segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

ESCOLHIDOS PARA VENCER

Romanos 8:31-39

Antes de qualquer coisa quero deixar claro que não sou adepto ao positivismo, teologia da prosperidade, ou coisas parecidas com estas, mas o título em questão tem haver com a certeza de que os eleitos de Deus chegarão até o final de sua lida neste mundo com a vitória mais do que garantida.
Os versos 28 a 30 servem como ligação para o que Paulo tratou até o verso 27. Como vimos, o Espírito Santo é o tema central do capítulo, e estes nove versos finais mostram os resultados da obra do Espírito na vida daqueles que foram escolhidos, segundo a presciência e soberania de Deus, antes da fundação do mundo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

CONHECIDOS E ELEITOS

Romanos 8:28-30

Paulo muda um pouco o seu discurso. Isto fica claro na forma como ele inicia este trecho. Grande parte das traduções portuguesas colocam expressões do tipo “E sabemos” ou “Mas sabemos”; são expressões que ferem um pouco o sentido. Paulo não está ligando este trecho com o anterior, mas ele usa este trecho como preparação para o que virá mais adiante.
Este trecho é um dos mais difíceis de compreender. Muitos têm procurado argumentar dizendo que Deus predestinou aqueles que primeiramente conheceu. Outros afirmam que isto não é possível uma vez que colocaria no homem méritos para a salvação e isto não ocorre. Até o presente momento não tenho uma posição com relação a isto. Primeiro porque consigo ver com muita tranquilidade a responsabilidade do homem e a soberania de Deus. Mas, por outro lado, não gosto de ferir aquilo que o texto realmente diz.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A OBRA CONSOLADORA DO ESPÍRITO SANTO

Romanos 8:26-27

Paulo retorna ao assunto principal deste capítulo – o Espírito Santo. Ele vai mostrar que a obra do Espírito é constante em nossas vidas e produz em nós uma tranquilidade muito grande.
O apóstolo inicia o verso 26 dizendo “Também o Espírito, semelhantemente”, conforme versão Revista e Atualizada, esta afirmação é o fechamento do parêntesis aberto entre os versos 18 a 25 onde ele tratou da esperança da glória final. No trecho citado Paulo destaca, como já preguei, que a glória final é muito maior que qualquer coisa que venhamos a passar. Afirmado isto, o apóstolo está complementando dizendo que a obra consoladora do Espírito é suficiente para nos manter dentro dos caminhos que Deus estabeleceu para o seu povo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A ESPERANÇA DA GLÓRIA FINAL

Romanos 8:18-25

Paulo encerra o último parágrafo mostrando que o sofrimento de Cristo deve ser nosso consolo para o sofrimento nesta vida, pois, afinal, somos salvos exatamente no sofrimento de Jesus, ou seja, através de seu sangue derramado no Calvário.
A expressão traduzida como “porque” no verso 18 faz a conexão com verso 17. Em outras palavras Paulo está dizendo através da união dos dois versículos que: Padecer com Cristo vale a pena porque a recompensa que nos espera é muito maior que isto.
Em II Coríntios 4:17, Paulo repete quase o mesmo verso 18 de uma forma ainda mais profunda. Ele afirma no texto aos coríntios que nossa tribulação é leve e momentânea e que produz em nós um peso eterno da glória. Estes dois versos mostram a pequenez de nossa vida e a grandeza da vida eterna que está preparada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

VERDADES SOBRE A ADOÇÃO DE DEUS

Romanos 8:9-17

O capítulo 8 é, por alguns, considerado um capítulo que trata da santificação. Para outros é um capítulo que se refere à segurança do crente. Creio que os dois assuntos andam de mãos dadas, mas o segundo parece ser mais lógico considerando a sequência que Paulo inicia no capítulo 5, e, principalmente, a forma que ele dirigiu o capítulo 7 encerrando com a certeza de que, mesmo depois de salvo, o pecado bate à porta do cristão, mas em Cristo ele não tem nenhuma condenação, uma vez que foi absolvido pela lei do Espírito.
O verso 9 declara de uma forma quase que explícita a trindade divina. Paulo declara que o Espírito é igual ao Espírito de Deus que por sua vez é igual ao Espírito de Cristo. Isto é fantástico pois muitos ainda têm muita dificuldade de assimilar esta verdade Bíblica.
No verso 10 o apóstolo faz novamente um contraste entre o corpo, condenado pelo pecado, e o espirito (a letra minúscula refere-se ao nosso espírito) vivificado pela obra redentora de Jesus. 
O versículo 11 culmina com a redenção final daquele que tem Espírito Santo de Deus em sua vida, ou seja a nossa glorificação.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A ABSOLVIÇÃO PELA LEI DO ESPÍRITO

