segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O CAMINHO PARA A PIEDADE

Hebreus 13:8-17
A expressão piedade tem haver com as práticas de uma vida religiosa. Este foi um dos pontos expostos pela epístola aos hebreus. O autor enfatizou muito a pessoa de Cristo, mas mostrou como poucos no Novo Testamento a necessidade da reunião do povo de Deus. Chegou a afirmar que é uma forma de admoestação para aguardar a volta de Cristo (Hb 10:25).
Agora ele passa a mostrar algo sublime para o povo de Deus. O caminho para a piedade, ou seja, para uma vida religiosa dentro da vontade de Deus.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

CONSELHOS PRÁTICOS PARA A VIDA CRISTÃ

 Hebreus 13:1-7
O escritor faz, assim como Paulo costuma fazer em suas cartas, conselhos práticos para a vida cristã. Mas o autor aos Hebreus tem uma visão voltada para dentro da Igreja e não para fora como Paulo. Não são visão antagônicas, mas são visões que se completam. O crente deve ser crente dentro e fora da igreja. Paulo trabalha com a ideia de que não adianta você ser firme na igreja se não tiver uma vida diante da sociedade digna. O autor aos hebreus trabalha com o suposto de que não vale apena ser comportado dentro da sociedade e não viver de forma piedosa. Guthrie lembra que as ações aqui envolvidas abraçam três áreas: Social, matrimonial  e  religiosa.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

ACHEGANDO-SE A DEUS

Hebreus 12:18-29
O autor passa a narrar fatos que ocorreram a partir de Êx 20:18. Moisés descera do monte com as tábuas da lei e proferiu em alta voz as leis básicas do Senhor. Após isto houve grandes relâmpagos e manifestações insólitas diante do povo de Deus. Temor tomou conta do povo que pediram para que Moisés não deixasse o próprio Deus falar com eles diretamente.
O autor passa a mostrar para eles agora o valor das coisas eternas, conforme deixara no parágrafo anterior. Este fato mostra que devemos aprender como nos aproximar de Deus. Como alcançar a santificação que nos permite ver a Deus conforme os verso 14 nos mostra. Sendo assim aprendemos:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

DECISÕES CONTRA O FRACASSO ESPIRITUAL

Hebreus 12:12-17
Após falar sobre a disciplina o autor mostra que alguns não aceitam bem este lado de nosso Deus. Muitos desanimam no meio do caminho por causa de seus sofrimentos. Outros não conseguem conceber a ideia da dor por causa da disciplina e da educação espiritual. O autor nos mostra que para que o desanimo não ocorra são necessárias algumas decisões:

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

SOFRIMENTOS: DISCIPLINA E EDUCAÇÃO

 Hebreus 12:4-11

O pecado é algo que está inserido no coração do homem. O autor faz questão de lembrar isto e recordar que Jesus nos limpa de nossos pecados. O sofrimento entra no mundo como consequência do pecado. Não quer dizer que seja consequência do meu ou do seu pecado, mas é uma consequência da própria existência dele. É um preâmbulo do salário que é a morte (Rm 6:23).
Hoje muitos cristãos têm sido ensinados de que após a conversão não podemos mais sofrer. Que após a experiência com Jesus não podemos sofrer nada da consequência do pecado. Ledo engano. As consequências do pecado original continuam sobre nós da mesma forma que a morte. Se fosse verdade que não podemos mais sofrer, também seria que não poderíamos morrer.
A realidade do pecado é tão grande na vida do crente que o autor começa mostrando que seus leitores ainda não tinha sofrido tudo que poderia ocorrer (Hb 12:4). Ele mostra que a morte é o maior sofrimento que alguém pode ter pelo amor a Deus na luta contra o pecado.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

TESTEMUNHANDO O EXEMPLO DE CRISTO

Hebreus 12:1-3


Seguindo dentro do trio fé, esperança e amor, o autor passa agora a falar sobre o segundo. A esperança vai ser muito bem delineada neste capítulo que agora começamos a observar. Quatro aspectos podem ser notados neste capítulo: 1) O exemplo baseado na qualidade do autor e consumador de nossa fé; 2) O propósito e o valor das tribulações dentro da perspectiva do amor de Deus; 3) O perigo e o fracasso dos descuidados; 4) Os privilégios da graça de Deus comparados à Antiga Aliança.
Hoje analisaremos os primeiros versículos sob a ótica do exemplo de Cristo e nosso testemunho.
Após confrontar o exemplo de fé dos antigos e como realmente Deus olhou para cada um deles, o autor passa agora a mostrar que nossa esperança segue de perto nossa fé. Ele chama atenção para o fato que todos estes heróis estão como testemunha diante do que fazemos ou deixamos de fazer.
Vejamos os aspectos gerais deste testemunho:

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

ALCANÇANDO O TESTEMUNHO DA FÉ (PARTE 2)

Hebreus 11: 17-40

O autor continua discorrendo sobre o testemunho da fé. Ele vai continuar a narrar um dos trechos mais magníficos de toda Bíblia. É um momento crucial em sua carta pois ele pretende caminhar para fim mostrando para os seus leitores que vale a pena viver pela fé. Que vale a pena perseverar para alcançar o testemunho da fé. E ele continua...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ALCANÇANDO O TESTEMUNHO DA FÉ (PARTE 1)

Hebreus 11:1-16

Após discorrer sobre a firmeza da fé o autor passa a delinear como alcançar o testemunho da fé diante de Deus. É interessante que ele não tem uma preocupação apenas de mostrar os grandes milagres, mas mostra também que muitos não conseguiram aquilo que queriam, mas ainda assim alcançaram o testemunho que Deus queria.
Alcançar o testemunho da fé consiste:

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CUIDADO COM O CRISTIANISMO NOMINAL

Hb 10:26-39

O autor continua seu assunto mostrando que falhar na firmeza da fé é um pecado perigoso. Ele mostra que podemos estar longe da vontade de Deus e dos caminhos por Ele determinados.
Seguindo a descrição do autor, vamos dividir nossa exposição em duas partes. Na primeira mostraremos as características do Cristão nominal, na segunda a do cristão verdadeiro.

BUSCANDO A VERDADEIRA FIRMEZA NA FÉ

Hebreus 10:19-25

Entramos agora no maior parágrafo do livro de Hebreus. Vamos dividi-lo em duas partes para que possamos compreender bem a sua mensagem. Na primeira veremos como buscar a firmeza para a fé verdadeira. E na segunda veremos as consequências de um cristianismo nominal.
O autor vai trabalhar em uma tríade que o apóstolo Paulo delineou muito em suas epístolas: fé, esperança e amor (Hb 10:2-24).
"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor. "
(I Co 13:13)

"...recordando-nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus Cristo..."
(I Ts 1:3)
Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação;(I Ts 5:8)

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

EFICÁCIA DO RITO DA CRUZ

Hebreus 10:1-18

A antiga lei judaica é mostrada aqui sem poder e força alguma. A repetição constante dos ritos que eram “sombra” de algo que viria, servia apenas para mostrar a sua ineficácia.

A obra de Jesus nos traz um resultado eterno. Por isso não há mais necessidade de repetição de ritos que apontem para o sacrifício.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

RESULTADOS DO SANGUE DE CRISTO

Hebreus 9:11-28

Após descrever a questão do culto coletivo utilizando a simbologia do tabernáculo, o autor passa a demonstrar o aspecto perfeito do sacrifício de Cristo, sua abrangência e seu resultado.
Este trecho se prolonga até o capítulo 10:18. Na primeira parte são tratados resultados do sangue derramado de Cristo e na segunda a eficiência da única oferta. Todo este trecho trata das características da obra de Cristo.
O sangue de Cristo traz como resultados em nossos corações:

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O VERDADEIRO CULTO A DEUS

Hebreus 9:1-14

O autor encerra sua argumentação no verso 13 do capítulo 8 mostrando que o novo pacto era muito superior ao primeiro. Agora ele passa a descrever os símbolos que estavam contidos no primeiro pacto.

Ele começa descrevendo algo que nossos adultos aprenderam na EBD – o tabernáculo. Nesta descrição aprendemos algumas lições preciosas sobre o verdadeiro culto a Deus.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A EXCELÊNCIA DO SACERDÓCIO DE CRISTO

Hebreus 8

Até aqui o autor vinha demonstrando que a obra sacerdotal de Cristo é eficiente e perfeita por si só. Este fato faz com que a nova aliança se torne muito superior à antiga e ele passa a delinear isto com muita precisão. A antiga aliança era simbólica (v. 5). Eis uma expressão que continuamente o livro de Hebreus demonstra (8:5; 9:24; 10:1). 
Eis os motivos da excelência do sacerdócio de Cristo:

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

A PERFEIÇÃO DO SACERDOTE-REI

Hebreus 7:11-28

1) A limitação do sacerdócio levítico (11-19)

Ao lermos textos de Êxodo, principalmente os dez mandamentos, observamos que o próprio Deus estava dirigindo o povo pelo deserto e montando sua nação eleita. Esta nação seria santa, mas também sacerdotal. Mas tudo que o povo prometeu, não conseguiu alcançar. O homem não tem capacidade de conseguir nada, mesmo que seja a nação eleita de Deus.
Deus estabelece o sacerdócio levítico para que o seu povo pudesse viver de forma santa e perfeita, mas ele falhou. A falha humana diante da lei que o próprio Deus estabeleceu mostra a limitação do sacerdócio levítico. O texto em questão ainda nos mostra outras coisas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

A EFICIÊNCIA DO SACERDOTE-REI

Hebreus 7:1-10

O autor fecha o parêntesis que foi aberto em 5:10 e volta ao assunto que deixou no capítulo 5: o sacerdócio de Melquisedeque.
Dois dos três ofícios de Cristo estão delineados neste trecho: sacerdote e rei. O nome Melquisedeque aparece 10 vezes em toda Bíblia. Somente em Hebreus aparece 8 e as outras em Gênesis 14:8 e no Salmo 110:4. Melquisedeque significa “rei justo”  ou “meu rei é justo”.
Este rei entra em cena quando Abraão participa da guerra de 4 reis contra cinco em virtude da prisão de seu sobrinho Ló (Gn 14). Ló habitava nas imediações de Sodoma e Gomorra que foram atacas por cinco reis guiados por Quedorlaomer.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

CERTEZA DA ESPERANÇA

Hebreus 6:1-20

Estamos diante de um capítulo considerado por alguns como um dos mais difíceis. Na realidade a maior dificuldade encontra-se em aceitar o que está escrito da forma que está. A complexidade dele está no coração do homem e não no texto em si.
Do século XIX para cá surge a ideia da perda da salvação. Os cristãos no passado não tinham esta ideia, pois para eles era certo de que Deus garantiria o seu povo até o final.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

DINAMISMO DA VIDA CRISTÃ


 Hebreus 5:10 – 6:3

A vida cristã não pode ser parada e estagnada. Não consigo entender alguém que entra na Igreja e não se coloca à disposição do reino para o trabalho e, mais do que isto, não tem sede de aprender a Palavra de Deus.
O escritor irá abrir um parêntesis em seu ensino para admoestar os seus leitores. Ele vinha explicando acerca da superioridade de Cristo em relação ao sacerdócio, mas se deu conta que seus leitores estavam presos a tradições e pensamentos humanos sobre o messias. Sendo assim, o autor os exortar a se tornarem melhores estudantes da Palavra de Deus.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

AÇÕES DO SACERDÓCIO DE CRISTO

Hebreus 5:1-10 

O autor passa a mostrar que Jesus é superior ao sumo-sacerdote. A superioridade de Jesus é evidenciada pelo fato dele não ter pecado.
O sacerdote era alguém nomeado e chamado por Deus. Ninguém podia escolher ser sacerdote, todos que nasciam na tribo de Levi já carregavam esta condição.

O PREÇO DO DESCANSO


Hebreus 4:11-16

Jesus conta uma parábola muito interessante em Lucas 14:25-33. Nesta parábola ele mostra que segui-lo envolve um preço alto e que temos que ter realmente convicção se é isto mesmo que queremos. Nos versos 28 e 31 ele mostra que quando queremos alguma coisa temos que primeiro calcular o custo. Ninguém pode iniciar uma obra sem calcular o custo. Nenhum soberano pode sair à guerra sem calcular seus custos.
De certa forma é isto que o autor aos hebreus procura tratar neste trecho da Palavra de Deus. Para muitos parece que ele entra em contradição, uma vez que no verso 3 ele deixa claro que a experiência do céu é algo que começamos a sentir já. O problema é que ele agora não está mais falando da garantia da entrada, mas do preço que devemos pagar por entrar. A salvação realmente é de graça, pelos méritos da cruz. Mas antes de recebermos a mensagem devemos saber que temos um preço a pagar. Não pela salvação, mas pela caminhada, ela vai designar o nível de santidade que tenho ou se tenho.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ENTRANDO NO DESCANSO DE DEUS

