupos formados por pessoas que não estudam a Bíblia com seriedade, isto também é fato.
Por fim, preconceito consiste em achar que se é superior a outro por se pensar diferente ou ter a cor da pele diferente. Já trabalhei com gays e sempre os respeitei como seres humanos. E sempre os respeitarei. Nunca julguei um gay inferior a mim, pois eu também sou pecador, mas isto não quer dizer que concordava com as suas atitudes.
Diante de tudo isto o que me resta é repetir: há muito preconceito na luta contra o preconceito. A Bíblia diz que cada um prestará conta de si mesmo diante de Deus (Rm 14:12). Logo, ninguém tem direito de atentar contra a vida de outrem por causa de diferenças sexuais, e muito menos a cor da pele. As Escrituras também afirmam que cada um pode andar pela vista de seus olhos, mas no final Deus é quem vai julgar a todos (Ec 11:9). Mas a mesma Bíblia nos ordena a pregar com amor contra tudo que desagrada a Deus, isto não é preconceito, é fato.

Soli Deo Gloria

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