Romanos 8:1-9

Esta separação dos capítulos 7 e 8 muitas vezes confunde o leitor desatento. A expressão “Portanto”, ou “pois” em outras traduções, reflete a continuidade do assunto que Paulo está mantendo. O apóstolo está mostrando que o pecado, embora continue nos cirandando, e algumas vezes nos derrube, não tem poder mais para nos condenar. Alguns, como Stott, acreditam que a expressão “portanto” refere-se a toda argumentação que teve inicio no capítulo 3. O problema para manter esta assertiva é quando se olha para o verso 25 do capítulo 7. Paulo vinha mostrando as armadilhas do pecado e, apesar de todas elas, ele pode agradecer por Cristo. Por que isto? Exatamente é o que ele responde no verso 1: “Não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” através da obra do Espírito.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

AS ARMADILHAS DO PECADO


Romanos 7:7-25
Paulo permanece em sua argumentação sobre o novo serviço. Porém ele passa a mostrar que o pecado sempre estará rondando a vida do homem, mesmo quando este é alcançado pela graça. Mas vale lembrar que nos versos 12 a 14 do capítulo 6, Paulo deixa claro que não podemos dar chances ao pecado e isto significa que devemos tomar muito cuidado com os seus ardis.
Muitos questionam se este trecho Paulo escreve para crentes ou não. Não creio que isto seja importante. A Palavra é uma totalidade, e cada pedaço dela deve ser analisado. Na realidade Paulo não parece preocupado com esta definição. Até porque, como frisou bem Schaeffer, as mesmas prerrogativas para a justificação são exigidas na santificação. Sendo assim, este trecho pode servir para um ou outro grupo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

UM NOVO ESTILO DE SERVIÇO

Romanos 7:1-6

No verso 14 do capítulo 6, Paulo encerra dizendo que o pecado não terá domínio sobre aqueles que entram debaixo da lei da graça. Os versos 15 a 23 é um parentético onde o apóstolo se preocupa em mostrar que Deus nos liberta através de Cristo sem as obras da lei. Para isto temos que nos apresentar diante de Deus para sermos libertos do pecado.
Alguns tentam discutir a que lei Paulo se refere. Para mim, ao usar o exemplo do matrimônio, Paulo deixa claro que se referia principalmente a lei mosaica, mas nada impede que ele esteja falando sobre qualquer tipo de lei. Na Nova Tradução na Linguagem de Hoje as expressões ficam assim: “Vocês conhecem as leis e sabem que elas só têm poder sobre uma pessoa enquanto essa pessoa está viva”. Nesta forma fica genérico a visão de lei. Mas de qualquer forma partimos do pressuposto da lei mosaica, uma vez que até aqui era o que Paulo vinha usando como modelo. Neste ponto ele está tentando mostrar que, uma vez apresentados diante de Deus e libertos do pecado, morremos para este. Tal morte nos libera da lei, ou seja, não estamos presos mais a condenação que vem da lei. Para isto precisamos lembrar que Paulo mostra nos capítulos 3 e 4 que a lei veio para nos apontar o pecado e não para nos salvar dele.