Hebreus 4:1-10

O autor continua a sua comparação com a peregrinação do povo no deserto. Ele mostra que boa parte do povo não teve direito a entrar na Terra Prometida (o descanso) por causa de sua incredulidade. Mas antes ele deixa claro que Moisés foi fiel até o fim.
Hoje não é muito diferente. A igreja está lotada de pessoas, mas muitas não conseguiram alcançar o descanso eterno, todavia Jesus se mantem fiel ao seu propósito e sua obra.
A expressão descanso refere-se à salvação que vem de Deus. O autor mostra que o descanso prometido é maior que o descanso que Josué recebeu. Este, após entrar na Terra Prometida, ainda teve que lutar. Nós, pela fé, entramos para o descanso eterno e nada temos mais a fazer.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

FUGINDO DA INCREDULIDADE

Hebreus 3:1-19

O autor vai continuar na sua argumentação da superioridade de Cristo. Moisés tinha uma importância enorme para o povo hebreu. Eles o viam não apenas como legislador, como também como aquele que mediou diante de Deus no deserto.
Afirmar que Jesus é superior até mesmo a Moisés parecia uma agressão espiritual ao povo hebreu.
Dentro desta argumentação o autor traz como mensagem secundária algo que podemos compreender bem em nossos dias.  A fuga da incredulidade.
O autor usa a expressão “apóstolo” no seu sentido primário – enviado. Jesus é o enviado Deus para mediar ante a presença do Senhor.
O autor começa comparando a fidelidade de Jesus com a de Moisés. Em meio  a esta argumentação ele vai mostrando como se manter longe da incredulidade.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O VALOR DA ENCARNAÇÃO E SOFRIMENTO DE CRISTO

Hebreus 2:10-18
Uma das dificuldades que os judeus tinham era aceitar que Jesus era superior aos anjos. Eles não conseguiam entender como alguém que sofreu e morreu, poderia ser superior aos anjos. Para o judeu era impensável um Messias sofredor.
No salmo 8 o messias é colocado claramente acima dos anjos, sendo, inclusive, Senhor deles. Este fato comprova a grandiosidade de Jesus.
Jesus encarnou e sofreu:

segunda-feira, 21 de junho de 2010

VIVENDO NA DILIGÊNCIA DA PALAVRA

Hebreus 2:1-9
O autor continua sua exposição acerca da superioridade de Cristo. Todavia ele abre um pequeno parêntesis para alguns pontos que refletem a diferença entre o Antigo e o Novo pacto.
Atentar com diligência envolve atentar com cuidado. Muitos vivem um cristianismo distante da Palavra. Somos apegados e atentos às músicas, estratégias, mas não prestamos atenção à Palavra.
Diante deste apelo o autor mostra que a primeira revelação aponta para o pecado. Mostra que todos estão debaixo da transgressão e desobediência. A Nova Aliança aponta para a salvação.
Apego à palavra resulta...

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A EXCELÊNCIA DO NOME DE CRISTO

Hebreus 1:5-14
A superioridade de Cristo será mostrada em comparação a uma série de coisas. Isto vai até o capítulo 3. O autor passa agora a demonstrar a superioridade de Cristo sobre uma das coisas que os judeus mais veneravam – os anjos.
O argumento do autor começa dentro de algo que é fundamental nos escritos tanto do AT quanto do NT: o nome de Jesus ou o nome do Senhor. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento esta expressão reflete autoridade.
Em Gênesis vemos a ideia da invocação. Quando o nome do Senhor iniciou a ser invocado. No restante do Pentateuco é destacado o respeito que devemos ter pelo “nome do Senhor”.

CRISTO - REVELAÇÃO FINAL DE DEUS

A primeira notícia que se tem da Epístola aos Hebreus data de 95 d.C., citada por Clemente de Roma em uma carta. A autoria do livro é muito discutida. Durante séculos especulou-se como sendo de Paulo (principalmente porque há manuscritos do segundo século afirmando isso), Barnabé, Áquila, Apolo, entre outros. Na realidade não se pode afirmar com exatidão nenhum destes. Particularmente creio que a possibilidade de Apolo é a maior de todas, embora não feche questão sobre o assunto.
Sabe-se que o escritor tinha um grande domínio do grego e um grande conhecimento da simbologia do Antigo Testamento. Era um amigo de Timóteo e parece ter uma íntima relação com este discípulo de Paulo.
Seu público alvo era judeus convertidos ao cristianismo há algum tempo. Porém, apesar de não serem neófitos, parece que estavam cometendo erros básicos dentro da doutrina cristã.