domingo, 9 de outubro de 2011

LIBERTOS DO PECADO


Romanos 6:20-23

Paulo continua comparando a escravidão com a situação do homem diante de Deus. Ele mostra que a recompensa por se manter escravos do pecado é a morte. O apóstolo não quer dizer que o homem que não tem Jesus não faz nada direito, antes, ele está mostrando que aquela pessoa que não busca estar no centro da vontade de Deus só pode sempre desagradar ao Senhor. Não é o que faz apenas que desagrada, é o seu estado diante de Deus que desagrada. É como aquele filho que é viciado em droga. Muitas atitudes dele podem ser corretas, mas é o seu estado que desagrada seu pai, não apenas suas atitudes. O homem que não tem a Jesus está sempre longe de Deus. Como diz o próprio apóstolo: ele está destituído da glória de Deus. 

domingo, 25 de setembro de 2011

APRESENTANDO-SE A DEUS


Romanos 6:12-19

Paulo deixa um pouco o assunto da graça, mas não abandona a questão do pecado na vida daquele que é alcançado pela graça. O apóstolo estabelece que aquele que foi alcançado pela graça deve ter uma vida sempre pautada pela obediência a Deus. o verso chave deste trecho é o 16.
Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
O apóstolo está mostrando que o homem não tem opção de liberdade. Ou ele fica preso nas garras do pecado, ou ele se rende a presença da graça apresentando-se a Deus. 

domingo, 18 de setembro de 2011

O PODER DA GRAÇA

Romanos 5:20-6:12
Paulo termina sua argumentação sobre a questão da justificação e passa a delinear um novo assunto: a relação do cristão com o pecado. Este se estende até 8:39.
O apóstolo inicia este novo bloco com o assunto que encerrou o anterior: a graça. A intensão do apóstolo parece ser mostrar que o cristão, embora transformado, ainda sofre com o pecado, mas este não pode ter mais poder sobre ele.
O interlocutor que apareceu em capítulos anteriores retorna. Parece ser um judaizante que tenta destruir a concepção das boas novas que Paulo delineou outrora. Este é o motivo que precisamos começar a ler do verso 20 do capítulo anterior.

domingo, 4 de setembro de 2011

A SOLIDARIEDADE DE ADÃO E DE CRISTO


Romanos 5:12-21

Paulo está agora encerrando esta fantástica exposição que teve início no capítulo 1:18, em especial a justificação a partir do capítulo 3. Não quer dizer que ele vai parar de falar sobre justificação, mas que ele vai mudar o foco para reforçar toda sua tese.
Neste trecho ele mostra que o pecado entrou no mundo por um único ato (12), embora depois outros tenham cometido outros atos diferentes daquele original de Adão (14).
Adão é a primeira figura do próprio Cristo, e Cristo é a figura do homem ideal desejado por Deus. Afinal por um homem entra o pecado e por um homem ele é retirado daquele que crê.
A palavra solidariedade é muito utilizada como sendo aquela ação que diz respeito a indivíduos que ajudam a outros. Mas ela também reflete a ideia de uma cultura que é passada de geração em geração. Pode também ser vista como aquele vínculo que existe entre grupos de pessoas ou mesmo animais.

domingo, 28 de agosto de 2011

O CAMINHO PARA A RECONCILIAÇÃO


Romanos 5:1-11

Paulo fecha o parêntesis aberto com o exemplo de Abraão. Porém ele não encerra o assunto que começou: a justificação e a falência da lei judaica para a salvação. Ele passará a mostrar que o caminho da reconciliação é a justificação pela fé. Porém ele mostrará alguns aspectos que vale a pena serem observados.
Paulo escrevendo aos Coríntios disse que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo. Esta reconciliação ocorre porque estamos destituídos da glória de Deus. No texto em questão, primariamente Paulo repete o que já tinha dito, mas nas entrelinhas conseguimos extrair alguns ensinos sobre o caminho para a reconciliação.

domingo, 21 de agosto de 2011

RESULTADOS DA JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ


Romanos 4:16-25

Nos primeiros capítulos da carta aos Romanos, Paulo trabalha com a ideia de rechaçar a segurança judaica sobre o cumprimento da lei. Os judeus se vangloriavam disso. No capítulo 4 Paulo usa um exemplo prático disto através da pessoa de Abraão – o patriarca de seu povo.
Na primeira parte ele mostra alguns aspectos da justificação de Abraão que podemos bem aplicar em nossos dias. Na segunda parte, ainda no exemplo de Abraão, Paulo vai demonstrar os efeitos da justificação pela fé.
São estes os resultados que podemos ver no trecho lido:

domingo, 14 de agosto de 2011

UM EXEMPLO DA JUSTIFICAÇÃO DE DEUS

Romanos 4:1-15

Não podemos falar deste texto sem fazermos um pequeno resumo da vida de Abraão. 
Abrão era um homem da terra de Ur dos Caldeus, chamado por Deus para o cumpri-mento de uma promessa e a formação de um povo escolhido por Deus. Abrão obedeceu o chamado de Deus sem questionar e passou a peregrinar a caminho de uma terra que ele não conhecia. É interessante notar que ele parte de sua terra com 75 anos de idade e vai para terra separada por Deus (Gn 12:4). Nesta jornada ele monta um altar para Deus e invoca seu nome (Gn 12:7-8; 13:4, 18). Meteu-se em uma guerra para libertar seu sobri-nho Ló. No retorno dessa guerra entregou ao sacerdote do Deus Altíssimo, Melquisede-que, o dízimo de tudo (Gn 14). É interessante que tudo isto ocorre antes de seu nome ser mudado e antes da expressão “Creu no Senhor, e isso lhe foi imputado como justiça”. São três momentos na vida de Abraão que ele ouve esta expressão. Todos três envolvendo a promessa do filho: 1) Quando ouve a primeira palavra da promessa e teria uma nação como descendente (Gn 15:6 – ele tinha 80 anos); 2) Quando Deus muda seu nome e promete que Sara teria um filho aos 90 anos de idade (Romanos 4:19-22); 3) Quando Deus pediu Isaque em sacrifício para provar a fé de Abraão (Tg 2:23).  Robert F. Turner diz: “A fé de Abraão não era nenhuma experiência miraculosa. Era uma vida de obediência e serviço humildes de acordo com a vontade revelada de Deus.”

domingo, 7 de agosto de 2011

A LEI DA JUSTIFICAÇÃO - PARTE 2


Romanos 3:21-31

No último sermão começamos a ver a lei da santificação. Vimos que Paulo tinha em mente mostrar aos judeus que a religião deles, com seu legalismo e tradicionalismo, não era eficaz para a salvação. Esta depende inteiramente da graça de Deus através da fé em Cristo Jesus.
Vamos hoje dar continuidade ao que começamos expor no último domingo. Vale antes rever os pontos da última mensagem.
Feito isto passemos a analisar outros aspectos da lei da justificação:

domingo, 31 de julho de 2011

A LEI DA JUSTIFICAÇÃO – PARTE 1


Romanos 3:21-31

“Antes, estabelecemos a lei”
Como vimos até aqui, Paulo mostra que os judeus achavam que tinham alcançado a justificação diante de Deus por causa da lei. Eles não conseguiam perceber que na realidade tinham dois problemas com a lei:
a)       Ela apontava para o pecado;
b)       Ninguém é capaz de cumprir a lei.

domingo, 17 de julho de 2011

QUANDO A RELIGIÃO CONDENA


Romanos 3:9-20

Paulo continua mostrando que os judeus, com sua justiça, não conseguirão a salvação diante Deus. Ele mostra a falibilidade da religião judaica. Para dar autoridade à sua argumentação Paulo usa uma sequência de textos do Antigo Testamento usando como base a tradução feita para a LXX. Os textos são respectivamente (Sl 14.1-3; Sl 5.9;Sl 10:7; Is 59:7-8; Sl 36.1; Sl 143.2). Todas as passagens representam a lei e como ela condena a injustiça dos judeus e, ao mesmo tempo, mostram a situação de toda humanidade diante de Deus.
A religião judaica se gabava de sua fé, mas na realidade, estava longe de realmente mostrar o caminho para salvação. Hoje cada vez mais cresce o número de igrejas, denominações e grupos que se dizem cristãs e que, de um modo geral, estão levando seus adeptos para a condenação eterna.
Passemos agora delinear quando uma religião (ou denominação) condena quando:

domingo, 10 de julho de 2011

PRIVILÉGIOS DE SER ESCOLHIDO DE DEUS


Romanos 3:1-8

Paulo continua falando sobre a lei de Deus. Segundo alguns comentaristas que é como se ele fosse interrompido por alguém no meio da argumentação com a seguinte pergunta: Não há valor algum na circuncisão? Não há valor algum em ser judeu?
Vale ressaltar que Paulo usa deste artifício nos capítulos 4:1; 6:1 e 7:7. Segundo um comentário, são quatro objeções aparentemente do mesmo inquiridor.
Segundo F. F. Bruce pela forma como Paulo vinha argumentando o normal seria ele dizer: Realmente não há valor algum. O problema é que Paulo nos surpreende respondendo de forma completamente diferente. Ele afirma haver muito valor em ser judeu.
Este ponto é simples e podemos pensar hoje nos privilégios de sermos chamados de eleitos de Deus.

domingo, 3 de julho de 2011

O VALOR DA LEI DE DEUS


Romanos 2:12-29

Após falar sobre a questão da justiça de Deus e como este olha com igualdade todas as pessoas, Paulo passa a exortar o seu povo, os judeus, para que não pensem que são melhores do que outros. Eles se vangloriavam por serem o povo escolhido de Deus e, ao mesmo tempo, achavam que, por cumprirem a lei, seriam salvos. Paulo mostra alguns pontos sobre a lei que nos servem de lições para o dia de hoje.

1.               A lei foi feita para ser cumprida (v. 12,13; 21, 22)
Neste ponto Paulo mostra que a lei deve ser cumprida no seu sentido absoluto, ou seja, dentro do coração. Muitos judeus falavam do cumprimento da lei, porém não viviam isto em seu dia a dia.
Nestes versos ele mostra que mesmo sendo conhecedores da lei os judeus serão julgados e condenados, pois não estavam vivendo dentro do padrão que Deus estabeleceu.
Além disso havia muitos judeus que gastavam horas e horas de seus dias buscando memorizar a lei, mas de fato não estavam preocupados com isto.
Ouvir, ou mesmo conhecer a lei, sem praticá-la é completamente inútil diante de Deus.
Lamentavelmente hoje muitos cristãos também são assim. Valorizam seus versículos memorizados, mas muitas vezes não praticam aquilo que estes mesmos versos lhes ensinam.

2.               A lei deve estar em nossos corações (v. 15)
Este verso é outro ponto importante da epístola paulina. Primeiramente porque mostra que Deus não vai condenar ninguém à toa. E, em segundo lugar, porque a lei deve está guardada em nosso coração. 
É um verso que mostra que aquela pessoa que nasce no monte Everest, longe de tudo e de todos; que não tem a chance de ouvir falar de Cristo; ainda assim ela vai ser julgada pela lei que ela tem em seu coração. Todo ser humano nasce com a noção do certo e do errado, e Deus conhece cada coração. Ninguém terá desculpa diante do grande tribunal de Deus.

3.               A religiosidade não salva (v. 17-19)
A expressão “que tens por sobrenome judeu” é muito atual. Hoje há muitos que se gabam de serem batistas, presbiterianos, assembleianos, ou outro grupo qualquer, mas que realmente não mostram a lei gravada em seu coração.
O legalismo denominacional não salva. Saber o que sua denominação pensa é muito importante, mas isto não vai salvá-lo.
A santidade compreende o aspecto de buscar viver no centro da vontade de Deus e querer de fato agradá-lo. Querer realmente glorifica-lo.
Ser judeu, não garante a salvação. É isto que Paulo está dizendo. Eu quero dizer para você também: ser batista não garante a salvação. Ser evangélico, também não garante a salvação. O que de fato garante a salvação é termos a lei de Deus gravada em nossos corações. E isto foi uma promessa feita por Deus através do profeta Joel. Esta promessa começou a ser cumprida no dia em que Cristo ascendeu aos céus e desceu o Espírito Santo.
Muitos buscam ser religiosos, mas uma religiosidade longe da vontade de Deus é vazia.

4.               O testemunho da lei ajuda na pregação do evangelho (v. 23, 24)
Nunca tivemos no meio cristão tanto mau testemunho. Parafraseando nosso ex-presidente: Não há precedente na história cristã, fora a idade média, de tantas pessoas que dão tão mau testemunho.
Vivemos o século dos pregadores aproveitadores. Alguns estudiosos acham que Paulo ao escrever este trecho estava se referindo a um momento da história onde uma senhora rica de Roma converteu-se ao judaísmo. Os líderes judeus na ocasião se apropriaram de uma generosa oferta que ela dedicou ao templo. Por causa disto os judeus foram expulsos de Roma pelo imperador. Hoje não é muito diferente. Quantos têm enriquecido à custa da simplicidade e da ignorância do povo; à custa de um povo sedento de espiritualismo e necessitado de Deus.
Meu amado irmão e amigo, muito cuidado com os falsos profetas. Muito cuidado com aqueles que se tornam ministros como profissão e não como ministério.
Cuidado com estes que montam sua própria denominação, quando na realidade seus interesses são escusos. Demonstram falta de caráter, falta de subordinação e grande censo de picaretagem.
Por outro lado, também sabemos que muitas vezes é isto que o povo quer. Em Jereminas 5:30,31 lemos algo que assusta:
“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pela mão deles, e o meu povo assim o deseja...”.

5.               Os rituais são vazios sem obedecer os mandamentos de Deus (v. 25, 27)
Muitos grupos, históricos ou não, vivem de ritualismo. É tal de romaria, de pisar em sal grosso, de túnel dos 318 valentes, entre muitos outros rituais. A Bíblia só estabeleceu, na pessoa de Jesus Cristo, dois rituais, o Batismo e a Ceia do Senhor. Qualquer outra coisa fora destes rituais é invenção humana. Não estou dizendo aqui que não tem valor, mas que não tem precedente bíblico.
Para os judeus havia mais rituais, mas o principal deles era a circuncisão. Eles valorizam muito isto e achavam que isto lhes concedia direitos especiais diante de Deus. O problema é que o ritual, sem a obediência não tem valor algum. Vejamos o que nos diz a Palavra:
'Porque eu quero misericórdia e não sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que holocaustos." (Os 6:6)

O profeta Oséias esta combatendo aqui o arrependimento fingido. Ele era simbolizado pelos rituais, mas as pessoas de fato não estavam arrependidas.
Em outro texto lemos:
"Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros." (I Sm 15:22)

Saul desobedeceu a ordem de Deus. O Senhor lhe ordenara destruir tudo de Ameleque, inclusive os despojos, mas ele não o fez, ainda diz que estava cumprindo a ordem do Senhor (I Sm 15:13). Muitos hoje agem assim. Fazem do rito a coisa mais importante e não obedecem a voz de Deus.

6.                A verdadeira fé parte de uma transformação interior (v. 28, 29)
Paulo chega ao ápice de sua argumentação quanto a justiça e a lei de Deus. Ele ataca a visão ritualística judaica com uma afirmação que para eles seria agressiva, o apóstolo afirma que eles não são judeus.
Paulo está falando algo que devemos repensar com carinho. O verdadeiro cristão começa com uma transformação interior que, se for verdadeira, irá refletir no exterior.
Por mais que frequentemos igreja; cumpramos todos os rituais. Ainda assim não podemos ser verdadeiros cristãos se não tivermos uma transformação sincera.
Como se pode saber que a transformação é verdadeira? Podemos afirmar que fomos transformados interiormente a partir de algumas certezas:

a)    Tenha certeza de que se arrependeu de seus pecados;

b)    Tenha certeza de que está tentando de tudo para se livrar deles;

c)     Tenha certeza que Jesus é o Senhor de sua vida

d)    Tenha certeza de que um dia estará com ele para sempre.

domingo, 26 de junho de 2011

A JUSTIÇA DE DEUS PARA TODOS


Romanos 2:1-11

Paulo inicia este trecho falando de um modo especial para os judeus. Muitos se achavam acima de todos os outros povos. Paulo passa a mostrar que o julgamento de Deus não leva em conta nada disso, e que ele olha principalmente para o coração do homem. 
Muitos judeus achavam que, uma vez que eram o povo escolhido, pouco importava o tipo de vida que levavam. Paulo está tentando mostrar que uma vida de perseverança e santidade é muito importante diante de Deus. 

domingo, 19 de junho de 2011

UM DEUS QUE ODEIA O PECADO

Romanos 1:18-32
Este texto nos dias atuais pode trazer muitos problemas. Os grupos de direitos dos homossexuais estão tentando de todas as maneiras impedir que os pastores preguem contra o pecado do homossexualismo. O texto em questão é tão claro que considero uma afronta à minha inteligência ainda existirem grupos cristãos que dizem que a Bíblia não condena o homossexualismo.
É muito triste, por exemplo, ver pastores que se dizem ortodoxos afirmarem que nem toda relação homossexual é uma promiscuidade. A palavra promiscuidade tem haver com mistura desordenada, confusão. Eles se apegam a uma das etimologias que foi colocada recentemente “Intercurso sexual indiscriminado sem ligação permanente”. Este novo significado surgiu para tentar estabelecer um padrão politicamente correto no falar, exatamente para não agredir o homossexualismo. Outro problema aqui é afirmar que Paulo se refere a luxúria homossexual ou ao adúltero homossexual (aquele que trai seu parceiro). Paulo nem se quer toca neste assunto. O contexto não permite tal afirmação uma vez que Paulo fala de “deixar o uso natural”.

domingo, 12 de junho de 2011

A REALIDADE DO HOMEM DIANTE DE DEUS

Romanos 1:18-25

Paulo passa agora a mostrar que a humanidade não tem desculpa diante de Deus para seu pecado. Deus se revelou à humanidade de todas as maneiras. Sua ira sobre a humanidade é justa uma vez que esta por sua vez não colocou o criador no lugar que realmente ele tinha que estar.
Para compreender bem a realidade do homem diante de Deus devemos entender o que segue.

domingo, 5 de junho de 2011

VIVENDO O PODER DO EVANGELHO

Romanos 1:16-17
Este trecho é a descrição do tema que Paulo pretende discorrer em sua epístola. Particularmente creio que aqui terminaria um capítulo e os versículos seguintes até o final formariam outro capítulo.  
Este foi o trecho que tocou o coração de Lutero e o coração de Aníbal Pereira dos Reis. Este é o ponto nevrálgico do ensino paulino que emana por todas as suas cartas.
A expressão traduzida como “Porque” transmite a ideia que Paulo está continuando a falar sobre seu desejo de pregar o evangelho aos romanos. Ele se achava pronto para transmitir a Palavra, pois não se envergonhava do evangelho.

Cinco aspectos denotam que vivemos o poder do evangelho:

domingo, 29 de maio de 2011

DEMONSTRANDO O AMOR FRATERNAL

Romanos 1:8-15

Paulo escreve aos Romanos com o objetivo de prepara-los para sua ida até àquela cidade. A igreja parece ser uma comunidade sadia espiritualmente. Mas é claro que nenhuma igreja, por mais sadia que seja, está isenta de problemas e dificuldades.
O apóstolo mostra amor fraternal aos cristãos de Roma. Não tem a mesma afinidade que ele tinha com os filipenses, mas isso só mostra que devemos separar bem o que é afinidade, do que realmente é o amor que Deus pede.

Paulo demonstra amor fraternal para com os romanos das seguintes maneiras:

domingo, 22 de maio de 2011

CHAMADOS PARA SER DE JESUS

Romanos 1:1-7

A cidade de Roma foi fundada em 735 a.C.. Rodeada de 7 colinas, sua fundação é envolta em lendas e muitas histórias. A principal delas é de Rômulo e Remo que teriam sido alimentados por uma loba. A mais provável é a da formação de um posto militar que tinha como objetivo de impedir a invasão dos etruscos. Latinos, sabinos e etruscos formaram a população inicial.
A religião era basicamente politeísta, chegando adorar alguns deuses gregos. O culto aos antepassados era comum entre as famílias mais tradicionais e cultas. Augusto estabeleceu o culto ao imperador que com o tempo tornou parte da religiosidade romana.